((((* "O QUE VEM SEMPRE ESTEVE AQUI, A PAZ ESTA DENTRO DE TI E SO VOCE PODE TOCALA, SER A PAZ SHANTINILAYA, NADA EXTERNO LHE MOSTRARA O QUE TU ES. NADA MORRE POR QUE NADA NASCEU, NADA SE DESLOCA PORQUE NADA PODE SE DESLOCAR VOCE SEMPRE ESTEVE NO CENTRO, NUNCA SE MOVEU , O SILÊNCIO DO MENTAL PERMITE QUE VOCÊ OUÇA TODAS AS RESPOSTAS" *)))): "ESSÊNCIAIS" "COLETÃNEAS " "HIERARQUIA" "PROTOCÓLOS" "VÍDEOS" "SUPER UNIVERSOS" "A ORIGEM" "SÉRIES" .

sábado, 19 de maio de 2012

BIDI 1 - PARTE 2 - 16-05-2012 - AUTRES DIMENSIONS

BIDI 1 - PARTE 2 - 16-05-2012 - AUTRES DIMENSIONS



Pergunta: Desde que eu escuto as suas conversas, eu fico cada vez mais na aceitação do que me propõe a vida, o que me permite evitar o processo de ação/reação, mas muitas vezes eu me esqueço de aplicar a técnica da refutação.

Não há caminho.
A refutação não é uma técnica.
É uma conduta que faz mudar o olhar, que desconecta o mental (como eu o disse).
Já está muito bom não manifestar a ação/reação.

O que você constata e as palavras que eu emprego demonstra que você é o observador.
Você não está mais no palco do teatro, mas você ainda está instalado na poltrona assistindo.
O único modo de se levantar da poltrona, de sair do teatro, para ver que o teatro não existe, é a refutação.

Saia da constatação, assim como você saiu da ação/reação.
Instale-se além da constatação, porque constatar é colocar uma distância, também.
É manter, de algum modo, o prazer do observador, daquele que assiste à peça de teatro.
Você saiu do personagem e então a vida se desenrola, os diferentes atos da peça exibem-se.

Se você constata, significa que você observa.
Resta-lhe refutar, ainda este papel, ainda esta função.
Porque, enquanto houver uma função, há persistência do efêmero.
Beneficie-se da paz que pode resultar da ausência de ação/reação não para satisfazer-se com isso, nem para ficar insatisfeito, mas, simplesmente, para refutá-lo.

E, para você, há um perigo, porque você não atua mais na peça de teatro, você assiste a ela.
Para você, é uma situação arriscada, perigosa.
É aí que é preciso levar a refutação.
Naturalmente, você esquece.
Você não é aquele que esquece.

É o mental que o faz esquecer, porque ele fica satisfeito com esta observação, com este estado de testemunha, do Si, se você preferir. No Si, há ainda modelos (o CRISTO ou quem você quiser).
Supere o modelo. Rejeite todas as crenças, sem qualquer exceção.
Refute-as.

Restam ainda crenças e são as suas crenças que se opõem, não você.
A oposição leva à constatação. A constatação leva à testemunha, mas a testemunha não leva ao Absoluto. A refutação permite ao Absoluto manifestar-se, nesta forma, nesta consciência. É o momento em que não há mais, tampouco, espectador, não há sequer mais teatro. Eis ao que eu o convido.

Pergunta: Como estar na Graça e no Amor para acolher este novo ser que se revela no meu corpo físico, para deixar trabalhar a Onda da Vida, para estar lúcida das mudanças em curso, sem me deixar ser tomada pelas ligações de apego mãe-filho?

É muito simples: não se coloque mais esse tipo de questão porque todas essas questões reforçam-na na Ilusão.

A Graça não precisa de você, assim como os apegos.
Você nada é de tudo o que você vive.
Você É o que está sendo vivido: a Onda da Vida.
Nenhuma ligação pode tranquilizá-la.
O apego pertence a este corpo, na relação mãe-filho.

Isso está inscrito no saco de comida.
Você está submissa a este saco de comida, às suas programações, aos seus engramas. Isso é o seu cérebro, mas não é você. Da sua consciência sai uma outra consciência que é formada às cegas do seu corpo, a partir do seu corpo.

E você se crê proprietária ou responsável.
Quando muito, você pode dizer que o que lhe pertence é um outro saco de comida que sai de você, que você criou.

Mas você não criou a consciência que está dentro dele.
Ela não pertence a você, de maneira alguma.
Sem isso, você mantém a ilusão da carne da carne.
A Graça não tem o que fazer desta carne, porque a Graça É.
Ela não é levada pela carne, mesmo expressando-se através da carne.
Isso não é a mesma coisa, não é a mesma relação, não é o mesmo olhar.
Aceite simplesmente que isso se desembarace, mesmo sendo você que o criou, originalmente.
Será que é você que fabrica isso?

Isso é fabricado tão somente porque é a inteligência que há no saco de comida que está programada para isso: reproduzir-se. Mas você, você tem necessidade de se reproduzir?
O que é que você reproduz?

Há sempre, no nascimento de uma carne, a partir de uma carne, um conjunto de histórias, um conjunto de projeções que criam apegos, através de ideais ou de medos, é a mesma coisa. Beneficie-se desta experiência (porque, aí também, ela é efêmera, ela dura nove meses) para ver o que é isso, o que isso vem despertar em você, preencher em você, ou atemorizar você, porque você não é isso.

Você É o Amor e você cria o Amor.
Será que este Amor lhe pertence, no entanto, sabendo que o Amor é Livre e torna Livre?
Caso contrário, isso permanece humano e, portanto, efêmero. O que você vive é, de algum modo, um desafio ou, se você preferir, uma experiência. Aí também, não fique presa a esta experiência e ao que ela induz como apego à carne. Considere isso, efetivamente, como uma Graça ou uma Dádiva.

Mas não pare nisso.
Eu a lembro de que, para a Onda da Vida, assim como para a Graça, justamente nada há a fazer.
Não é mais uma questão de fazer, nem uma questão de ser, mas, sim, uma questão de não ser. É a visão limitada que a impossibilita de conhecer esta Consciência que, no entanto, está em você (onde ela estava antes?), que criou o apego, que criou a responsabilidade e a dependência.

Ame o que você criou, o que você É, mas com um Amor que esteja além de uma projeção, embora sendo uma criação da sua carne. Deem-se conta dessas ligações que todos nós denominamos, encarnados, antes de sermos Absolutos: “amor”. Porque nós não conhecíamos outra expressão, até o Absoluto chegar aí. Você toma consciência, além da consciência. E aí, tudo fica simples.

Porque você não é este corpo.
Então, como você poderia se projetar nesse corpo, que foi criado a partir deste corpo?
Isso vale também para os pensamentos.
Isso vale para todos os apegos.

Caso contrário, isso não é o Amor, é uma fraqueza.
O Amor é vigor. Então, simplifique, porque isso já é simples.
Como em uma resposta anterior: é tão simples que isso parece, para o ego, um absurdo. Lembre-se de que há o olhar para mudar. Não este corpo, que vive o que é para viver, que foi desejado ou não. Aí também, não voltem apenas à pergunta e à resposta. Eu diria até mesmo: discordem disso.

Seria preciso chegar à conclusão de que o que acontece na sua carne é, em algum lugar, uma reprodução, mais ou menos conforme com as suas projeções, com as suas expectativas, com os seus desejos e também, é claro, com as projeções, com as expectativas e com os desejos do que está aí.

Mas nada mais.
A Liberdade está aí e põe fim a todo apego, o que não impede (muito pelo contrário) a ligação de Liberdade do Amor (que vocês denominam Vibral) e mesmo do Absoluto. Eu diria até que isso pode ser, de algum modo, condições propiciadas (como você diz) pela Graça e pela euforia que é secretada por este corpo de alimento, durante este estado que não é nada mais do que o instinto de preservação (visando, simplesmente, o que é nomeado o amor filial ou materno não levando, de qualquer forma, ao desaparecimento da espécie humana).

Nada mais e nada menos.
Não se deixe enganar por esse mercado de tolos.
Isso não impede de amar, mas não é mais o mesmo amor.
Não há mais apego, se você vê-lo assim.
Há Liberdade.

Pergunta: Desde que eu reencontrei a Consciência de quem eu sou e que eu me abandonei à Inteligência da Luz, tudo é simples e fluido e o pequeno “eu” cada vez menos assume o lugar. Isso seria a Transparência?

O fato de constatar (o fato de ter uma constatação) prova a existência do observador que substituiu o eu ou o ator.

Obviamente, essa constatação não é suficiente.
É preciso, aí também, se tal for o que você deseja (não como aspiração ou vontade), aceitar deixar isso se extinguir. A vida, então, irá se desenrolar, não mais somente sob a ação da Inteligência da Luz, mas, muito mais, no Absoluto.

Esta forma não ficará mais limitada a esta consciência, a esse eu que se vai ou a esse Si que se instala, mas ela irá envolvê-los em algo que é, digamos, muito mais amplo e muito maior (se tanto é que podemos falar de tamanho).

Cabe a você ver se você quer terminar a fragmentação e, portanto, ser Transparente.
Enquanto existir um Si, existe um espelho que mostra a você o que é para ver. A Transparência é a ausência de espelho já que a Transparência consiste em deixar atravessar-se, na totalidade. A instalação da Transparência e da espontaneidade excede largamente o Si ou a Fluidez. A Transparência é um estado onde nada é parado, nem mesmo o estado em que se está (que não é mais um estado).

Aí está o Absoluto.
Eu diria que o Si dá a Clareza e a Precisão porque o palco do teatro fica iluminado.
Mas eu a lembro de que não há nem teatro, nem palco. É, portanto, você que deve ver se você permanece em meio à Clareza ou se outra coisa se revela a você, muito além da Inteligência da Luz, mas no que permite revelar o que sempre esteve aí, além da Clareza.

O Absoluto é assim.
Mas, na sua pergunta e na sua constatação, há uma instalação da Consciência nesse Si.
Não pode ali haver percepção da não Consciência. Você está, portanto, instalada na Alegria (na persistência do Si), ilusória, ela também. É preciso sair da contemplação. Então, a Transparência chega porque nada mais há para olhar, nem nada para ser, exceto o Absoluto.

Mas cabe a você ver o que se manifesta.
A Transparência, aliada aos outros Pilares do que foi nomeado os Pilares do Coração (com a Integridade, a Infância, a Humildade e a Simplicidade), é a característica do Si. A Transparência vai além disso já que nada é parado, nada é definido, nada é identificado.

Não há mais Si.
Não há mais eu.
Não há um eu que se afasta e um Si que se instala. e a você (porque é a sua liberdade) continuar a constatar e a se instalar na constatação ou então superar, digamos, a constatação. Aí está a Transparência, mas não antes, mesmo se a Transparência fizer parte da própria definição do que vocês denominaram os Quatro Pilares. Transparecer é ir além do parecer e além do ser. Ser Transparente é não mais existir, não mais interferir, não mais inferir, não mais ser.
Mas, mais uma vez, você é livre.

Mas você é livre de quê?
Simplesmente do que você decidiu, do que você estabeleceu.
Mas essa não é a verdadeira Liberdade. Isso são liberdades efêmeras porque elas irão desaparecer quando o seu corpo de alimento desaparecer, quando os seus pensamentos desaparecerem. Então, naquele momento, o que você vai se tornar?

O que você vai ser?
Você prefere aguardar ali ser para colocar a questão (quando você não puder mais se colocar questão) ou você quer ter a resposta agora?
É você quem decide.
É você quem tem a chave.
Porque não há chave.
Não há porta.

Tudo depende de onde você se coloca.
Tudo depende onde você está (ou não está).
Mas eu agradeço pela sua constatação. Porém eu sou obrigado a dizer que tudo isso a torna
Transparente, mas não é a Transparência.

Esteja consciente disso.
Porque a Transparência total não pode existir, nem no eu, nem no Si.
Ela apenas é Verdade quando você sai de tudo o que é efêmero.
O Absoluto é Transparência total.
Porque mais nenhum espelho existe.

Mais nenhum sentido do eu ou do Si existe.
Tudo é instalado no não ser, na não consciência.
Mas o resultado é o mesmo.
O que você quer ver subsistir?
E o que pode subsistir?

O que é da ordem do relativo e da ordem do Absoluto?
O que continua?
O que cessa?

Constatar é, talvez, um dos últimos degraus da escada.
Mas você é livre para considerar que essa seja a finalidade e se contentar com isso.

O Absoluto tem todo o tempo já que ele está fora do tempo. Não você, no que ao que você está identificada, nas suas constatações, no Si. Cabe a você ver se você deseja se colocar essas questões ou ignorá-las.Cabe a você saber se o que você vive é conhecimento ou ignorância. Em relação ao quê?
E em quê?

Será que isso a satisfaz (e irá satisfazê-la amanhã), independentemente do que você observa, independentemente do que você constata? Obviamente, o Si, comparado ao eu, é infinitamente mais Transparente.

O eu é opaco.
O Si é Transparência, não total, mas Transparência.
Cabe a você ver. A sua situação depende de você mesma.
Mas, tome cuidado para não qualificar o que não tem qualificativo: o que é o caso do Absoluto.

Pergunta: Bastante ancorada na materialidade, o Si me parece inacessível. O Absoluto sequer é conceituoso, concebível. Eu experimento, nesse momento (pela leitura dos seus ensinamentos), um sentimento de desânimo e, até mesmo, de rejeição. O que, na personalidade, se opõe e como superá-lo?
Você mesma disse: a materialidade, o fato de querer conceituar o que não pode ser conceituado.
Portanto, é óbvio que a materialidade e a personalidade queiram rejeitar.
Você não pode conservar o ponto de vista da personalidade a aceitar isso.
Se você afirmasse isso, seria falso.
O que você disse está correto.

Você não está pronta para deixar o que você acredita ser.
Você está, visceralmente, apegada à sua pessoa.
E então, estando apegada, por qual razão iria querer aceder a algo que a libertaria?
Nenhum conceito, nenhuma ideia, nenhuma alegria, pode sair daí.
Não procure conceituar, nem, menos ainda, aceitar.

Você precisa, primeiro, sair do inferno, ou seja, do seu confinamento: de crer neste corpo, de querer possuir o que quer que seja. Você sequer possui o seu corpo pois você não é ele. Quando você aceitar que este corpo é apenas um confinamento (uma ilusão, uma aparência), então você poderá se colocar a questão do conceito ou da ideia.

Mas, agora, eu lhe digo que o Absoluto não é, nem um conceito, nem uma ideia, nem assimilável.
Porque você está limitada em sua visão, em sua percepção. Porque você se apoia no corpo e na própria materialidade: uma transformação da materialidade, da personalidade.

Não há continuidade.
Não há possibilidade e ainda menos conceito e muito menos coisa percebida.
Não há, portanto, solução vislumbrável, nem mesmo desejável. É-lhe preciso rejeitar, até mais, porque rejeitando significa que você não compreende. E quanto menos você compreender, mais você será Livre. É justamente o fato de acreditar compreender este corpo (suas ações, sua vida) que a confina no limitado, porque você tem medo.

O Amor não é o medo.
Por mais que você tenha amado o seu corpo, não irá permitir-lhe superar o corpo.
Por mais que você tente amar a personalidade, transformá-la em algo de melhor.
Mas não é você quem age assim, em sua Eternidade.

É porque você está identificada, demasiadamente, no limitado.
Mas o seu corpo está limitado no tempo e no espaço (neste período).
Ele não tem necessidade de você para existir: ele existe em outros lugares.
O melhor serviço que você possa lhe fazer é deixá-lo evoluir sozinho (sem interferir) e você irá constatar, então, que nenhuma manifestação física pode aparecer.
É você mesma quem cria as suas próprias manifestações físicas.

Não há carma.
Não há causa, exceto si mesma.
É isso que você recusa ver na cara.
Então, você vai buscar em outros lugares: no ontem, em uma causa.
E você se mantém, assim, nos contextos deste corpo, na ação/reação.
E você crê que você vai poder desembaraçar-se desta ação/reação compreendendo a reação à ação.

Mas de onde veio a primeira ação, se isso já não era uma reação?
Você está, já, aprisionada e você se aprisiona ainda mais.
Amar é ser Livre.

Não é aprisionar-se.
É abrir o que está fechado.
É não mais aceitar estar fechado ou aprisionado.
Não há qualquer solução enquanto você estiver na prisão, mesmo se você colocar belas cortinas, mesmo de você mudar a mobília, mesmo se você mudar de pensamentos, mesmo se você compreender.

Eu a convido a não mais compreender.
Eu a convido a deixar toda forma de conhecimento do que existe neste mundo.


Porque, senão, você vai fortalecer as resistências.
Você vai reforçar o sofrimento enquanto você acredita liberá-lo.
Saia da prisão, primeiramente.
Veja a prisão.

Não existe chave escondida no interior da prisão.
É você que dá corpo à prisão, pela vontade de compreender, pela vontade de apreender o que pertence apenas a esta própria prisão.

O Amor não está aí.
É um estágio acima (se eu puder me exprimir assim).
O Amor não está na prisão. Enquanto você visar uma perfeição deste corpo, desta pessoa, você está na ilusão, em algo que irá passar. A única satisfação durável é Eterna: ela é o Absoluto.
Ela é efêmera no Si.

Enquanto você acreditar e esperar uma melhoria do que quer que seja deste corpo, dos seus pensamentos, ou aceitar um conceito (que não é conceituoso) ou admitir uma ideia (da qual você não pode ter ideia), você irá pregar uma peça em você mesma.


Então, obviamente que você rejeita o que eu digo e você apenas pode rejeitá-lo.
Mas se coloque a questão de quem rejeita: evidentemente, o que é limitado, o que recusa ver os limites e os contextos caírem porque há um apego visceral à materialidade nisso que ela tem de mais sólida aparência, de mais permanente aparência.

Mas tudo isso são apenas aparências.
Se você olhar, objetivamente, o seu saco de comida irá falecer.
O que você vai se tornar, naquele momento?
Como você vai considerar a matéria?

Qual matéria quando não houver mais matéria (não aquela que você conhece)?
É como se você quisesse construir um edifício muito alto em um solo totalmente instável (que você acredita ser estável). Você acredita que você pode reforçar o solo, mudar o solo, mas isso é falso.
Se a hipótese é falsa, você apenas irá construir sobre areia movediça e o edifício vai afundar.
Nada há a construir, Há que descontruir tudo, pela refutação. Mas a materialidade ali se recusa, como o mental, porque apenas o mental para fazê-la crer na materialidade.

Nada é válido, aí dentro.
São apenas ideias, apenas conceitos falsos.
Por que aderir a conceitos e ideias que são falsos?
Aí está a causa do sofrimento e da manutenção da ilusão.
Se você ouve o que eu digo a você, então rejeitá-lo será ainda mais forte.
Mas eu posso afirmar a você que a rejeição e a violência são o caminho certo, enquanto você estiver na prisão.

Não é pacificando o que é ilusório, não é abrandando o que é ilusório, não é se embelezando na prisão que você vai sair da prisão. Você melhora o contexto, mas você não elimina o contexto.
A Liberdade está em outros lugares. Como você pode pretender ser Livre, ou ser melhor, no que é efêmero, no que está confinado, no que está limitado? Você não vê, por si mesma, as oscilações que vão de um muro ao outro, de uma interrogação à outra?

Você não é isso: você é a Liberdade, você é Amor.
Todo o resto não tem qualquer consistência.
E, sobretudo, a materialidade.
Isso é areia movediça das piores.
Eleve o seu olhar.

Eleve-se e você verá que o edifício se constrói independentemente de tudo o que você decidir.
Abandone este medo, esta necessidade de controlar ou de se sentir segura na materialidade.
Isso não tem qualquer sentido.
Isso é apenas peso.
Isso é apenas densidade.

Há um medo do que é elevado.
Em última análise, você busca a Liberdade, mas você tem medo da Liberdade.
Você queria que a Liberdade se encontrasse na matéria: esqueça isso. Tente ver de outra forma. O amor da matéria não é o Amor, visto que a matéria é Amor, já.
Ela não tem necessidade do seu amor.
A Ilusão é Amor.

Mas ela não tem necessidade de você: isso é um sonho, uma projeção, uma ilusão.
Você quer dar peso ao que já tem demasiado peso.
Quem a obriga a agir assim?

O que, em você, se opõe à sua Liberação que já está aí?
Continue a rejeitar, continue a recusar: isso cria forças de atrito na Dualidade, na ação/reação.
Então, a prisão irá queimar.

Aquele que chega no final de um beco sem saída dá necessariamente meia volta para apreender-se de que não há beco sem saída, nem caminho. Mas é preciso ter criado o caminho e o beco sem saída, antes, para perceber que isso não é nada. O Absoluto não é nem conceito, nem ideia, nem o que quer que seja, mas ele os inclui.
Não há exclusão: é você que se exclui do Absoluto.

Ele sempre esteve aí.
Querendo ter uma ideia, querendo conceituá-lo, você quer fechá-lo na Ilusão.
O Absoluto deixa livre a ilusão: ele a inclui.
Não é perfeitamente a mesma coisa.
Não é o mesmo movimento.
Não é a mesma imobilidade.
Você vê o que eu quero dizer?
E não me responda.

Permaneça em você (em suas certezas) e veja o que eu lhe disse.
Depois, releia-o e você será obrigada a concluir e a ver onde se encontra o absurdo e a absurdez.
Você não é nem absurdo, nem absurdez.
E ainda menos matéria.
Ainda menos física.

Por que querer acreditar no que não é verdadeiro?
Por que fingir uma verdade que não tem qualquer sentido, qualquer lógica?
De onde isso vem?
De onde isso veio a você?

É muito simples: você reivindica estar apegada ao que lhe dá mais medo: à encarnação.
Há, portanto, uma não encarnação, contrariamente ao que você define. E o corpo se manifesta para mostrar a você a sua não encarnação: aí está o confinamento. Em nenhum outro lugar. Porque, por querer ver as coisas tais como elas são, você vê apenas uma aparência, apenas o que lhe mostra o seu mental (e os seus conceitos e as suas ideias).

Abandone as ideias e os conceitos: você verá que não há prisão senão aquela que você construiu.

Pergunta: Eu tenho a impressão de que todas as questões que eu posso formular são estúpidas. Entretanto, eu tenho tendência de dizer “sim mas”. Por quê?

Esse é o aspecto discursivo em você: a instalação, ao nível da discriminação, do seu próprio cérebro habilitado a sempre responder “sim mas”, sim e não, sim ou não (é o mesmo princípio).

Há o que é bom.
Há o que é ruim.
Para você ou para o outro?
Há o que é verdadeiro e há o que é falso.
E para você, isso tem valor de Absoluto.
Mas o Absoluto é considerar que nada é verdadeiro e nada é falso.
Tudo depende do ponto de vista.

E a palavra que você empregou: você tem uma impressão.
Mas como você quer fazer de uma impressão, a Verdade?
Uma impressão é algo que passa. As suas impressões mudam em função de um monte de fatores que não pertencem a você e que pertencem a você.

O “sim mas” é apenas a expressão da Dualidade da personalidade.
Porque a personalidade sempre tem medo de se enganar.
E ela tem razão: ela sempre se engana.
De onde o “sim mas” ou o “não mas” (isso nada muda).
Isso será sempre assim, em meio à personalidade.
É o espectador que começa a compreender (e a viver) que há um espectador, ou um observador.

Ele saiu do ator.
Mas, sendo observador, ele quer mesmo assim mudar o ator, mudar a iluminação.
Daí vem o “sim mas”: do intelecto. Do que passa seu tempo a discriminar, a classificar, no bem e no mal, no verdadeiro ou falso, criando assim (e mantendo) a Dualidade, permanentemente.
É um hábito de funcionamento.

Nada mais.
Muitas vezes forjado pela educação, pelo ensinamento e pelo meio familiar.
Nada mais. O “sim mas” não leva a parte alguma, assim como o “não mas”. Porque você não pode se apreender do que é verdadeiro ou do que é falso, exceto nas leis deste mundo: se você solta uma pedra, ela cai.
Ela não vai subir: é verdade.
A pedra não existe: é verdade.
Onde você se coloca?
Portanto, a pedra não cai.
É falso.

Aceite que qualquer ponto de vista (que qualquer “sim mas”, que qualquer “não mas”, “sim”, “não”) é apenas aplicável em meio à realidade deste mundo que não tem qualquer substância, qualquer essência, exceto aquela que anima você.

Onde você quer Ser?
E, aliás, onde você É?
A impressão conecta a Intuição.
Ela remete a uma escala de valor, a um julgamento de valor (no bem e no mal) e irá levar, sempre, a experimentar o “sim mas” ou o “não mas”.

Isso quer dizer que quando você dá dois passos à frente, você dá um passo atrás.
E, finalmente, você não se mexe.
Mas não da imobilidade do Absoluto.
Que isso seja um à frente e dois atrás, não muda nada.
Há tergiversação.

A tergiversação quer dizer: hesitação, ausência de certeza e, portanto, oscilação, manutenção da ilusão pela interrogação do mental, do intelecto. Cabe a você ver se é possível depor as armas porque o Absoluto não é um combate. É, justamente, o momento em que você depõe as armas: o intelecto, o conhecimento intelectual, as crenças. Porque as crenças são armas de destruição do Absoluto (que não pode ser destruído).

Esqueça as suas impressões.
Não busque apreender-se, mas, de preferência, ser apreendida pela Verdade.
Para isso, é preciso que você faça calar todas as verdades, todas as suas aquisições, todos os seus conhecimentos, todas as crenças, sem qualquer exceção.

Você não pode ser preenchida da Verdade Absoluta enquanto existir, em você, tergiversações (hesitações), enquanto o seu mental fizer você crer que está cheia de conhecimentos que vêm colidir, entrar em contradição.
Não há síntese possível.

Você pode ficar sempre analisando, mas jamais a análise irá levá-la a uma síntese, neste caso, e ainda menos a uma integração. Você estará, sempre, dividida e fragmentada, consciente das diferentes partes que animam você (sem qualquer possibilidade de comunicação entre elas, exceto às vezes), porque você assimilou a construção do seu Corpo de Estado de Ser a um conjunto de tijolos.

Mas esses tijolos não se encaixam uns com os outros.
Aí também, é muito simples: aceite ver o que você construiu.
Aceite ver os seus próprios raciocínios. Porque a razão vai levá-la, sempre, ao “não mas” ou ao “sim mas” e a impressões, vagas ou intensas, mas que permanecem impressões, ou mesmo intuições.

Nenhuma certeza pode emergir daí.
Nenhuma Verdade pode emergir daí.
Porque tudo é relativo.
Mas você não é o relativo.

É sempre sedutor, para a personalidade e para o Si, gritar aos quatro ventos que existe o livre arbítrio. O livre arbítrio apenas resulta da confusão entre diversas crenças, diversas experiências, diversas impressões.

O livre arbítrio faz você acreditar que você é livre.

Mas você não é Livre enquanto houver “sim mas”. Enquanto houver “sim mas” significa que, em alguma parte, de você, existe algo que acredita (ou que acha) que pode se enganar.

Aliás, o mental sempre se engana.
Em qualquer escolha: sempre em 50% dos casos (isso é estatística).
Em qualquer escolha, você tem a possibilidade de se enganar uma vez em duas.

Para não mais ter que escolher, para não mais manifestar o “sim mas”, é preciso instalar-se na Liberdade, na Ação de Graça. Porque, naquele momento, não é mais o seu mental que decide o que é verdadeiro ou falso, o que é correto ou não correto, mas é a própria Luz (esta própria Graça) que trabalha.

Enquanto você crer trabalhar, você permanece no livre arbítrio e, portanto, no “sim mas”, na impressão.

Daí não pode sair qualquer certeza.
E, aliás, é lógico porque tudo isso é incerto e improvável.
Mova-se. Volte para aí onde não há mais qualquer probabilidade, qualquer possibilidade de errar, de “sim mas”, de suposição. Coloque-se no que você É e não no que você acredita.
E deixe vir.

Não a impressão, mas a Liberdade.
Todo o resto irá resultar daí.
Sem a sua intervenção, sem livre arbítrio, mas na Liberdade.
O livre arbítrio outorga a você a possibilidade de se enganar (o que é sedutor para a mente), sabendo que ela se engana, sempre, uma vez em duas.

A Verdadeira Liberdade, aquela da Ação da Graça, não pode dar margem a erro.
Porque isso está além da experiência, além da Dualidade, além da escolha.



Enviado por Rosa
Mensagem de BIDI no site francês:
16 de maio de 2012
(Publicado em 17 de maio de 2012)
Tradução para o português: Zulma Peixinho - http://portaldosanjos.ning.com

M.M - http://minhamestria.blogspot.com/
C.R.A - http://a-casa-real-de-avyon.blogspot.com/

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