((((* "O QUE VEM SEMPRE ESTEVE AQUI, A PAZ ESTA DENTRO DE TI E SO VOCE PODE TOCALA, SER A PAZ SHANTINILAYA, NADA EXTERNO LHE MOSTRARA O QUE TU ES. NADA MORRE POR QUE NADA NASCEU, NADA SE DESLOCA PORQUE NADA PODE SE DESLOCAR VOCE SEMPRE ESTEVE NO CENTRO, NUNCA SE MOVEU , O SILÊNCIO DO MENTAL PERMITE QUE VOCÊ OUÇA TODAS AS RESPOSTAS" *)))): "ESSÊNCIAIS" "COLETÃNEAS " "HIERARQUIA" "PROTOCÓLOS" "VÍDEOS" "SUPER UNIVERSOS" "A ORIGEM" "SÉRIES" .

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

BIDI - 28-08-2012 - AUTRES DIMENSIONS

BIDI - 28-08-2012 - AUTRES DIMENSIONS 



E bem, BIDI está com vocês e vos saúda.

Nós vamos prosseguir da mesma maneira que havia explicado da última vez: vamos trocar, de forma rápida, mas eu pronunciarei as minhas frases de forma mais lenta, deixando um espaço após a minha resposta, de forma a vos fazer viver aquilo que é possível manifestar, pela vossa simples Presença e a minha Presença, no seio dum mesmo espaço.

Vamos começar.

Pergunta: É mais fácil refutar os medos que conhecemos, ou o medo duma forma geral?
Didáticamente, o primeiro elemento a realizar é a refutação dos medos que vos são expostos, conhecidos e manifestados. Porque são esses que, ao nível do saco mental, se manifestam em vós e dificultam a Liberdade.

Há uma segunda etapa onde o medo não precisa mais de estar associado a uma confrontação, a uma experiência desse saco de comida mas, bem mais, visando denunciar, refutar, a própria existência desta emoção. Porque o que está por trás de toda a procura e toda a ilusão dum caminho (espiritual ou outro), é sempre, desencadeado, estimulado, pelo medo.

O medo é isso que paralisa. O medo é, mais exatamente, o que evita e vos impede de viver o Centro e, sobretudo, o centro do Centro, presente em cada ponto. O medo, dito de outra forma, é o que paralisa o ponto de vista no saco de comida, no saco mental, e vos dá a Ilusão de ser esse saco de comida ou mental, uma vez que, eu vos recordo, esse saco de comida, esse saco mental, está construído, construído e mantido pelo medo.

Assim então, o primeiro círculo vicioso é a refutação dos medos conhecidos, ligados à experiência desta encarnação. Num segundo momento, será preciso, então, agir, não mais sobre os vossos medos conhecidos, mas certamente no que representa, realmente, a emoção “medo” para toda a consciência que vive a ilusão como a única verdade. O medo, dito de outra forma, mantém o teatro, mantém uma história sem fim, fazendo-vos participar na própria Ilusão deste mundo.

Sem medo, é extremamente simples: não haverá mundo, no sentido em que vocês o apercebem, no sentido em que o vivem como única realidade possível. Como isso vos foi dito por numerosos Anciãos, em definitivo, a última Dualidade, assim como o último Eu, se resume a duas oposições contrárias e esta é a última visão do ponto de vista confinado: o medo ou o Amor.

Porque o Amor Absoluto não é o amor humano que está, sempre, em ressonância com o medo (e subjacente, de forma permanente).
O medo só existe, justamente, porque há separação, porque há o sentimento de separação, dividido, e portanto, em definitivo, o medo não é mais do que uma expressão ligada ao dominio da Ilusão sobre a Verdade.


Se vocês dão peso aos vossos medos, se os aceitam, se os vivem (no saco mental, como no saco de comida), este medo é o que vos faz querer o Amor e a Luz. Todo o medo não passa, em definitivo, do reflexo duma falta de Amor e de Luz.

O medo não é unicamente uma sombra, não é somente o que dificulta ou que dói, mas é, bem mais, um princípio constitutivo da Ilusão e do efêmero. A refutação aos poucos, do que se conhece, favorece a refutação do medo, de maneira geral, global, colectiva, impessoal.

O medo cria, ao nível dos corpos sutis, ao nível daquilo que se denomina a trama da vida (o Éter Unificado), linhas confinantes e assim uma estagnação do movimento livre da Vida, em vocês. Isto ultrapassa largamente o âmbito dos medos (pessoais, históricos) que vos são próprios.

O medo, eu já havia dito, é uma secreção do mental que visa vos fazer evitar, pelas projeções e construções, vos encontrar confrontados a uma experiência passada da vossa própria história.

Mas, no fim disso, se esconde outra coisa que projeta largamente o quadro da vossa história, das vossas vidas passadas (elas também ilusórias), e que vos mantêm em estratégias com vista a evitarem encontrar o mesmo medo. Mas vocês não farão mais que, toda a vossa vida, duma forma ou doutra, encontrar sistematicamente, os mesmos medos.

Nenhuma estratégia evidentemente pode transcender ou refutar o medo: só a forma de olhar, de aceitar, vossos medos, o que significa aceitar vê-los. Nenhuma explicação, mesmo da vossa história pessoal, tem qualquer interesse, porque vocês não podem, no seio do Conhecido, opor-vos ao que vos mantém confinados. Porque são estratégias que não se podem dissolver uma vez que vos apelam à ação e à reação permanentes, existentes no seio da Ilusão.

Crer, supor ou aderir aliás que essa é a única realidade (quaisquer que sejam os sistemas de consciência que vocês implantaram, quaisquer que sejam as percepções que vocês refinaram), não são, em definitivo, que Ilusões. Reconhecer isso, é reconhecer que nenhum conhecimento pode superar qualquer Ilusão.

Eis o que vocês devem entender sobre a questão dos medos. Se há medo, mesmo se, do vosso ponto de vista, isso não é vosso mas de ciscunstâncias históricas, isso não mudará nada.

Enquanto houver uma identificação a qualquer preservação da Ilusão, nenhuma Liberdade pode manifestar-se no seio das experiências da Consciência, ou seja do “Eu Sou” ou do “Eu Sou Um” e, naturalmente, é ainda mais dificíl para ser o que vocês São.

Pergunta: é possível ser Absoluto, definitivamente, na forma que somos?
Aquele que é Absoluto é também um Jnani, significa um Liberado Vivente. Ele não rejeita a vida nesse corpo. Ele não rejeita a vida da personalidade mas o seu ponto de vista não é mais o mesmo. Ele não está mais sujeito à Ilusão. Seja o que for que acontecer a esse corpo, seja o que for que acontecer a esses pensamentos, seja o que for que acontecer à personalidade, não estará mais absolutamente preocupado, efetivamente e realmente pela vida desse saco.

É certo, que isso não é uma negação da vida ou uma rejeição da vida porque é bem dentro desse saco (mental e de comida) que existe o que vocês são, neste momento. Ser Absoluto com forma faz, justamente, desaparecer definitivamente e de maneira cada vez mais flagrante, todo o medo, toda interrogação e todo questionamento.

Isso está ligado ao que os Anciãos e as Estrelas nomearam Transparência, que significa deixar-se atravessar, em totalidade, pela Luz, não mais se ver nem mais viver como uma pessoa, como caminho, como medo, como localização, justamente no seio da Ilusão.

O Absoluto é um reconhecimento formal. Aquele que o é, não pode nem explicar, nem racionalizar: ele pode simplesmente fazer o seu próprio testemunho. Mas, em todo o caso, a certeza da Verdade Absoluta, está inscrita, de maneira indelével, naquele que, de maneira temporária, pôde permanecer (ficar confinado) nesse corpo ou que ele tivesse tido acesso àquilo que vocês nomearam o Estado de Ser (l'Êtreté).

Isso não faz nenhuma diferença. Aquele que é Absoluto, que isso seja num outro corpo, numa outra consciência encarnada, num outro sistema solar, no Absoluto ele mesmo não vê nenhuma diferença. Isto explica que esse corpo pode desaparecer, que esse mental desaparecerá, mas isso não poderá mais interferir, de nenhuma maneira, com aquele que está Liberado. Isso não fará cessar a vida mas Libera a Vida. Esta Liberdade não pode de forma nenhuma ser suposta, imaginada, criada, de maneira artificial.

Porque o Absoluto, mesmo no seio duma forma, vos mostra o que vocês São. Nenhuma Ilusão, nenhum carma (que só diz respeito à personalidade), pode tocar o Liberado Vivente.

Isso não modifica o princípio do efêmero desse saco mas, em todo o caso, aquele que é Absoluto não pode ser mais afetado, de nenhuma forma, por outra coisa que não seja o que ele É, quero dizer Amor e Luz. Nenhum sofrimento, nenhuma doença pode fazer desaparecer o que está estabelecido e que, mesmo o “Eu Sou”, mesmo o Si, esteja totalmente consciente, impregnado, penetrado.

Toda a diferença está aí. Aquilo que acontecer a esse saco, aquilo que acontecer a esse mundo, o que acontecer a esses pensamentos, o que acontecer às relações e interações, aquele que é Absoluto é a Verdade. E esta Verdade é Absoluta. Porque ele não está inserido numa camada de cebola dando a ver a camada de cima e a camada de baixo.

O Absoluto percorre, livremente, as camadas de cebola, na totalidade, como um jogo, sabendo perfeitamente (porque vivente) que não há cebola. Isto é muito difícil perceber, de conceitualizar pela consciência. É mesmo impossível, uma vez que quando há a extinção total de todo o sentido de ser um corpo, uma forma, uma vida, um caminho, um espírito, é que cessa o princípio de identificação à Ilusão. Isto não pode deixar nenhuma incerteza. A incerteza é ilusória. A certeza é Absoluto.

É certo que, visto do exterior por aquele que ainda está na personalidade, ou que vive o Si mas não o Absoluto, isto não pode existir. E, para ele, isto não existe. Aí podem aparecer todo tipo de pensamentos, interrogações, dúvidas, recorrer de estimativas daquele que esta no Si.

O Absoluto não é mais uma interrogação. O Absoluto, mesmo no seio duma forma, é o fim dos sistemas de conhecimentos. Aquele que é Absoluto é ignorante de todo conhecimento. Aquele ali é verdadeiramente Conhecimento com um grande “C” ou o Liberado Vivente (Jnani) porque nenhum dos sacos (fisícos como sutís) podem jamais impôr ou ditar reações, quaisquer que sejam os níveis onde se situem estas reações que se inscrevem, na ação e na reação.

Aquele que é Absoluto, além dos marcadores ilusórios presentes nesse corpo, não pode mais ser afetado seja pelo que for. Isso não é desviar-se da vida mas ser a Vida: não mais aquela limitada entre o nascimento e a morte, nem numa encarnação qualquer mas sim, na Verdade não mais, unicamente, do Instante Presente (ou Aqui e Agora) mas, bem além, ao nível da Eternidade e do Éter Liberado que vocês nomeiam o ponto ER.

Há assim um deslocamento da Consciência do Si (representado pelo que nós nomeamos chacra do Coração) numa zona que está imediatamente acima que é o que vocês nomeiam a Porta ER. Porque o Coração não precisa mais de cabeça. Porque o Coração é a última evidência, vos restituindo à Verdade da Imortalidade, além de toda Consciência, de toda forma, de todo papel ou de toda atribuição de uma tarefa além da forma.

Viver isso permite, como vocês sabem, realizar à vontade, a Passagem entre a Personalidade, o Si e o Absoluto. Vocês são, ao mesmo tempo, aquele que desempenha a cena de teatro. Vocês são, ao mesmo tempo, o observador e o espectador que assiste no camarote mas vocês são também aquele que sabe que o teatro não existe. Vocês não dependem mais dum centro localizado (o saco de comida ou a vossa história) mas vocês São o Centro de todo Centro.

No Absoluto, não existe alguma diferença de percepção entre o silêncio e a palavra porque a palavra se tornou o Verbo. E o Verbo não é mais unicamente palavras mas bem a característica (antes e essêncial) da Morada da Paz Suprema. É, justamente, o momento em que ele não existe mais (no saco mental como nas ilusões do mundo) não precisa mais procurar um sentido, não precisa mais procurar uma explicação, não precisa mais duma linearidade qualquer de tempo, ou, ainda menos, de justificação qualquer que seja.

Isso desencadeia, se se pode dizer, esta famosa certeza absoluta, não como uma crença, não mais do que uma experiência mas bem, Revelação Última, além de toda Passagem, da natureza essêncial daquilo que Somos, além da Consciência.

Pergunta: O efeito vibratório ao ouvir-vos pode ser exercido no sono profundo?
Como vos havia dito: dormir, é apagar-se desse mundo (no sono, sem sonho, sem pesadelo, sem a consciência da personalidade ou do “Eu Sou”), é Absoluto.

Assim então, o sono profundo, da mesma maneira que não compreende nada daquilo que eu poderia dizer, é já uma grande etapa entre as últimas etapas. O que eu digo tem um sentido. O sentido visa permear, descarrilar o mental e o saco, pondo, de certa forma, suspensa, a Ilusão.

É exatamente isto que pode ocorrer enquanto se escuta, não as minhas palavras mas a minha voz. Em meditação ou no sono profundo. A compreensão é (e será) uma etapa. A incompreensão é uma etapa ainda mais evoluída. O adormecimento está antes da última etapa. E claro, nada compreender e nada captar daquilo que eu digo permite à Transparência tocar-vos.

Este instante em que a consciência do Si se realiza de certa forma ela não é nada e somente o observador do Si pode prosseguir a cena do teatro. Uma vez que isso é visto, não se põe mais a questão de compreender o que quer que seja. O saco de comida e o saco mental vai continuar a dizer, a cumprir com as obrigações, as regras de condução duma viatura, as regras, sejam elas quais forem.

Mas vocês não estão mais submetidos a regras, não porque rejeitaram as regras mas, porque, aí também, o vosso ponto de vista não é mais o de uma pessoa, nem duma personalidade, nem do Si. A dificuldade está, efetivamente, no funcionamento da consciência (quer ela seja separada ou unificada) surgirá sempre a noção de projeção no seio duma experiência.

Mas vocês não São a experiência. Enquanto que vocês não tiverem compreendido isso, enquanto esta não for a vossa Verdade, pela vivência, vocês continuarão confinados. O silêncio, o sono, são, se me posso exprimir assim, o melhor dos yogas porque você não se apropria de nada: nem na vontade de viver experiências, nem duma vontade de meditação, nem duma vontade de ação, nem do que quer que seja que se traduza numa aplicação sobre o efêmero.

Quando vocês apreendem que aquilo que é nomeado Abandono à Luz, a Fluidez da Unidade, a Sincronicidade e Absoluto, quando estão aí, eles governam a vossa vida (mesmo no seio desse saco) de acordo com o que foi nomeado: a Graça. Mas, como querem vocês viver a Graça, enquanto quiserem possuir o que quer que seja? É impossível. É certo, o mental vai dizer-vos, que é o inverso. 

Ele vai vos fazer crer, com uma série de justificações e de raciocinios que é melhor continuar a manter as coisas, que é melhor continuar a viver. É aí que vocês são enganados porque este gênero de estratégia, ligada ao medo, vos impedirá, sistematicamente, de ser Absoluto.

Isso vos confinará no “Eu Sou” que é, efetivamente, uma caminhada essencial, mas não é um objetivo. Enquanto que vocês consideram isso como um objetivo, vocês estão submetidos (mesmo no seio da Graça presente nesta consciência) ao princípio da Ilusão.

A maior dificuldade é, justamente, além de toda a compreensão racional, de apreender o alcance do que representa o abandono do Si, de o viver e de o realizar. É o que tentam mostrar-vos todas as Irmãs e Irmãos que viveram a Unidade. E, além dos processos da Unidade, alguns dentre eles viveram aquilo que vocês nomeiam Shantinilaya, a Morada da Paz Suprema.

Mas isso não impede a vida no seio da Ilusão, mesmo se o mental e o orgulho espiritual vão fazer-vos crer que isso é impossível: é o papel deles. Então, certamente, dito por outras palavras, isso poder-se-à nomear a Humildade e a Simplicidade, mas não a humildade e simplicidade do orgulho espiritual que se quer apagar, mas bem aquele que realmente viveu, pela Transparência total cujos sinais vocês conhecem.

A Transparência não será jamais uma convenção social, uma convenção moral, obedecendo às regras da Ilusão, mas bem aquilo que está além de todo estado. E quando vocês o são, vocês não podem, enganar-se, nem serem enganados.

Não esqueçam nunca que é sempre o mental, os pensamentos e a alma que vos conduzem sempre a mais projeção, a um ideal, ao Amor e à Luz, mas que não poderão, em definitivo, estar jamais presentes, enquanto isso permanecer inscrito num ideal ou uma projeção de Amor e de Luz.
Porque vocês não podem projetar, no seio do que vocês São e no exterior, um Amor qualquer, uma satisfação qualquer, pois isso permanece na morada das projecões.


Aquele que é Amor, é Absoluto, além de toda contingência, de toda referência, de todo confinamento e de toda Ilusão. Em que irá ele precisar duma qualquer justificação, pelo seu próprio mental ou por um outro olhar, qualificado exterior, dum Irmão ou Irmã qualquer que seja?

Quando vocês descobrem o vosso estado, que é Absoluto, vocês não têm necessidade de projetar o que quer que seja (nem ideal, nem Amor, nem Luz, nem o que quer que seja) porque vocês tornaram-se a Fonte de vocês mesmos, que está bem além desse saco, bem além das vossas interações, bem além da vossa vida, aqui, sobre a Terra. Vocês são a Vida, vocês não são mais a vossa vida. É profundamente diferente.

Porque a vossa vida pertence-vos? Aí está a Ilusão, uma vez que a Vida, vocês o São. Mas, para o Ser, não seria preciso mais do que ser a vossa vida. Apreendam bem o “não é preciso mais”, não como uma crença a adotar, muito menos como uma experiência a ter, mas bem como uma renúncia, total e absoluta, a tudo o que é efêmero.

Enquanto vocês permanecerem nessa pele (em todos os sentidos do termo), vocês estão presos. Como já foi dito, tudo aquilo que vocês imaginam possuir (seja em que nível for e de maneira definitiva), vos possuirá para sempre.

Então certamente, o ego vai dizer-vos que não podem abandonar isto ou aquilo mas ele engana-vos. Quem fala em abandonar o que quer que seja? Por que motivo um Absoluto com forma iria abandonar o que quer que seja?

A frase chave (além da refutação), é a mudança de ponto de vista. Mas não um ponto de vista como uma ideia ou uma crença, mas bem mais um deslocamento, do observador inicialmente (que se encontrou) e o desaparecimento mesmo do observador, deixando esse saco de comida, esse saco de ideias e as interações da vida no seio da Ilusão, se desenrolarem.

Isso, eu creio, foi nomeado (em todo o caso no Ocidente) A Divina Providência. Vocês são capazes? Isso não exige coragem, nem uma decisão qualquer. Não há nenhum caminho para isso, nenhuma evolução para isso, nenhuma espiritualidade para isso, mas simplesmente estabelecerem-se nisso. E isso não pode ser uma experiência, significa que vocês não podem experimentar isso com o Si e voltar depois, tranquilamente, para o saco.

É, como já foi dito, esta espécie de transformação última, resultando na não consciência, na não separação, e eu digo mesmo, mais longe, na transcendência do “Eu Sou Um”, vocês descobrem a natureza do que vocês São. Como já tinha dito: o que é que vocês sabem daquilo que vocês Eram, antes de nascer? O que é que vocês sabem daquilo que vocês São, após a morte?

Vocês só têm fragmentos sejam das vossas próprias experiências sejam das vossas leituras. Mas enquanto vocês estiverem confinados numa forma (fosse ela a mais vasta possível: um sol), vocês estão ainda projetados. O Absoluto não pode, em nenhum caso, ser uma projeção do que quer que seja porque este centro do Centro, mesmo que haja um movimento da Vida, está sempre lá, em todos os pontos e portanto, imóvel.

É a roda do Samsara que vos fez crer que teriam uma sequência lógica de encarnações, devendo dar resposta, permanentemente, à lei da ação e reação.

Isso é uma crença para os vigaristas espirituais.
O Absoluto não é nada disso.

Pergunta: depois de tê-lo escutado no momento do adormecimento, eu tive perdas seminais, mas não relacionadas à uma atividade sexual.
O Absoluto é um Êxtase e uma Íntase. O que acontece no nível do que eu chamei (em minha encarnação) os Pés do Senhor, quer dizer, o que vocês chamam, hoje, a Onda da Vida, é claro, atravessa os locais onde estão situados, nesse saco, os diferentes medos. Os medos têm ressonância direta com o sexo, mas o sexo sem sexo.

Isso quer dizer que pode existir, e na maioria das vezes é o caso, fenômenos de êxtase que tomam a sua fonte, efetivamente, seja nos Pés do Senhor, seja no nível do primeiro chacra. Isso pode induzir ao que você nomeia “perdas seminais”, que são, de fato, evacuações, aí também, de certos programas, de certos enquistamentos (envoltórios), ligados ao medo da morte que representa o sexo.

O sexo, até prova em contrário, (além de todo prazer e de todo gozo) é certamente o órgão que é o mais próprio a manter a Ilusão e o sonho coletivo, através do que vocês chamam a fecundação.

Assim, portanto, viver um Êxtase (que, contudo, não pode te estimular completamente, ou então te estimula, ou então ocorre continuamente) não é senão um reflexo, no nível do saco de comida, do desenvolvimento (se podemos dizer) de sua própria natureza.

Esse processo não é nem uma polução noturna, nem um sonho (no sentido fantasia), mas é realmente uma alquimia podendo se produzir (no homem como na mulher) sem nenhuma estimulação sexual. Ouvir minha voz pode (por Vibração e ressonância) te impelir, quando da ocultação da consciência ordinária ou do Si, a deixar esse saco viver o que há para viver. Essas perdas seminais, existem também nas mulheres (mesmo se isso leva outro nome), não é senão o reflexo da Onda da Vida.

Se meu órgão vocal desencadeia isso, então é perfeito.

Pergunta: a subida da Onda da Vida pode provocar dores, como cãibras, nas pernas?
É possível. Isso também pode estar ligado, não às resistências, mas, bem mais, à intensificação do Absoluto da Terra. No entanto, esses processos de cãibras ou outros (nas pernas) não devem atrair sua atenção ou sua ação.

Aí também, aproveitar o que se manifesta no saco, não para estar na negação da dor, mas sim vê-la pelo que ela é: nesse momento, isso não é uma negação, é passar ao observador ou ao testemunho. A passagem ao observador e ao testemunho é, certamente, uma etapa importante, permitindo-lhes não mais serem afetados pelo que se desenrola na cena do teatro. 

Prossigamos.

Pergunta: a Comunhão, de Presença a Presença, com uma Consciência Absoluta, nos permite ser Absoluto?
Nenhuma consciência pode ser Absoluta, pois é precisamente o desaparecimento da própria consciência que realiza, se podemos dizer, o Absoluto. Como já foi dito pelos Arcanjos: estabelecer Comunhões pode lhes mostrar, de forma velada, o Absoluto.

Podemos dizer que todos os processos que lhes foram detalhados por aqueles que se ocupam de vocês, desde um longo tempo, são um convite para ir além (ndr: as Consciência de outros Planos Dimensionais das quais vocês encontram as intervenções, em particular, em "ler as mensagens").

Os processos chamados deslocalizações, que, justamente, os fazem mudar de olhar e de ponto de vista, são certamente estimulantes ao Abandono do Si. Porque, quando de uma Comunhão com um Irmão ou uma Irmã, com o que é chamado comumente um Duplo, qualquer que ele seja, pode se dizer, efetivamente, que há como um antegosto de desaparecimento.

É justamente esse desaparecimento da própria consciência que é favorecido, mas que só vocês podem desencadear. As resistências ao desencadeamento são apenas ignorância: o que vocês nomeiam, de seu ponto de vista, seus próprios conhecimentos de vocês mesmos, de sua história, de suas vidas passadas, de suas crenças, de suas ideias e de seus quadros.

Enquanto um desses elementos assim nomeados está presente, vocês ficam apenas no antegosto. É renunciando e refutando a tudo isso que vocês podem viver o Absoluto. Da mesma maneira que vocês podem aderir às doutrinas da Unidade, sem viver, de maneira alguma, a quintessência.

Qual será a diferença entre aquele que projeta o Absoluto e aquele que é Absoluto?
Aquele que projeta o Absoluto pode viver o Si, pode sentir as Vibrações. Mas ele recairá sempre na dúvida e na interrogação. Aquele que está estabelecido no Absoluto, não pode ser submetido, de nenhuma maneira, a qualquer interrogação que seja. É claro, ele pode manter as questões sobre o tempo que vai fazer amanhã, mas, em nenhum caso, sobre a natureza do que ele É.

Pergunta: como fazer para não mais se sentir impotente e poder avançar?
Quem é que se sente impotente? Quem é que quer avançar? Avançar para onde? Para ir onde? Não há nenhum lugar aonde ir. Todo movimento de um ponto a outro da consciência mantém a Ilusão.

O sentimento de impotência, a necessidade de avançar, não é senão o reflexo da ação do medo ou do Si. Dormir ou morrer é Absoluto. É o mental discursivo (aquele da razão e das ideias) que vai fazê-lo acreditar que é necessário avançar, que vai fazê-lo acreditar que você é impotente.

Substitua a palavra “impotência”, por “ignorância”. Se você reconhece sua ignorância quanto ao que corresponde o fato de querer avançar ou crer avançar, então é já um grande passo. Porque quem a não ser o ego acredita avançar?

É claro, o tempo avança e sua vida se desenrola. Mas nenhum elemento desta vida, nenhum avanço pode existir, exceto para o efêmero. É, justamente, que se você se mantém tranquilo, nesses momentos, e não é complacente ou submisso com esse sentimento de impotência, se você aceita que o fato de avançar não quer dizer nada (e, de fato, o faz recuar), se você vê isso claramente (sem julgar, sem condenar, sem buscar reagir, simplesmente ser o observador), então, você constatará, muito rápido, que algo para de avançar, que algo muda sem que haja a expressão da menor vontade pessoal, do menor desejo pessoal. E aí, você estará próximo do último, mas não antes.

Enquanto você considera que é necessário eliminar essa impotência, enquanto você considera que você deve avançar para um objetivo, você apenas se distancia de seu próprio objetivo, porque não há objetivo.

Tudo isso são apenas os jogos da consciência, chamados os Leilas.
Mas esses Leilas não têm nenhum sentido. Eles são somente distrações, ocupações, cujo único objetivo é impedi-lo de viver o que você É. E, contudo, a maior parte dos seres humanos alimentam sua vida dessa esperança, dessa ideia de avançar, para ir em algum lugar.

A maior das potências é já reconhecer sua impotência, total, a qualquer ideia, a qualquer pensamento, a qualquer conhecimento, a toda vivência apta a desencadear, ainda que seja de outro, apenas uma outra Ilusão.

Se você vê isso claramente, então, o ponto de vista mudará ele próprio, sem que você tenha de mudar ou buscar o que quer que seja. Essa forma de capitulação, mais uma vez, não é uma renúncia ao que quer que seja, a não ser, justamente, ao fato de aderir aquilo, não como ilusões, mas como a verdade. Enquanto você se submete, você mesmo, a esse gênero de crenças, ou a esse gênero de experiência, você não pode ser Livre.  

E você não pode, por consequência, de modo algum se Liberar. Porque tudo o que lhe é conhecido deve ser Liberado. E se Liberar de tudo o que é conhecido é, já, aceitar sua própria ignorância.

Uma vez que nenhum efêmero (seja sua personalidade, seja seu saco de comida, seja o Si) permanece, uma vez que você passou do outro lado das portas da morte. Para que isso te servirá? O que você fará de sua kundalini, quando esse corpo não existir mais? O que você fará do Fogo do Coração, quando esse corpo tiver desaparecido?

É necessário ir ao coração do Coração. O que não é mais, nem o Fogo do Coração, nem a Coroa Radiante do Coração, nem as Três lareiras, nem mesmo o Canal do Éter, nem mesmo o Manto Azul da Graça: é alem.

Nós temos lhes mostrado uma escada. Vocês têm visto os corrimãos, vocês têm subido a escada. É necessário vocês aceitarem, agora, que não há escada, e que não há ninguém que sobe essa escada. Aceitar e viver isso, é o Absoluto.

Pergunta: porque manter o saco de comida em vida, quando se está Liberado?
Qualquer ação visando fazer desaparecer esse saco, apenas faz reaparecer a ilusão. Por que se você coloca o interesse, e se você quer dar fim à ilusão suprimindo um saco de comida, de uma maneira ou de outra, você lhe criou uma outra existência.

A Ilusão tem apenas de ser Vista. Bater-se contra uma ilusão apenas a reforça. Portanto, considerar intervir no saco de comida, de uma maneira ou de outra, só pode alimentar e reforçar a ilusão.

Aquele que é Absoluto não tem o que fazer do desaparecimento, ou não, do saco de comida: ele não é mais uma fonte de cuidado, nem uma fonte de preocupação. Nem mesmo o mental pode vir a ser uma causa de preocupação. Aí está toda a diferença daquele que é Absoluto, que jamais consideraria colocar fim a esse saco de comida, antes de seu fim natural. Não por que há prazer ou desprazer, mas realmente e concretamente, seu ponto de vista e seu olhar não têm mais nada a fazer com qualquer limite.

Toda a diferença situa-se nesse nível. Aquele que não é Absoluto vai dizer que isso é absurdo. E, de seu ponto de vista, limitado e relativo, é realmente absurdo. Não há possibilidade de passagem ou de comunicação. Enquanto não houver o Abandono total do Si, o Absoluto não pode ser. Portanto, mesmo no Si, cujo orgulho pode se deleitar, há necessariamente o medo, há necessariamente, em alguma parte, a vontade de aderir a qualquer ilusão.

Mas para aquele que é Absoluto, na forma, jamais lhe viria ao espírito, jamais poderia aparecer uma ideia sobre o sentido, mesmo, da existência desse saco. Um dia, ele apareceu, um dia, ele desaparece. O que aparece, desaparece. O que desaparece, reaparecerá, sob uma forma ou outra. Somente o que É, além de todo Ser, além de todo “Eu Sou”, além de toda consciência, nem aparece, nem desaparece, nem se move.

Como eu já disse, o Absoluto não é uma busca, e ele não pode ser uma busca. Enquanto vocês buscam, enquanto vocês procuram, vocês estão na ilusão. Por que toda busca, mesmo a mais louvável, mesmo a mais honorável, não é senão um medo da morte e uma procura (noutro lugar do que onde isso está) da Imortalidade.

A Imortalidade não pode ser compreendida em uma forma. Vocês estão sobre este mundo, vocês aí apareceram, vocês aí agiram, vocês aí buscaram. Mudar de olhar e de ponto de vista, é não mais estar submetido, de maneira alguma, a esse corpo, a essa vida. O que não é recusar a vida, ou um questionamento sobre o sentido da vida, uma vez que, justamente, não há mais submissão a uma forma, mas sim, uma transubstanciação de qualquer forma, como de qualquer consciência.

Pergunta: seria necessário chegar à passividade?
Enquanto há ação, dirigida pela pessoa ou pelo Si, há ilusão. Falar de passividade recorda, ao escutar o que você diz, que há atividade e passividade. O Absoluto não é nem passividade nem atividade: é justamente a perda de qualquer identificação com o que quer que seja.

Uma vez que falar de passividade, como de atividade, apenas se refere à sua pessoa, no ego ou no Si, mas à sua pessoa. Ora, a expressão que foi empregada: “ficar Tranquilo”, quer dizer bem o que isso quer dizer (ndr: ver em particular sobre esse tema a intervenção de UM AMIGO de 2 de Julho de 2012).

Você pode “ficar Tranquilo” estando tanto passivo, como ativo.
A passividade não é uma demissão de qualquer aspecto de sua vida: novamente, é o olhar que muda, o ponto de vista, e não o fato de ser ativo ou passivo. Por que a atividade, como a passividade os remete a um movimento.

Ficar Tranquilo não tem o que fazer do movimento: é, desde o início, colocar-se onde vocês podem considerar outra coisa: colocando-se na Infinita Presença. Não lhes é pedido para serem legumes, mas sim para não serem mais nada de tudo o que lhes é conhecido. Isso quer dizer que seu olhar, seu ponto de vista, não está mais situado em nenhuma parte da ilusão.

Isso não quer dizer, nem ser ativo, nem passivo, isso não quer dizer ficar em algum lugar e nada fazer. É mudar de olhar. Mudar de olhar não pode acontecer, enquanto vocês olham com os mesmos olhos, com o mesmo pequeno orifício da luneta, que corresponde à sua vida.

O Absoluto com forma pode, de maneira não hierarquizada, passar anos em Maha Samadhi ou em Shantinilaya, como exercer as atividades as mais frustrantes e as mais desvalorizadas para a personalidade. Em um caso como no outro, o Absoluto não pode ser afetado, por que não há diferença entre Shantinilaya e limpar os banheiros: a Consciência não está mais, nem nos banheiros, nem em Shantinilaya.

Vocês são tributários do olhar, porque vocês fazem uma diferença entre limpar os banheiros e viver a Paz Suprema. Vocês podem muito bem, no Absoluto, fazer exatamente a mesma coisa, no mesmo estado, como fazer coisas diametralmente opostas, sem perder o que quer que seja.

Pergunta: o que é chamado de um inocente (por exemplo, uma criança sempre feliz, mas não parecendo muito inteligente) ele é Absoluto?
Foi dito no Ocidente: "felizes, os simples de espírito, pois eles não conhecem o pecado".

Então, mesmo que isso tenha conotações religiosas, aquele que é Transparente em uma forma, qualquer que ela seja, nunca mais está separado do que quer que seja. Foi dito também: "tornar-se como uma criança", que quer dizer a Espontaneidade, o Instante Presente, que permitem viver o “Eu Sou”.

Mas é necessário prestar atenção para não ser subjugado pela ilusão do “Eu Sou”: o que ficará do “Eu Sou”, quando esse corpo não existir mais? Mesmo que exista um outro Corpo, um conjunto de Corpos, um dos quais pode ser o Duplo, ou o Corpo de Estado de Ser (Êtreté), ou qualquer que seja o Duplo. Isso está destinado, simplesmente, a fazê-los viver que vocês não são esse corpo, nem nenhum outro corpo, uma vez que vocês podem ser não importa qual corpo.

O que é que muda, nesse caso? Enquanto é a Consciência que se move, há o Si, ou a Última Presença. A partir do instante em que vocês cessam qualquer identificação a qualquer forma, vocês são Absoluto. Isso não os impede de viajarem, sem se deslocarem, de forma em forma, mas vocês sabem pertinentemente que vocês não São nada de tudo isso.

Porque todas essas formas, todas essas consciências, são apenas projeções, separadas ou unificadas, de qualquer outra coisa: da FONTE, em um primeiro momento, mas a FONTE, Ela própria, é uma emanação Dela mesma no Absoluto.

É o que essa palavra que foi empregada, Duplo, está destinada a lhes mostrar, e não a fazê-los buscar qualquer Duplo, mas o Duplo chega a vocês. Por sua vacuidade, pelo fato de ficar Tranquilo, pelo fato de nada buscar, por que vocês compreenderam que não há nada a buscar, que nenhuma experiência pode levá-los ao que vocês São. 

É a ilusão suprema de crer que um sistema de conhecimentos, ou de experiências, vai levá-los ao Último. Vocês não podem ser levados ou conduzidos ao Último, por qualquer um, nem mesmo por vocês mesmos, por que é, justamente, vocês mesmos que desaparecem, quando o Absoluto está aí. E ele sempre esteve aí.

Pergunta: para que serve, então, a Merkabah?
Para construir a escada. Para esclarecer, de maneira diferente, a cena do teatro, como o teatro. Para fazê-lo tomar consciência que você não É o que está na cena, que você não É nem ator, nem mesmo espectador.

É uma estrutura de Vibração, que, como toda Vibração, é uma emanação do Absoluto. Não enquanto emanação ou projeção, como para a consciência, mas sim a entretela (se posso empregar essa palavra) do Absoluto.

Pergunta: é verdadeiramente grave, se o Absoluto não vem para nós?
Mas ele não tem de vir. Considerar que ele deve vir, é já um erro. Exprimir isso: considerar que algo deve vir o coloca, de início, à distância do que você É. O que é que pode ser grave, na ilusão?

Exceto ao que você se prende, qualquer que seja o apego. Quem é que considera que isso é grave? Senão a posição em que você se situa. Portanto, mude de posição. E não considere isso como um deslocamento, ou um movimento: não é nem um nem outro. Este mundo é Maya (ilusão), o tempo é Maya, então, como é que isso poderia ser grave, diferentemente do que conhecido e percebido pela pessoa?

Você pergunta se isso é grave.
Da mesma maneira, se olharmos o que vocês conhecem, a personalidade e o Si: aquele cuja vida está voltada, unicamente, para o efêmero e o ilusório (então, na personalidade) vai buscar, de uma maneira ou de outra, uma forma de satisfação, em qualquer campo que seja. Com mais ou menos intensidade, mais ou menos acuidade, segundo um programa, que é o programa da alma e do carma.

Aquele que realiza o Si (que vive as Coroas Radiantes, os diferentes elementos, os diferentes sinais e estigmas do Despertar) é um louco para aquele que corre atrás de seus desejos. Qual dos dois tem razão? Nem um, nem o outro.

Aquele que está no Si vai considerar que é grave agir de tal maneira, ou de tal outra maneira. Do mesmo modo que aquele que está na personalidade, mesmo a mais equilibrada, vai considerar que aquele que lhe fala do Instante Presente, e da não separação, é um louco.

E ele terá razão. Por que vocês não mudam de ponto de vista. E tudo o que não entra em seu ponto de vista, em seu quadro de referências, é excluído imediatamente. Portanto não há nada de grave, exceto para aquele que o crê.


Pergunta: no momento do Choque da Humanidade, todo mundo vai Ascensionar?
Tudo está Liberado. Como já foi dito pelo Comandante (ndr: O.M. Aivanhov) e é certamente a melhor frase: "não são vocês que desaparecem, é o mundo”.

Vocês não podem desaparecer no que vocês São. O que aparece e desaparece é esse corpo, esse saco de comida e esse saco mental, que é delimitado pelo nascimento e a morte. Tudo está Liberado, onde quer que vocês estejam: na pessoa, como no Si, como no Absoluto.

Agora, o mais importante, é deixar o outro ser o que ele quer. Vocês não podem convencer ninguém, vocês não podem conduzir ninguém. Portanto, a questão do que é nomeado a Ascensão, é uma resposta de geometria variável.

Em nome do que, se você quer ir de férias à montanha, você levará todo o mundo à montanha? Há quem prefira o mar. Respeitem isso: cada um de vocês é livre. A melhor resposta é aquela: o que desaparece, é o mundo, não são vocês.

A consciência joga, qualquer que seja o jogo, em uma relação íntima, nos jogos de sua tela de vídeo, é o mesmo jogo, é a satisfação de uma curiosidade. É o mesmo sentido da falta, que está presente na não atualização do Absoluto Último. Mas quando o Absoluto Último está aí, vocês veem claramente a Verdade. E a única Verdade, que não sofre exceção, é a Liberdade de cada um, de ir onde quiser, de pensar como quiser, de crer no que quiser, e de agir e de interagir sobre todas as outras ilusões.

O princípio da Liberação lhes foi explicado, lhes foi dado a viver por meio da Unidade e do Si, por meio da Última Presença e os diferentes marcadores. Mas também, eu lhes dei alguns elementos, que devem lhes permitir, se é sua Liberdade e sua escolha, de Ser Absoluto. Prossigamos.

Nós não temos mais perguntas, agradecemos.

Então BIDI os saúda.


Mensagem de BIDI no site francês:
29 de agosto de 2012
(Publicado em 28 de agosto de 2012)
Tradução para o português: Margarida Antunes e Ligia Borges


M.M - http://minhamestria.blogspot.com.br

PHILIPPE DE LYON - 28-08-2012 - AUTRES DIMENSIONS

PHILIPPE DE LYON - 28-08-2012 - AUTRES DIMENSIONS


Eu sou o Mestre PHILIPPE DE LYON.

Irmãos e Irmãs encarnados, eu lhes apresento a minha Paz e eu acolho a sua Graça.


Eu me apresento a vocês enquanto Melquizedeque da Terra e eu vou começar a minha intervenção por estas palavras: «O que vem da carne, pertence e retorna à carne. O que vem do Espírito, retorna ao Espírito»
.

Sobre esta Terra, onde vocês estão presentes, foi-me solicitado expressar-lhes alguns conceitos que visam, nesse tempo, situá-los, colocá-los e distingui-los, em meio ao Amor e de qual Amor.


Para a conveniência da minha exposição, eu irei falar do amor dos homens, do Amor de CRISTO (ou Princípio Solar) e, enfim, do Amor Absoluto.


Além do que pode ser veiculado por essa palavra, além da Consciência que se demonstra, todo Amor presente sobre esta Terra será qualificado (de maneira espontânea, natural e, eu diria, obrigatória), ou em função da experiência que vocês têm tido, ou em função das suas crenças, ou em função de um ideal e ou, justamente, este amor não pode mais ser definido nem em si, nem no exterior de si.


A personalização do amor diz respeito, é claro, ao amor dos homens e ao Amor de CRISTO. A particularidade deste amor, quaisquer que sejam a expressão e a manifestação, estará, de maneira indissolúvel, conectada à experiência, à Fé, ao ideal, ao vivenciado.

Este amor irá se exprimir através da carne, através de um ideal ou de uma crença.

Ele é então, de maneira lógica, portador de certas qualidades e eu diria mesmo de certa quantidade.
Durante a minha última encarnação, eu desejava um Amor sem falha em CRISTO.

Era, portanto, um ideal do Espírito.

Esta tensão para Ele me levou bem depressa a compreender o sentido dessas palavras, referentes ao Amor, que foram atribuídas a Ele.


E, ao longo da minha vida, a manifestar esta frase essencial:
«Amem-se Uns aos Outros como eu vos Amei».Além do ideal, a minha memória da vida na encarnação, sem entrar nos detalhes, permitiu-me, além do ideal, conscientizar algumas experiências passadas. «Amem-se Uns aos Outros como eu vos Amei» , leva a uma interrogação:

Como será que o CRISTO nos amou?

Além de toda rivalidade aderente, além de toda religião, qual é a particularidade deste Amor?


Qualquer que seja a maneira que quisermos defini-lo ou situá-lo, quaisquer que sejam os qualificativos aplicados à palavra Amor (que isso seja ilimitado, incondicional, divino, espiritual), o que fez a mais, o que manifestou a mais, esse Princípio Crístico, que o comum dos mortais, além da sua crença em CRISTO ou não, de um maneira adequada ou inadequada, tenta exprimir?


A resposta, além da minha memória, mostrou-me que a melhor maneira de Amar, como Ele nos Amou, era então se tornar Ele.
Tornar-se Ele, além da imitação e da compreensão, traduz-se, nesta encarnação, como a evidência da noção de serviço e de dedicação.

E era preciso resolver esse paradoxo que, à época, foi um para mim.

Quando o Princípio Crístico ou quando um dos nossos Irmãos ou Irmãs orientais, com palavras certamente diferentes, dizem e afirmam: “Eu e meu Pai Somos UM”, ou ainda: “O que vocês fazem ao menor de vocês, é a mim que vocês o fazem”.


Nesse nível se situa um mistério que a razão não pode nem compreender, nem mesmo apreender, além de toda teologia e de toda fé.
Existe, portanto, no homem, uma possibilidade que é aquela de viver na Unidade com o Pai ou A FONTE.

Esta possibilidade de viver o que foi denominado a não separatividade e de viver, efetivamente, além de toda crença ou de toda adesão, o Princípio da Unidade expresso através de todas as formas e de todas as Consciências encarnadas sobre esta Terra.


Naturalmente, isso é um imenso desafio porque, a partir do momento em que vocês se aproximarem, a partir do momento em que lhes for mostrado, pela sua vida, que esse gênero de Amor está aí, muito rapidamente as circunstâncias da sua vida fazem com que o que se opõe em um primeiro momento, no que vocês se estabelecem, vai se fortalecer.


O amor dos homens como o Amor de CRISTO, necessita de uma forma de eliminação que vai muito além do sentido do serviço e da dedicação.


Esta eliminação os faz colocar, no interior de vocês, um princípio.

Este princípio, aí também, eu enunciei claramente durante a minha última vida.

Quando me perguntavam como eu podia curar desta maneira, eu respondia inevitavelmente: “É porque eu sou o menor de vocês”.


E a resposta está, efetivamente, nesse nível.

Nos ensinamentos e preceitos que lhes foram dados, pelos Anciãos como pelas Estrelas, vocês notaram, voltam sempre aos Quatro Pilares no nível do Coração: a Humildade e a Simplicidade, a Transparência e a Infância.


Isso significa dizer que qualquer que seja a sua vivência, quaisquer que sejam as suas experiências, qualquer que seja a sua abordagem Vibratória, intelectual ou mesmo simplesmente da fé a mais consequente, todos nós somos confrontados, a um dado momento, com o que eu denominaria um princípio de realidade que é onipresente sobre esta Terra, ainda, por enquanto, que é, obviamente, a competição e a predação.


Como o que os sentidos dão a viver, o que a razão dá a experimentar, onde o amor permanece um ideal que pode ser encontrado no outro (mesmo em uma companheira ou em um companheiro, mesmo no CRISTO), pode descobrir-se existindo apesar, justamente, do que é dado a perceber como competição e predação?


A única maneira verdadeira de ali chegar não pode ser, em nenhum caso, uma ascese, não pode ser, em nenhum caso, considerado como uma lei que, se ela se seguir em função dos seus próprios conceitos, vai permitir viver este Amor.


É preciso bem admitir que o amor dos homens é, antes de tudo, condicionado e condicionante, pela vivência de cada um.
E vocês sabem muito bem que, mesmo no que se refere ao Amor de CRISTO, cada um vai idealizar uma vida (que ele não conheceu) através dos escritos e, mesmo para alguns, como foi o caso para mim, através de algumas lembranças.

Qualquer que seja o modo de se dirigir para este Amor, que isso seja por ideal, que isso seja por experiência, que isso seja por reminiscência, um dia ou outro, vocês poderão apenas chegar à seguinte conclusão: é que este amor, por definição, é sempre condicionado, condicionante.


Na época de vocês, o ideal foi chamado de amor incondicional, de amor Vibral, de Amor Luz.
Aliás, foi relatado a vocês, longamente e acima de tudo, que a consciência era Vibração e que o verdadeiro amor apenas podia se expressar se estivessem presentes, em vocês, a Coroa Radiante do Coração, o Fogo do Coração, em ressonância, portanto, aí também, com aspectos de percepção Vibratória.

Foi também dado a vocês, durante esses anos, uma série de elementos que, pelo que havia sido denominado a resposta do coração, o switch da Consciência e, mais recentemente, o Manto Azul da Graça e a Onda da Vida, propiciou-lhes viver ou aproximar um Amor que está muito além de toda forma, além de todo conceito, de toda experiência e, eu diria até, de todo humanismo.


Aquele que vive este Amor (e eu não voltarei sobre isso), tem, eu diria, um preceptor admirável que é BIDI.


A Liberdade do homem, nesta carne que é prisão, vai ser simplesmente um livre arbítrio permitindo-lhe definir, estabelecer e manifestar o amor dos homens, o Amor de CRISTO ou o Amor Absoluto.
Existe uma espécie, não de hierarquia, mas de gradação, indo do mais condicionado e condicionante, para o mais Livre.

O amor focado em um objeto (e eu entendo por objeto uma forma consciente, que isso seja um ser humano, que isso seja um passatempo, que isso seja um filho ou o pai ou a mãe), é, por essência e por natureza, condicionado pela própria experiência, pelo próprio passado.


Essas experiências e essas vivências condicionantes vão representar, o que quer que seja, felizes ou infelizes, limites e contextos à expressão do seu amor, à manifestação do seu amor, a vida dando-lhes a viver muito precisamente o que vocês criaram ou o que vocês pensam ter sofrido.


Existem, portanto, condições e um contingenciamento desse tipo de amor, porque ele está inscrito (quer vocês queiram ou não, quer tenha havido uma ligação da mente ou não, mesmo se não houver propriamente falando uma relação física) na carne.


A pergunta que fiz a mim mesmo, e qualquer que seja o amor que pude aplicar (tanto àqueles que eu tratei como à minha esposa), foi a de saber se esse amor permitia ser uma porta de acesso, ao mesmo tempo ao Amor de CRISTO e ao mesmo tempo ao Amor Absoluto.


As religiões e os sistemas filosóficos e espirituais vão, todos eles, com raras exceções, falar-lhes deste amor, sob uma forma ou outra, convidando-os a levar a sua Atenção, a sua Consciência, sobre os modos de se comportar e de manifestar o amor, a fim de chegar a alguma coisa que, dependendo da localização, pode ser chamado de Nirvana, de Céu ou, em todo caso, de Espírito.


Não existem várias maneiras de passar do amor dos homens ao Amor de CRISTO e ao Amor Absoluto.


E isso, eu o resumi desta frase que eu dei a vocês.

Aceitar desaparecer, aceitar não ser mais nada, apagar-se completamente, a fim de deixar todo o lugar ao Princípio Solar, a fim de que possa, um dia, viver este Amor Absoluto.
Viver o Amor Absoluto é fazer cessar toda condição, não por um desejo, não por uma vontade, mas, sim, o momento em que há uma espécie de rendição, de capitulação, à vontade até de Amar.

Esta capitulação não é uma recusa do amor humano e, ainda menos, do CRISTO, mas, sim, uma maturidade que os faz apreender, no espaço de um instante, de que qualquer que seja este amor que vocês carregam, qualquer que seja a empatia, a compaixão e o carisma que vocês possam manifestar, pela sua própria natureza ou por um ideal possuído, qualquer que seja a sua tensão para o CRISTO, e se vocês olharem razoavelmente no Ocidente, sem mesmo falar de religião, a quantidade de pessoas que tendem, em ideal, para o CRISTO, e quais são aqueles que são capazes de manifestar o CRISTO: que isso seja segundo um modo antigo pelos estigmas, que isso seja pelos milagres, que isso seja pela identificação total, eles são efetivamente pouco numerosos.


O que diferencia então esses seres, pouco numerosos, do conjunto de todos os seres humanos voltados, no entanto, para o mesmo ideal, a mesma Fé ou a mesma crença?


E bem, é simplesmente a capacidade, além da vontade, para desaparecer.

Isso lhes foi expresso em outros termos, mas com o mesmo sentido, por algumas Estrelas.
A vontade de agir e a vontade de se conformar a um ideal, de ali aplicar as regras dadas por este ideal, na Sua vida, é uma etapa, mas jamais pode ser o suficiente.

O Amor de CRISTO, do Duplo, o Amor Mariano ou o Amor de algum Ancião, de alguma Estrela ou de qualquer Ser pertencente aos Mundos Unificados e Livres (do mesmo modo se realiza com vocês através do que lhes foi dado, nas experiências de Comunhão e naquelas que se seguem), apenas pode se realizar se o que vocês são, no espaço de um instante, não existir mais.


Este aprendizado das diferentes formas de Comunhão (e aqueles que se seguem: Fusão, Dissolução), apenas é possível (e vocês irão se aperceber cada vez mais seguidamente) nos momentos em que, justamente, vocês não existem mais enquanto pessoa.


Os momentos em que vocês não existem mais enquanto pessoa são, é claro, os momentos em que vocês dormem, os momentos em que vocês desaparecem e onde o que vocês vivem não pode ser referência a qualquer vivência, a qualquer anterioridade, a qualquer comparação.


Nos momentos, é lógico, em que o que é denominado mental, cessa sua ação preponderante.
O Amor de CRISTO culmina no Amor Absoluto, a partir do momento em que o CRISTO não é somente um ideal, mas em que esse Princípio Solar se torna o que foi nomeado por HILDEGARD: esta tensão para o Abandono.

É efetivamente o momento em que vocês reconhecem, por uma espécie de maturidade, que nada há a buscar, que nada há a esperar, que nada há a pedir, que nada há a doar, que nada há a servir.


É o momento, como o dizia, em que vocês capitulam a todo ideal, a todo elemento exterior.
É o momento em que, final e realmente, vocês tomam consciência, ao se Abandonar, justamente, de que o mundo, o universo e tudo o que não lhes é sensível, não está no exterior de vocês, mas em vocês.

Ver isso e viver isso é, efetivamente, desaparecer de toda ilusão.

Esse passo a atravessar, nomeado Porta Estreita, Porta OD, que enquanto Melquizedeque da Terra eu carrego (como ANNA, Mãe de MARIA e Estrela OD), nos tem talvez permitido, não como uma recusa da carne, mas, sim, aceitando, justamente, esta fragilidade da carne, sua falibilidade, sua insuficiência, permitindo-nos, a certo momento, esquecermo-nos de nós.


E é neste esquecimento, neste desaparecimento, que se encontra a Humildade e a Simplicidade.
E é neste desaparecimento que vocês renascem em CRISTO e no Absoluto.

Aceitar ver, aceitar compreender e, portanto, vivê-lo, por um mecanismo que eu nomeei maturidade, que toda busca, que toda procura, apenas faz afastá-los do seu objetivo: aceitar isso faz desaparecer, até mesmo, o caminho e a busca.
O Amor Absoluto nada mais é do que perceber, além de toda vontade e de todo ideal, que o que vocês buscam, justamente, através desta carne ou deste ideal, está, de toda Eternidade, presente, aqui.

A linearidade do tempo que podia afetá-los, não afeta mais vocês.

É naquele momento que, para os místicos, no passado, o envelope do Coração era rompido, pondo fim à ilusão, ou pelo Princípio Crístico, ou pelo Princípio Micaélico, ou, hoje e desde mais de um ano, pelo impulso Metatrônico que abre a Porta KI-RIS-TI.


Dessa maneira, então, aceitar, em Consciência, desaparecer, para si mesmo, a toda veleidade de ação de Bem, implica em uma espécie de resolução e de relaxamento da carne e da mente, que revela a própria essência do que nós somos: Amor.
Realizando isso, nada mais há a demonstrar, nada mais há a projetar, nada mais há a desejar.

Isso passa por uma maturidade.

Esta maturidade não está ligada à idade, nem mesmo à ancianidade das encarnações: isso é, eu diria, uma atitude do Espírito que aceita, efetivamente, fazer e dizer como o CRISTO: “Pai, eu entrego o meu Espírito entre as tuas mãos”.


Obviamente, não há mãos.

Obviamente, Pai, na linguagem ocidental de hoje, está bem longe do sentido original que era ABBA.


O que acontece, no momento da maturidade, ocorre com mais frequência no decorrer de um sentimento de abandono, de um sentimento de “que bom”, que ocorre, na maioria das vezes, em meio a um amor dos homens como em meio a um Amor de CRISTO (ou Princípio Solar, se a palavra incomodar vocês).


Em um momento de lucidez em que a própria Consciência se enxerga ela própria agindo, como operando e vendo esta ação, essas ações e essas operações não levam, em última análise, a parte alguma.


Isso não afeta a vivência inicial.

Isso não afeta a vivência do Serviço.

Isso não afeta as virtudes do Amor CRISTO, mas vem, efetivamente, transmutá-las com uma iluminação totalmente nova, que não depende mais justamente de quaisquer conceitos, de qualquer ideal e de qualquer carne, nem de qualquer lógica, no sentido humano.


A Liberação da Terra e a Sua Liberdade passam inevitavelmente pela lembrança, pela reminiscência, do que foi denominado, por ABBA, a própria A FONTE, o Juramento e a Promessa.


É o momento fulgurante em que vocês tomam realmente consciência, pela maturidade, de que vocês nada são, aqui, sobre esta Terra, mas que vocês são Tudo, em Espírito.
Isso é bem, efetivamente, uma capitulação, uma rendição, sem qualquer condição, de todos os status anteriores, de todas as aquisições anteriores e de todas as experiências anteriores.

Como isso já foi falado, em várias ocasiões: apenas vocês que podem fazer esta transmutação, apenas vocês que podem atravessar a Porta, apenas vocês que podem renunciar.


A lembrança do Juramento e da Promessa (que isso seja no nível dos sinais do Céu e da Terra, que isso seja no nível dos seus sinais Vibratórios, que isso seja nas suas interrogações), essa Passagem que não é uma, é indispensável, não como uma prova, não como um teste de Passagem do que quer que seja, mas, muito mais, como o momento em que vocês cessam de buscar o que quer que seja e onde vocês descobrem que Tudo está aí.


É nesse momento que o Fogo Micaélico, Metatrônico e, mais recentemente, a Onda da Vida e o Manto Azul da Graça, põem fim à ilusão, à separação e à condição, qualquer que seja esta condição.
O Amor Absoluto não é um Amor que seria imaginado, idealizado, estendido ao conjunto do criado e do incriado.

Isso não é tampouco, somente, o fim da separação que, ela, aparece a partir do momento em que o Amor CRISTO é ideal ou idealizado.
É esta noção de desaparecimento e de maturidade que ocorre e que irá ocorrer, inevitavelmente, que ocorre individualmente, a um dado momento, e que ocorre inevitavelmente, neste fim de ciclo que vocês vivem.

Enquanto o amor for considerado como devendo ser voltado e manifestado para um exterior (objeto, consciência, forma, humana ou não), enquanto houver um ideal voltado aí também para o exterior (mesmo o CRISTO), e bem, paradoxalmente, esta exteriorização e esta manifestação (mesmo sob forma altruísta, de carisma, de compaixão e de empatia) apenas faz afastá-los do Amor Absoluto.


O Amor Absoluto não é uma busca, ainda menos um degrau a subir, mas representa bem esta maturidade e esta capitulação do efêmero, da carne e da projeção.


Naturalmente, nossos Irmãos e Irmãs orientais propuseram a meditação e suas diferentes formas.
A meditação tem por objetivo, em última instância, permitir-lhes conscientizar que vocês não são nem este corpo, nem o que anima este corpo enquanto emoção e mental, e lhes permitir, enfim, mandar embora aquele que observa.

Ir além daquele que observa é, justamente, não mais se mexer, é justamente não mais querer compreender, nem se apreender do que quer que seja, é então, sim, como eu disse, esta espécie de capitulação, de rendição sem condição, que culmina no Amor Absoluto, ou, se vocês preferirem, na Morada da Paz Suprema.
Esta Morada da Paz Suprema vem apenas, aliás, do que vocês São, além da identidade.

O Amor Absoluto não pode ser decretado, nem procurado.

Ele depende justamente, se o pudermos dizer, de todas as condições preliminares, vivenciadas, imaginadas ou idealizadas.
É nesta espécie do que a personalidade poderia denominar o Nada (‘Néant’) que se encontra o Pleno.

Isso se junta ao que eu disse, durante a minha última encarnação: “é porque eu era o menor que os milagres aconteciam”.
Não era nem eu, nem a minha vontade, nem a ação direta sobre algo do exterior (denominado um outro Irmão ou um outro ser humano).

É bem, realmente, o que eu chamaria, na ausência de um termo melhor, de interiorização desta Consciência que me aparecia em uma forma exterior, que eu pude viver a realidade Última: que aquele que eu tratava, que aquele ao qual eu levava a minha afeição, o meu interesse, o meu Amor, era eu.


Não como uma crença, não como um ideal, mas, sim, como a profunda verdade.

As experiências que nossos Planos lhes permitiram, talvez, viver, têm apenas um objetivo e apenas um único: além do Apelo de MARIA, além do contato com tal Ancião, com tal Estrela ou com tal Arcanjo, é efetivamente fazê-los descobrir a Verdade, aquela que não experimenta qualquer condição e qualquer limite.


E isso acontece nesta carne que vocês habitam, que vocês nomeiem esta carne, Templo (mas eu os lembro de que um Templo nada é se ele estiver vazio), que vocês chamem este corpo de saco, não tem, em última análise, qualquer espécie de importância porque um como o outro, no momento da maturidade, vão fazê-los aparecer o que vocês São, além de toda projeção e de todo ideal.


Vocês encontram, através do que eu completei hoje, o que lhes foi dito por outros Anciãos, desde vários meses, agora.
Em última análise, e nesses tempos de Revelação, a questão que deveria tocá-los não é aquele de um eventual futuro em relação com a Ascensão, mas, muito mais, no instante presente, despojá-los de toda esperança e de toda projeção: “quem sou eu e o que eu sou?”.

Não nos meus atos, nas minhas ações e na minha vida, mas muito mais, fundamentalmente, muito mais intimamente, além de toda aparência, além mesmo desta forma (que eu a chame de um saco ou de um templo), além de toda crença, além de toda carne: “o que está aí?”.


Os elementos de resposta foram dados a vocês pelas Portas e pelas Estrelas, as estruturas Vibratórias, pelo Manto Azul da Graça e pelo Canal Mariano.
Esta questão, se pelo processo da maturidade levá-los à renúncia real, e não fingida, revela para vocês, então, o Último, o Amor Absoluto.

O Amor Absoluto é muito mais do que o amor incondicional e incondicionado, ele é, muito exatamente, encontrar o que nós somos, na Eternidade, além da carne e além mesmo do Espírito, além de qualquer princípio de identidade e de identificação, de alguma Comunhão, de alguma Fusão ou Dissolução, assim como de algum Duplo.


Isso foi falado também pelo Bem Amado João ou SRI AUROBINDO, com relação à distinção entre o Interior e o Exterior.
Isso foi expresso também, de um outro modo, por NO EYES, com relação a esta Visão do Coração que não é feita pelos olhos.

A única Liberdade verdadeira está aí.

Todo o resto apenas representa aparências de Liberdade, que vocês nomeiam caminho, que vocês nomeiam Livre Arbítrio, evolução, iniciação.
O conjunto desses elementos são apenas ilusões, que apenas estão aí, em última análise, para permitir-lhes aguardar o tempo da maturidade e da renúncia.

Isso não é uma meditação, isso não é uma iniciação ou um exercício, qualquer que seja, mas é justamente o momento em que a maturidade, com uma acuidade inegável, os faz deixar a totalidade do que vocês acreditam ter mantido e ter tido.


O retorno da Luz, total e completo, é destinado, se vocês aceitarem isso, a permitir-lhes ser este Amor Absoluto, que não depende de qualquer causa, de qualquer efeito, de qualquer circunstância e, sobretudo, de qualquer condição.


Cabe, portanto, a vocês, olhar atentamente, além dos seus sinais Interiores, além dos sinais do Céu e da Terra, além de toda espera, de toda esperança, situar-se inteiramente nesse famoso instante presente do Aqui e Agora, que não depende de qualquer causa, de qualquer dia seguinte, que, além do observador ou da testemunha, além do ideal CRISTO, vai romper o confinamento.

Esta ruptura permite defini-los entre um antes e um depois.


Isso é a Ressurreição.

O Amor Absoluto, assim como o Absoluto, não pode ser formatado, nem mesmo explicado.
Isso faz parte do que é vivenciado, ou não, mesmo se os efeitos forem traduzíveis e explicáveis. Mas este explicável, como é a personalidade que o exprime, estará necessariamente condicionado pela vivência anterior, mesmo se isso estiver transcendido.

Um Absoluto com forma, na cultura oriental, não terá a mesma expressão em um soufi como em um ocidental, mas a vivência além da experiência é estritamente a mesma.
O fim da identidade, enquanto pessoa, põe fim à preeminência do amor dos homens e do Amor de CRISTO.

Só o Amor Absoluto, que, ainda uma vez, não é nem condicionado, nem condicionante, torna-se, não a expressão, mas o estado normal do ser que vive isso.
Este estado normal não requer qualquer esforço, qualquer vontade, qualquer dualidade, transformando o que podia ser vivenciado, em meio ao Si, como Fluidez ou Sincronia, substituindo isso pela Graça e pela Paz Suprema.

Este Abandono do Si, tal como eu lhes apresentei, não é, em caso algum, um abandono da vida, mas é justamente, enfim, estar na Vida.
Sair dos condicionamentos do amor e dos traumas do amor dos homens, leva a ser e a viver esta maturidade, em um dado momento ou outro.

E isso é apenas quando houver capitulação (como, por exemplo, descreveu a vocês o nosso Irmão Ancião UM AMIGO ou ainda IRMÃO K), é quando vocês chegarem, de algum modo, ao Choque da Humanidade, que põe em jogo, de maneira formal, o prognóstico vital do indivíduo e do coletivo humano, que se realiza esta maturidade, da maneira mais natural.


O que é considerado como impossível (enquanto a personalidade existir), tornando-se possível pelos fatos mostrados, vividos e vivenciados, pode se viver enquanto Última possibilidade: o Abandono do Si.
Esta data não é qualquer final, a não ser o fim da consciência separada, o fim de um Ciclo no nível coletivo e não ainda o que vocês poderiam chamar, do ponto de vista da personalidade, o fim do mundo, mas, sim, o Último Apelo e a Última advertência.

Isso corresponde ao seu encontro com MARIA e com o Arcanjo MIGUEL (ndr: ver em particular as intervenções de
MARIA de 21 de agosto de 2012 e de MIGUEL, de 18 de agosto de 2012 ).

Vejam além do que os seus olhos da personalidade irão querer ali ver.

Penetrem a essência da vivência e não simplesmente o aspecto aparente do que chega do Céu ou do que chega da Terra.


Eu os remeto (e eu terminarei nisso) a esta frase que o Comandante (ndr: OMRAAM MICKAËL AÏVANHOV) empregou largamente e que virá golpeá-los de maneira inelutável: “o que a lagarta chama de morte, a borboleta chama de nascimento”.


O que vocês são levados a manifestar, durante este período, o que vocês são levados a viver, representa, para cada um de vocês, a melhor das oportunidades, qualquer que seja o que a vida decidiu manifestar para vocês.


Vejam além do simples fato, da simples explicação.

Aí se situa a possibilidade da sua Ressurreição.


Vivam isso com uma serenidade e uma Paz que irão permitir não ser, de forma alguma, desestabilizados.


Eu diria: sentem-se, em vocês, frente a vocês.

Vejam claramente, sem trapacear.


Eu não peço um exame de consciência, mas simplesmente o fato de estar Lúcido, porque a Lucidez participa da maturidade.


Se houver, em vocês, interrogações específicas sobre as minhas palavras hoje, então, Irmãos e Irmãs, eu os escuto.


Nós não temos perguntas, nós lhe agradecemos.


Irmãos e Irmãs, aqui, pela minha posição de Melquizedeque da Terra, vivamos juntos um instante de Graça e de Silêncio, na Consciência da Dissolução, se vocês bem o quiserem, fechando os seus olhos...


... Compartilhamento da Dádiva da Graça ...

Eu saúdo, em vocês, a sua Presença.

E eu lhes digo até uma próxima vez.



Mensagem do Venerável PHILIPPE DE LYON no site francês:
http://www.autresdimensions.com/article.php?produit=1576

28 de agosto de 2012 (Publicado em 29 de agosto de 2012)
Tradução para o português: Zulma Peixinho
via: http://portaldosanjos.ning.com


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IRMÃO K - 15-09-2011 - AUTRES DIMENSIONS

IRMÃO K - 15-09-2011 - AUTRES DIMENSIONS






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terça-feira, 28 de agosto de 2012

CONVITE DE MIGUEL PARA ALINHAMENTO EM 22-09-2012


O apelo da Luz, pelas nossas Presenças ao vosso lado, vai se amplificar. Os sinais, Celestes e Terrestres, antecipam e anunciam o Fogo: os Sons do Céu e da Terra, a Presença da Confederação Intergaláctica dos Mundos Livres nos vossos Céus. Mais uma vez, isto não apela, da vossa parte, a outra coisa que não à Paz, à Alegria e à Serenidade.


F.D.U - http://fontedeunidade.blogspot.com.br/

A DIVINA IS-IS (MARIA ) E VOCÊ - 21-08-2012

A DIVINA IS-IS (MARIA ) E VOCÊ - 21-08-2012







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IRMÃO K - 24-08-2012 - AUTRES DIMENSIONS

IRMÃO K - 24-08-2012 - AUTRES DIMENSIONS


Eu sou IRMÃO K.
Irmãos e Irmãs encarnados, vivamos juntos alguns instantes de Paz.

... Compartilhamento da Dádiva da Graça ...

Como eu havia dito, eu venho a vocês, esta noite, a fim de tentar instaurar um diálogo, referente ao que eu pude dizer, desde alguns dias e também alguns meses, com relação à Autonomia, à Liberdade, à organização.

O que eu tenho para dizer será então, sobretudo, procedente dos seus questionamentos, levando por vezes, talvez, a explicações mais importantes.


Nossa partilha (e além da nossa Comunhão e da nossa Paz) irá permitir-lhes, também, independentemente do que nós iremos dizer, Vibrar além do que lhes é habitual, devido, não somente à sua Presença e à minha Presença, mas também à Consciência Micaélica, mais próxima da Terra e mais próxima de vocês, dando-lhes a perceber o que SNOW denominou a ação dos Elementos, em vocês.


Isso irá se desenrolar ao mesmo tempo que as nossas comunicações, explicando um ritmo mais moderado da minha parte.

Eu os escuto.


Pergunta: você indicou que, em um sistema piramidal, a base nutre o topo. Mas durante os Alinhamentos, as pessoas se agrupam igualmente em função de um objetivo comum.
Qual é o objetivo?
Ele depende de uma consciência encarnada?
Absolutamente não, aí está toda a diferença.

Se os Alinhamentos fossem destinados a nutrir o que quer que seja, vocês iriam experimentar efeitos catastróficos.
Os Alinhamentos permitem a vocês acolher e receber a Luz Vibral. Até um determinado momento, ancorar e semear esta Luz e, agora, Liberar.

Onde está a pirâmide?

O que é nomeado uma egrégora, visa nutrir uma consciência específica.
É esse o caso com o que vocês realizam?


No Alinhamento, desde a ação de Liberação e de Libertador, vocês se colocam em estado de Transparência e vocês absolutamente nada alimentam.

Vocês apenas fazem permanecer Transparente.

Como poderia ali ter uma derivação do que quer que seja para qualquer consciência que seja, mesmo se, é claro, sempre houver consciências tendo compreendido o que se desenrola, que gostariam de utilizar esse reservatório de Luz Vibral, mas ele não poderão fazer isso.
É preciso bem diferenciar a ação da Luz Vibral e a ação da consciência ordinária.

Em um caso, há Inteligência.
No outro caso, há ego.

Não pode existir qualquer alteração, de qualquer energia vital, e ainda menos da Luz Vibral, pelo princípio do Alinhamento.


Pergunta: nas Dimensões Unificadas, como funcionariam as organizações que corresponderiam ao que denominamos nossas cidades?
Quais cidades?
Quem imagina pensar, acreditar, que existe o que vocês chamam de cidades, nas Dimensões Unificadas?

Vocês pensam que existem necessidades, ditas fisiológicas, nos Mundos Unificados?
Vocês apenas fazem, dessa maneira, projetar o seu quadro de referência e o seu mundo habitual nos Mundos ditos Unificados.

Eu sequer falo dos Mundos multidimensionais.

Não esperem encontrar tubulações que conduzem água, eletricidade.
Não esperem encontrar o que vocês conhecem sobre este mundo: isso é apenas uma projeção.

Querer imaginar um contexto de vida idêntico àquele oriundo da predação e
da competição em meio aos Mundos multidimensionais, releva apenas de
uma projeção.


A Inteligência da Luz é a base de tudo.

As nossas embarcações interdimensionais, mesmo apresentando, em certos
casos, um componente denominado material, ou mesmo metálico, são apenas o
resultado da montagem da Luz e, portanto, de uma intenção ligada à Luz e
nada mais.


Apenas em meio aos Mundos de carbono dissociados é que vocês têm obrigação de se alimentar, de se fecundar, e de morrer.


Pergunta: o que é, então, a 3ª Dimensão Unificada?
É uma Dimensão em estrutura de carbono, como a de vocês, onde vocês
ainda estão, mas onde não existe o que se refere à falsificação.

O princípio de construção, do que quer que seja, passa unicamente pela Inteligência da Luz e por uma espécie de focalização da Consciência em uma Atenção e em uma Intenção específicas.


A criação ali é instantânea.

É o mesmo, aliás, nos Planos chamados de “astral”.

Vocês tiveram testemunhos de alguma alimentação, do outro lado de véu?


A única alimentação, a única construção, decorre diretamente da ação da Luz e, portanto, do Pensamento.


Pergunta: será que existem habitações ou a necessidade de residir em algum lugar?
Aquele que é Livre não está apegado a qualquer residência.

Há, em meio aos Mundos de carbono Unificados, arranjos específicos da Luz, levando a uma organização específica da matéria, cujos componentes não são os mesmos que os de vocês e onde, até mesmo, a matéria é Transparente, onde as pessoas podem se estabelecer em estruturas, ditas de repouso, mas absolutamente nada comparável ao que é conhecido nos mundos de carbono dissociados.

Imaginar que é preciso dormir, comer, ou qualquer outra ação que vocês conhecem aqui, releva da fantasia e da ilusão.
Nas Dimensões Unificadas e isso, desde a 5ª Dimensão, correspondendo ao Corpo de Luz, Corpo Etéreo renovado, vocês acham realmente que existem órgãos tais como vocês os conhecem?

Onde isso foi imaginado?

E por quem isso foi imaginado?

A Liberdade não se acompanha de qualquer necessidade fisiológica e de qualquer necessidade, no sentido fisiológico.


Somente o seu cérebro de hoje, e a sua consciência em meio à personalidade, tentam fazê-los acreditar, por projeção (como eu havia dito e já disse) do seu próprio quadro de referência.
Um Ser de Luz não se alimenta.

Ele É Luz.

Não há qualquer necessidade disso.


Pergunta: a Liberdade, será então não ter que se alimentar e não ter qualquer apego?
Somente nesse nível se situa a Liberdade, mas se você não estiver preparado para fazer a experiência, ou se você não desejá-lo, então lhe será feito segundo a sua Vibração. Mas vocês não podem ser Livres e estar confinados por qualquer necessidade que seja, e por qualquer obrigação que seja.

Não esperem preencher formulários, pagar impostos ou ter que prestar contas a alguém.
Não existe qualquer hierarquia em meio aos Mundos da Luz.
No máximo existiria uma forma de sinarquia.

A hierarquia remete vocês à organização piramidal, à precedência de uma
consciência sobre outra consciência e, portanto, a uma submissão da consciência que obedece a esta precedência.


Isso não pode ser concebível nos Mundos Unificados da Luz.

Do mesmo modo que foi desenvolvido (me parece, pelos Arcanjos e por
alguns Anciãos) que não pode existir uma localização formal, em meio a uma forma, é extremamente difícil para vocês conceber, perceber ou imaginar o que pode ser uma consciência que não pertence a um corpo ou a uma forma.


Mas, no entanto, é o que acontece.

O seu cérebro, assim como a consciência (no sentido pessoal ou no sentido do Si) não pode, de forma alguma, dar-se conta desta Liberdade. É apenas no que foi denominado o Samadhi e suas diferentes formas, assim como na Morada da Paz Suprema, que se pode sentir o gosto, de algum modo, desta Liberdade.

Esta Liberdade tem por nome Amor.
Mas este Amor não pode ser, de nenhuma maneira, sobreposto, identificável e assimilável ao amor tal como vocês pensam dele ou como
vocês o vivem sobre a Terra.


Não estando mais limitado a uma forma, nem a uma identidade, estando conectado a todas as formas de vida, como vocês podem imaginar ter um domicílio, ter uma família ou o que quer que seja pertencente ao que
existe exclusivamente nos mundos onde a predação é galopante?


Pergunta: entretanto, RAMATAN abordou a existência de organizações na Intraterra.
Ele falava de algumas cerimônias e, em particular, de refeições ritualísticas, da organização geodésica, como eu assinalei na minha
intervenção anterior.

Mas nenhum Ser, nenhuma Consciência, pode estar confinado.

O local dos intraterrestres era extremamente específico, enquanto Guardiões do Núcleo Cristalino da Terra, enquanto estando, ou na 3D Unificada, ou na 5ª Dimensão.

Havia, não uma organização, mas uma série de elementos que mantinham uma
estrutura física que eu qualificaria de mínima, mas nenhum dos Seres da Intraterra é prisioneiro de uma forma.


Pergunta: o que você denomina “desconstrução das organizações”?
Tudo o que é social é referido.
O confinamento da consciência humana é tal que lhes é impensável viver sem o que é conhecido para vocês, sem alguma forma de segurança.

O que faria a segurança quando vocês são Autônomos e Livres?

A necessidade de segurança apenas traduz a existência de medos, em vocês.
CRISTO disse: “será que o pássaro se preocupa com o que ele vai comer amanhã?”.

Vejam onde se está, hoje: a humanidade, em suas previsões, em seus planos, na necessidade de se proteger porque, se vocês não tiverem dinheiro, vocês não comem.


Porque o sistema piramidal é responsável por isso.

O que vocês conhecem e o que as suas histórias querem bem lhes dizer, sobre a vida dos homens pré-históricos, não concerne ao que vocês são,
hoje.


Existem e existiam inúmeras consciências humanas, presentes sobre a Terra, ao mesmo tempo.
A predação, a satisfação das necessidades, quaisquer que sejam, apenas pertencem ao Mundo dissociado porque esses Mundos dissociados estão
justamente construídos na privação e na falta.


Do mesmo modo que a busca dita espiritual, ou o reconhecimento de si, o desenvolvimento pessoal, visa apenas preencher uma falta, em vocês, que jamais pode ser preenchida porque o próprio princípio de saída deste
Mundo não é, justamente, ser Livre.


A falsificação da Luz resulta no que vocês são, mas não pensem que a Criação possa se desenrolar assim, em outros lugares.
Quem de vocês pode pretender conhecer o que era antes de nascer ou o que será despois da sua morte?

Enquanto vocês não tiverem acesso à Liberdade do Corpo de Estado de Ser, propiciando-lhes viver estados multidimensionais, vocês não têm acesso à Infinita Presença e ao seu Amor Absoluto.
Ou, enquanto vocês não forem Absoluto, vocês não podem pretender, de forma alguma, com as projeções e o cérebro, poder conhecer o que quer
que seja.


Tudo apenas permanecerá para sempre suposição, projeção, mas sem corresponder, de nenhum modo, à realidade dos estados multidimensionais.


Pergunta: por que os intraterrestre não foram atingidos pela falsificação?
Os povos intraterrestres, neste planeta, como em qualquer planeta, qualquer que seja a Dimensão, não conhecem as leis da gravidade.

As taxas de compressão, no sentido gravitacional, são supostas de ser cada vez mais intensas: esse é caso se aproximando do Núcleo, mas a ressonância desse mesmo Núcleo, em meio a cavidades gigantescas, pelo retorno da energia e da Consciência, faz com que não exista qualquer força gravitacional.


A maioria das Portas das Estrelas, como isso foi explicado, desde muito tempo, está situada ao nível da Intraterra.
Aí também, imaginar e crer que vocês têm a mesma vida, na Intraterra como sobre a Terra, releva da fantasia a mais pura.

Pergunta: você indicou que o simples fato de ver as “linhas de predação” é suficiente para se extrair. Isso significa que a visão Etérea vai se desenvolver?
Cada vez mais.
A captação Etérea (perceptível, na pele e sobre a consciência) das Partículas Adamantinas, irá favorecer isso.


A difusão do Supramental, ao nível celular, virá completar a transformação do carbono em silício.
As linhas de predação irão lhes mostrar, simplesmente, como alguns seres chegam a se conectar à sua egrégora pessoal e a derivar a energia da
Consciência para eles.


Vocês têm outros meios de se dar conta: isso foi desenvolvido pelo Bem Amado SRI AUROBINDO, desde várias semanas, com relação ao Som existente
no nível do Canal Mariano.


Um ser que está instalado na predação, mesmo se ele não tiver consciência, ao se aproximar, vai dar-lhe a viver o desaparecimento instantâneo da Onda da Vida assim como do Som percebido no ouvido
esquerdo.


Ser-lhe-á dado a ver, pela Visão Etérea e pela Visão Interior, essas linhas de força.


Pergunta: pensar emarmazenar água e alimento, nos tempos que estão chegando, releva de um medo arquetípico ou poderia permitir facilitar a Passagem?
Nenhum alimento, nenhuma sobrevivência, pode facilitar a Passagem.
Somente a Consciência pode isso.


Nada há a preparar a mais senão si mesmo, antes de tudo.

O resto apenas apresenta, doravante, uma importância extremamente relativa.
Podem existir, contudo, algumas circunstâncias, em que vocês irão perceber um impulso para preparar outra coisa que o seu Ser Interior.

Nesse caso, sigam-no.

Lembrem-se: a Luz nutre vocês.

O que chega é Luz.


O Arcanjo ANAEL tem falado, desde vários anos, sobre a modificação fisiológica do seu alimento e do seu corpo.
Alguns de vocês, sem qualquer esforço, poderiam dispensar inteiramente o alimento, sem problema algum.

Pergunta: se estaorganização terminar a curto prazo, isso significa que haverá um período em que as coisas serão vividas sem organização, antes da grelhado planeta?
Tudo depende da sua Consciência.
Alguns Irmãos e Irmãs, sob a ação da Luz, irão desaparecer pura e simplesmente desta Dimensão.

Não se trata de uma morte, mas, sim, de uma Ascensão.

Outros irão se debater nesta densidade, no seu lado visível ou invisível.
O momento coletivo não se acompanha, de qualquer maneira, do mesmo movimento coletivo.

Pergunta: poderia desenvolver sobre os impulsos que poderíamos ser levados a seguir?
O impulso, como o contato com uma outra Consciência, pode apenas vir da
resposta do Coração ou, para aqueles a quem isso estiver presente, da resposta da Onda da Vida.

A Inteligência da Luz, pelo Fogo do Coração ou pelo Canal Mariano ou pela Onda da Vida, traz respostas a vocês.
Enquanto a sua resposta for aguardada em meio ao mental e à razão, isso não é, de nenhum modo, um impulso da alma e do Espírito.

Este impulso se manifesta, claramente, para aqueles que o vivem ao nível da Onda da Vida.
Não há, portanto, que refletir ou que se colocar questão sobre o que
quer que seja, porque a Luz, em sua Inteligência, provê efetivamente a
todos.


Só aquele que não vive, por enquanto, a Onda da Vida, serve-se do seu intelecto.


Pergunta: você diz que outros irão se debater em um plano ou outro. O que você evoca?

As condições da Ascensão não são, evidentemente, as mesmas.
As condições da Ascensão estão inscritas em um tempo específico e em um
desenrolar desse tempo específico que é, certamente, coletivo.


Vocês acreditam que aquele que aceitou Abandonar o Si, tendo vivenciado o
Si, tendo vivenciado o Despertar, e aquele cujo único interesse é acumular o dinheiro, irão viver a mesma Ascensão?


Ser-lhes-á feito muito exatamente segundo a sua Fé, segundo a sua Vibração, e absolutamente não segundo seus desejos ou suas crenças.
O seu estado de consciência é um estado Vibratório. A sobreposição do seu estado Vibratório, a um dado momento, com a Luz Vibral, restituída na totalidade, irá se desenrolar com mais ou menos
facilidade.


Da sua capacidade para Abandonar o Si, ou seja, para deixar esta lagarta
desaparecer, resulta a sua capacidade para viver, muito rápido, a borboleta, ou não.
O medo, a necessidade de prever, de antecipar, a necessidade de elaborar hipóteses sobre um modo futuro de vida, faz apenas frear a Ascensão.

Nós sempre informamos a vocês que a Liberação diz respeito ao conjunto da Terra, mas nós sempre assinalamos que as modalidades desta Liberação são estritamente individuais, mesmo em meio ao momento coletivo.
Do mesmo modo que um ser humano morre abandonando este corpo e, ainda uma vez, não é uma morte que ocorre.

Mas em uma morte de uma vida passada, ou antes do período de Liberação
da Terra, cada ser humano foi confrontado com as suas próprias criações,
no astral.
É o mesmo para o seu futuro da Consciência Vibratória.
Só o Amor é a chave.

Durante este período que os separa do dia 22 de setembro, anunciado por
MIGUEL e MARIA, vocês irão constatar o que eu disse a vocês, com relação
às linhas de predação, com relação à sua capacidade, cada vez mais fácil, para viver as ondas do Amor como jamais vocês experimentaram em
meio a este corpo.


A onda do Amor está em adequação com a Onda Galáctica e com o Alinhamento Galáctico.
Isso estritamente nada tem a ver com uma percepção de outra coisa senão viver este Amor que é, eu lembro a vocês, a Natureza de todos.

No desafio deste Amor, o que pode mais existir?

É neste Amor, nesta Onda Galáctica, nesta Irradiação e suas qualidades, que se vive a Liberdade.

Todo resto irá desaparecer.

Do mesmo modo que, no passado, quando nós deixávamos um corpo, o que era
levado deste corpo, destas ligações, destes apegos, destes bens ou do que quer que seja mais no nível das crenças mesmo espirituais?


Estritamente nada.

Só o mental quer acreditar que alguma coisa subsista.
Estritamente nada subsiste, exceto o que vocês São.

Pergunta: é impossível ser Livre se não tivermos o Amor?
O Amor É a Liberdade.
Nenhum conhecimento do que quer que seja pode Liberá-los.
Só o Amor Libera vocês, só o Amor é Liberdade.


E eu não falo, é claro, do amor tal como vocês poderiam supor ou mesmo vivê-lo.
O Amor é Vibração, o Amor é Unidade.
O Amor é Absoluto.

Todo o resto são apenas projeções, justamente, das faltas de Amor.
A palavra Amor é certamente a que foi a mais aviltada, a mais utilizada, sobre este mundo. Só aquele que se instala na Última ou Infinita Presença, só aquele que é Absoluto, É Amor.

Qualquer personalidade, mesmo a mais aprimorada, mesmo a mais, se
pudermos dizê-lo, evoluída, faz-se apenas uma representação do Amor.
Enquanto não houver o Fogo do Coração, enquanto não houver a Onda da Vida, enquanto não houver a Incorporação pelo Manto Azul da Graça, vocês
não podem pretender conhecer e viver o Amor.


Porque este Amor, sem a Presença desses elementos, apenas irá
representar, sempre e em última análise, a expressão das suas faltas.


Pergunta: a obrigação de destruição do sistema de organização piramidal, antes da Liberação da Terra...
Isso não é propriamente falando uma obrigação, é o resultado da Luz e do Amor.

Pergunta: ...isso é para viver a fim de permitir uma tomada de consciência em maior número?
Esse é exatamente o caso.
Muitos Irmãos e Irmãs estão subjugados pela mídia, pelas distrações deste mundo.


Se isso desaparece, o que resta?

A Verdade e o Amor.


A desagregação das linhas de predação que vocês verão (ao nível dos seres como ao nível das organizações) está diretamente ligada à Luz.
Porque a linha de predação é um confinamento e uma compartimentagem da Luz, oriundos da falsificação.

O fim da falsificação firma, de maneira muito natural, o fim de todo sistema organizacional.
Eu estou perfeitamente consciente de que vários ensinamentos ditos espirituais buscaram justamente fazê-los acreditar que existia uma
hierarquia ou uma organização espiritual.


Como isso poderia ser possível?

O sentido do fato de pertencer a um grupo humano (familiar, social,
profissional, afetivo) decorre diretamente da privação de Luz e de
estritamente nada mais.


Como imaginar ou supor que a Luz, no seu retorno, vai manter as coisas nesse estado?


Pergunta: quando tudo estiver desconstruído, nós iremos redescobrir a Liberdade e a Autonomia em todos os atos cotidianos?
Quais atos cotidianos?
Não existirão mais.


Seria tempo de vocês se darem conta de que existe uma diferença essencial, fundamental, onde nada pode se conectar entre o que vocês vivem em Samadhi, em Alinhamento ou em Shantinilaya e o que vocês chamam
de seu cotidiano.


A distância vai se tornar cada vez maior e cabe a vocês escolherem estar no cotidiano ou no Absoluto, no cotidiano ou na Felicidade da Morada da Paz Suprema de Sat Chit Ananda.
Foi dito pelos Anciãos, por outros, que esta distância iria se tornar cada vez mais flagrante.

Para que vocês acreditam que servem os seus Alinhamentos, os seus exercícios, tudo o que vocês percebem neste corpo?

Cabe a vocês fazer viver isso.


Acreditar que vocês podem ser o Amor e prosseguir em meio a uma falsificação, é realmente um erro, lastimável.
Somente a personalidade considera que ela vai sobreviver a ela mesma, somente os ensinamentos espirituais lhes falam de um mundo melhor onde tudo é apenas amor. Mas qual amor (prisioneiro de uma forma, prisioneiro de uma consciência) é a Liberdade?

Nenhum.

É o que vocês irão descobrir e viver com a Onda da Vida, com a Onda Galáctica e com as manifestações em seus Céus.

É tempo de sair do sonho.

Mas se o sonho lhes dá prazer, então vocês irão prossegui-lo.
Vocês são Livres nas suas escolhas e na expressão dessas escolhas.
Mas isso não pode ser a Liberdade e o Amor, e a ausência de Liberdade em meio a uma forma limitada.

Pergunta: sem o fato de pertencer a grupos, quais são as relações entre os seres?
No que você exprime, você demonstra, por si mesmo, que você não sabe o
que é a Comunhão, ainda menos a Fusão e ainda menos a Dissolução.

O processo da Comunhão, da Fusão ou da Dissolução, assim como o que foi
chamado de Deslocalização da consciência (e que existe desde agora mais
de um ano), é destinado a fazê-los viver o que vocês nomeiam, aqui,
“relação”.


Mas isso não existe mais.

O deslocamento é instantâneo, a mudança Dimensional e de forma é instantânea, o Encontro, pela Comunhão e pela Fusão, é instantâneo, com qualquer Consciência que seja. Isso não pode ser nem compreendido, nem assimilado, nem digerido pelo cérebro.

É preciso vivê-lo.

Enquanto isso não for vivido, efetivamente, de maneira alguma isso pode ser compreendido ou analisado. Aquele que vivenciou, nem que seja uma vez, um episódio de Comunhão e de Fusão, não pode nunca mais duvidar de que a Verdade está aí e a Verdade
Absoluta.


As Presenças ao lado de vocês, quaisquer que sejam, são destinadas, de algum modo, a aclimatá-los à não separatividade, ao não confinamento.
Eu repito a você: quando você morre e deixa este corpo, você leva a sua casa, você leva os seus filhos, você leva o que quer que seja que constituía a sua vida sobre este mundo?

Somente a personalidade e o ego, em meio à consciência da personalidade, podem projetar os seus próprios medos.
Aquele que vivenciou a Comunhão, a Fusão, com qualquer Duplo que seja (o seu, como CRISTO / MIGUEL, ou como um Duplo Monadário, ou como um Encontro no corpo de Estado de Ser, com um Irmão ou uma Irmã), sabe o que quer dizer a Comunhão.

Aquele que vivenciou a Comunhão nunca mais pode falar de relação.


Pergunta: o que significa “aqueles que creem nesta ilusão continuarão a viver esta ilusão”?
Isso quer dizer que ao que vocês estiverem apegados, vocês se apegam.
Se vocês não forem capazes de se Liberar dos seus próprios apegos, se vocês acreditarem nos seus apegos, vocês serão, evidentemente, confrontados, no momento da Liberação, com os seus próprios apegos.

Se o estado Vibratório da sua consciência tiver necessidade, para se expressar, da noção de uma casa, de uma família, diretamente, depois da passagem pelo desaparecimento deste corpo, a sua alma irá se encarnar em um mundo chamado de 3ª Dimensão Unificada para que haja um período de nova aclimatização à Liberdade.


Tão bizarro quanto isso possa lhes parecer, o ser humano confinado tem extremo medo da Liberdade, mesmo se ele a reivindica e, sobretudo, se
ele a reivindica.


Não há nada de pior do que aquele que se crê livre, neste mundo.

Isso quer dizer que ele não tem consciência do seu próprio confinamento.
Do mesmo modo (e eu o repito, como eu disse durante a minha vida e como eu disse na última vez e desde várias intervenções), não é de qualquer maneira um sinal de boa saúde sentir-se normal em uma sociedade doente.

Aquele que pretende encontrar a liberdade no confinamento, não tem qualquer experiência nem qualquer vivência da Liberdade.
Eu sequer falo das leis organizacionais humanas, eu falo, simplesmente, apenas das próprias necessidades ligadas a este corpo, ao que vocês chamam de relações.

Se vocês forem Livres, vocês irão viver do Amor e unicamente do Amor.
Vocês hão de convir, isso é estritamente impossível, sobre este mundo. Exceto para alguns Seres que testemunharam, por sua imersão em meio ao Maha Samadhi, ou ainda em Shantinilaya, que eles escapavam às regras de funcionamento deste mundo.

E o mundo não desaparecia, no entanto, já que este corpo era mantido em vida.
Todos os conceitos de Liberdade, que vocês consideram ou acreditam, são apenas crenças e projeções, por falta de conhecimento do que é a Liberdade. Vocês são Livres para permanecer sobre este mundo, depois da morte?

Vocês são Livres para se encarnarem?

Vocês conhecem as respostas?

Não.


A Liberdade, como o Amor, através dos véus da encarnação, permanecem apenas ideais e experiências extremamente limitadas.
Se a Onda Galáctica atingisse, hoje, o conjunto da Terra, todas as consciências da Terra seriam pulverizadas pelo Amor e pela Liberdade.

Porque ninguém, mesmo entre os Ancoradores de Luz, poderia suportar a carga de Luz.
Somente aquele que foi preparado pela Onda da Vida, e que a Onda da Vida subiu até acima da cabeça, ao nível da Merkabah Interdimensional, somente aquele que foi chamado pelo seu primeiro nome por MARIA, por Uma das Estrelas e cuja percepção do Canal Mariano é intensa, sabe, mesmo se isso for apenas por episódios (porque ele o vive), o que é o Amor.

Isso pode parecer difícil para a personalidade e isso o é.

E se vocês reagirem violentamente a isso, isso mostra simplesmente aí onde vocês estão.
Isso não é nem para apontar o dedo para vocês, nem para acusar, nem para
julgar, mas para engajá-los a ir além de tudo o que é conhecido.


Enquanto vocês não tiverem passado para a Outra Margem do conhecido,
vocês não podem pretender, explicar, e viver o Amor, a Liberdade e a
Autonomia.


Pergunta: muitos seres humanos são confrontados com medos relacionados ao fato de morrer.
Quem morre?
Quem lhes falou de morte?

Quem fala de morte, a não ser a personalidade?


Como disse o Comandante (ndr: O.M. AÏVANHOV): “é o mundo que desaparece, não são vocês”.
O medo faz parte do que foi explicado pelo Bem Amado João, sobre o Choque da Humanidade (ndr: SRI AUROBINDO, que foi SÃO JOÃO).

É preferível, e de longe, expressar este medo agora do que depois.
Assim como existiu, desde muito tempo, livros que lhes falavam da morte (que isso seja nos ensinamentos do Budismo, nos Egípcios, nos povos primitivos que davam elementos de acompanhamento daquele que transitava pela morte, a fim de ser liberado), do mesmo modo, os ensinamentos e as Vibrações que vocês receberam e vivenciaram, são apenas, em última análise, uma preparação, não para a morte, mas para o seu Renascimento
ou Ressurreição.


Quem fala da morte senão a personalidade?


Pergunta: quando tivermos Ascensionado, teremos a lembrança do que atravessamos aqui?
Será que aquele que é Amor e Absoluto se preocupa com o que ele passou?
Será que os Êxtases de MA ANANDA MOYI, de HILDEGARDA (ndr: HILDEGARDA DE BINGEN), de Outras Estrelas, foram acompanhados do que quer que seja
como lembrança, como memória?


A lembrança, a memória e a experiência da encarnação não têm o que fazer do Amor.
Do mesmo modo, o Amor e a Liberdade, que vocês São, não conhece qualquer personalidade.

Pergunta: podemos dizer que a lagarta seria a personalidade e a borboleta, o Amor?
Não somente pode dizê-lo, mas essa é a estrita Verdade.

Nós não temos mais perguntas, nós lhe agradecemos.


Irmãos e Irmãs encarnados, que o Amor seja a sua Morada e que a Paz seja o que vocês São.

Eu sou IRMÃO K, acompanhado de MIGUEL.
Eu Amo vocês e eu lhes digo até breve, na Graça do Amor.



Mensagem do Venerável IRMÃO K no site francês:
http://www.autresdimensions.com/article.php?produit=157424 de agosto de 2012 (Publicado em 26 de agosto de 2012)
Tradução para o português: Zulma Peixinho
via: http://portaldosanjos.ning.com


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