((((* "O QUE VEM SEMPRE ESTEVE AQUI, A PAZ ESTA DENTRO DE TI E SO VOCE PODE TOCALA, SER A PAZ SHANTINILAYA, NADA EXTERNO LHE MOSTRARA O QUE TU ES. NADA MORRE POR QUE NADA NASCEU, NADA SE DESLOCA PORQUE NADA PODE SE DESLOCAR VOCE SEMPRE ESTEVE NO CENTRO, NUNCA SE MOVEU , O SILÊNCIO DO MENTAL PERMITE QUE VOCÊ OUÇA TODAS AS RESPOSTAS" *)))): "ESSÊNCIAIS" "COLETÃNEAS " "HIERARQUIA" "PROTOCÓLOS" "VÍDEOS" "SUPER UNIVERSOS" "A ORIGEM" "SÉRIES" .

terça-feira, 31 de maio de 2011

Apelo dos Pleidianos e Arcturianos: Atenção Urgente

Apelo dos pleiadianos e arcturianos - urgente.

Mais uma vez te agradecemos a tua disponibilidade ao serviço do bem maior, e muito precioso para nós.

O bem está sempre em ação e permanentemente em serviço para servir a humanidade inteira, pena é, somente 5% da humanidade estar desperta.
Avançaremos na defesa e harmonia da humanidade, uniremos vozes e acções para despertar a humanidade antes que possa surgir algo maior em termos de caos.
Despertaremos um a um, se nos ajudarem e nos derem as mãos, pois sós, será impossível conseguir esta virada na humanidade.


Precisamos de toda a humanidade a postos e por isso apelamos mais uma vez na divulgação desta mensagem, e das relacionadas com este trabalho, que serão importantes para retroceder todos os acontecimentos presentes.

Veja Também no site Mestres Ascensos: Pleidianos: O Cinturão de Fótons está chegando!

Como porta-voz dos Pleiadianos e Arcturianos, e nossos comandos, eu peço ajuda para divulgação em todo o planeta do serviço planetário que se esta a preparar.

O mês de Junho será deveras muito importante para que todos se preparem, e passo a passo iremos semanalmente dar indicações para que todas as frotas estejam preparadas, assim como toda a humanidade.
Não nos interessa a religião, que tenhais ou crenças que tenhais, interessa-nos estarem todos unidos, porque a fonte é uma só! A fonte é a mesma de todos e o propósito também.

Iremos nos reunir, no dia 13 de Junho as 14 horas de Portugal, até as 23 horas do dia 14 de Junho, embora o trabalho de preparação na vossa mente e coração possa iniciar já a 28 de Maio. Mãe Maria dará a sua palavra também a toda a humanidade, nessa altura.

A partir deste horário, pedimos que todos elevem suas vozes, seus pensamentos, e sempre durante o dia, que possam e se lembrarem. Não será necessário deixar trabalhos, ou algo que estejam a fazer, bastará mentalmente fazer os vossos pedidos, orarem, invocarem ou rezarem, como quiserem, quando quiserem e onde quiserem.
Então até final dos nossos trabalhos elevem o vosso pensamento com o seguinte objectivo: peçam a Vosso Eu Superior, vosso Santo Cristo interno que vos proteja de qualquer influência negativa. Que dirija os passos em vossa vida para a elevação e direcção da 5ª Dimensão. Elevem vossos pensamentos, sempre que se lembrarem e puderem, peçam para que sejam orientados a cada instante e em tudo na vossa vida.

Poderão ocorrer más disposições, ou mudanças de humor, ou até situações de doenças a ser reveladas, mas por favor aquietem-se, pois tudo não passará de um despertar para libertação. A vossa libertação!

Embora devam já a partir do final do dia 28 de Maio, e dia a dia prepararem-se, é no dia 13 de Junho as 14 horas de Portugal, que serão iniciados os grandes comandos inter-estelares para o planeta terra, mas que continuarão até dia 16. A vossa união connosco irá dar maior vibração e elevação para as energias que iremos buscar para serem transmutadas e retiradas da terra.

A partir de 28 de Maio, a vossa atenção mental para este trabalho, só irá iniciar e abrir energeticamente este nosso trabalho para dia 13 de Junho.

Queremos avisar que somente com vossa permissão ou uma grande maioria da humanidade, poderemos fazer o trabalho que nos propusemos. Sem vossa permissão, isto não é possível. Basta mentalmente cada um se unir durante este tempo, que conseguiremos aliviar a grande parte do que pretendemos fazer.
Sem este vosso consentimento, não é possível esta profundidade. Sem o vosso consentimento limitamo-nos a estar alertas para as vossas defesas e não conseguimos mergulhar profundamente onde pretendemos.

Pedimos em nome da luz eterna, em nome do amor ao próximo, em nome do vosso próprio amor, a vossa ajuda e união connosco neste trabalho. Apelamos a toda a humanidade, repito: Apelamos a toda a humanidade a vossa união!
A ti, minha querida bem feitora, fica o nosso agradecimento por tua prontidão, mais uma vez
Eu sou aquilo que sou em união com o todo.

Fonte: Anjo de Luz

http://www.mestresascensos.com

ISTO É REAL?

Isto é Real ?


http://sirianos.blogspot.com
http://a-casa-real-de-avyon.blogspot.com/

ENCONTROS COM MARIA E METATRON

Encontros com maria e metatron



Enviado por Rosa
Criado por Zulma Peixinho
http://portaldosanjos.ning.com

http://minhamestria.blogspot.com
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ENCONTRO COM MARIA 01/06/11 NO PALTALK - 11:45 BR - 15:45 PT

SALA ABERTA A PARTIR DAS 11:45 BR - 15:45 PT

QUARTA-FEIRA 01 DE JUNHO DE 2011

ENCONTRO COM MARIA

SALA - NOSSA MESTRIA

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* Grupo de Estudos Nossa Mestria

Os estudos são feitos toda Terça e Quinta das 20h horário de Brasília (0h de Portugal) e encerraremos as 22h de Brasília (2h de Portugal).
PEDIDO:
Vamos FALAR, compartilhar, deixem a timidez de lado. É importante a participação de todos. Não tenham vergonha de que possam falar alguma besteira. Estamos TODOS para aprender JUNTOS.
A sala estará aberta um pouco antes para quem quiser ajustar seus microfones e se familiarizar com o sistema.

Informações importantes sobre a organização:

* Para os que tiverem microfones é importante que utilizem desse recurso para tornar o estudo mais dinâmico.
* O Chat estará liberado para comentários sobre o que estiver sendo falado e formulação de dúvidas.
* Evite comentários fora do assunto que estiver sendo falado no momento no Chat e brincadeiras fora de hora.
* Pedimos também para quem puder antes de entrar na sala, busque a serenidade através de meditação, respiração, oração ou a forma que achar melhor.

Contamos com o bom senso de todos participantes para que o estudo seja o mais proveitoso possível.

Esperamos vocês lá.

Grupo de Estudos Nossa Mestria

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SÉRIE HIERARQUIA CÓSMICA - A ADMINISTRAÇÃO DO UNIVERSO LOCAL

Serie - Hierarquia cósmica - A administração do universo local



A ADMINISTRAÇÃO DO UNIVERSO LOCAL

Embora, com toda a certeza, o Pai Universal governe a Sua vasta criação, Ele funciona, na administração de um universo local, por intermédio da pessoa do Filho Criador. Nem o Pai atua, pessoalmente, de outro modo, nos assuntos administrativos de um universo local. Esses assuntos são confiados ao Filho Criador e ao Espírito Materno do universo local e aos múltiplos filhos deles. Os planos, as políticas e os atos administrativos no universo local são formados e executados por esse Filho, que, conjuntamente com o seu Espírito Materno coligado, delega o poder executivo a Gabriel e a autoridade da jurisdição aos Pais da Constelação, aos Soberanos dos Sistemas e aos Príncipes Planetários.

1. MICHAEL DE NÉBADON
(CRISTO MIGUEL)

O nosso Filho Criador é a personificação do conceito original de número 611.121, na identidade infinita, com origem simultânea no Pai Universal e no Filho Eterno. Michael de Nébadon é “Filho único”, é aquele que personaliza o 611.121º conceito universal de divindade e infinitude. A sua sede central está na mansão tríplice de luz, em Sálvington. E tal morada encontra-se ordenada assim porque Michael experienciou a vida em todas as três fases de existência da criatura inteligente: a espiritual, a moroncial e a material. Por causa do nome associado à sua auto-outorga sétima e final, em Urântia, algumas vezes ele é chamado de Cristo Michael.

O nosso Filho Criador não é o Filho Eterno, o coligado existencial no Paraíso, do Pai Universal e do Espírito Infinito. Michael de Nébadon não é um membro da Trindade do Paraíso. Entretanto, o nosso Filho Mestre possui, no seu reino, todos os atributos e poderes divinos que o Filho Eterno, Ele próprio, manifestaria, estivesse Ele efetivamente presente em Sálvington e atuando em Nébadon. Michael possui, ainda, um poder e uma autoridade adicionais, pois ele não apenas personifica o Filho Eterno, como também representa plenamente o Pai Universal; e, efetivamente, incorpora a presença da personalidade Dele em todo, e para todo, este universo local. Além disso, ele representa o Pai-Filho. Esses relacionamentos fazem de um Filho Criador o mais poderoso, versátil e influente entre todos os seres divinos capazes de exercer administração direta sobre os universos evolucionários e de ter um contato de personalidade com os seres imaturos criados.

O nosso Filho Criador exerce o mesmo poder de atração espiritual, a mesma gravidade espiritual, a partir da sede central do universo local, que o Filho Eterno do Paraíso exerceria caso Ele estivesse pessoalmente presente em Sálvington, e mais, este Filho do Universo é também a personificação do Pai Universal para o universo de Nébadon. Os Filhos Criadores são centros de personalidade para as forças espirituais de Pai-e-Filho do Paraíso. Os Filhos Criadores são as focalizações finais do poder de personalidade, dos poderosos atributos, no espaço-tempo, de Deus, o Sétuplo.

O Filho Criador é o vice-regente do Pai Universal, o coordenado divino do Filho Eterno e o coligado criativo do Espírito Infinito. Para o nosso universo, e para todos os seus mundos habitados, o Filho Soberano é, em todos os intentos e para todos os propósitos práticos, Deus. Ele personifica todas as Deidades do Paraíso que os mortais em evolução podem compreender com discernimento. Este Filho e o seu Espírito Materno coligado são os vossos pais criadores. Para vós, Michael, o Filho Criador, é a personalidade suprema; para vós, o Filho Eterno é supra-supremo – uma personalidade de Deidade infinita.

Na pessoa do Filho Criador, nós temos um governante e um pai divino, que é tão poderoso, eficaz e benéfico, quanto o seriam o Pai Universal e o Filho Eterno, se ambos estivessem presentes em Sálvington, e engajados na administração dos assuntos do universo de Nébadon.

2. O SOBERANO DE NÉBADON


A observação dos Filhos Criadores revela que alguns se parecem mais com o Pai, alguns com o Filho, enquanto outros são como a mistura de ambos os seus Pais infinitos. O nosso Filho Criador manifesta, muito definidamente, traços e atributos que mais se assemelham ao Filho Eterno.
Michael escolheu organizar este universo local; e agora ele é o seu soberano em supremacia. O seu poder pessoal é limitado pelos circuitos de gravidade preexistentes, centrados no Paraíso, e pela reserva feita a si pelos Anciães dos Dias, no governo do superuniverso, de efetuar todos os julgamentos executivos finais referentes à extinção das personalidades. A personalidade é uma dádiva do Pai, unicamente, mas os Filhos Criadores, com a aprovação do Filho Eterno, iniciam novos projetos de criaturas e, com a cooperação de trabalho dos seus Espíritos Maternos coligados, eles podem intentar novas transformações de matéria-energia.

Michael é a personificação do Pai-Filho do Paraíso para o, e no, universo local de Nébadon; e, portanto, quando o Espírito Criativo Materno, a representante do Espírito Infinito no universo local, subordinou-se a Cristo Michael, quando do retorno da sua auto-outorga final em Urântia, o Filho Mestre, consequentemente, conquistou a soberania sobre a sua jurisdição com “todo o poder no céu e na Terra”.

Essa subordinação das Ministras Divinas aos Filhos Criadores dos universos locais faz de tais Filhos Mestres os depositários pessoais da divindade finitamente manifestável de Pai, Filho e Espírito; enquanto as experiências dos Michaéis em auto-outorgas, enquanto criaturas, qualificam-nos para representar a divindade experiencial do Ser Supremo. Não há outros seres, nos universos, que hajam exaurido assim, pessoalmente, o potencial da experiência presente finita; e não há outros seres, nos universos, que possuam tais qualificações para a soberania solitária.

Embora a sede central de Michael esteja oficialmente localizada em Sálvington, capital de Nébadon, ele passa muito do seu tempo visitando as sedes centrais das constelações, sistemas e, até mesmo, planetas, individualmente. Periodicamente ele viaja ao Paraíso e frequentemente para Uversa, onde se aconselha com os Anciães dos Dias. Quando ele está fora de Sálvington, o seu posto é assumido por Gabriel, que, então, funciona como regente do universo de Nébadon.

3. O FILHO E O ESPÍRITO DO UNIVERSO

Embora penetre todos os universos do tempo e do espaço, o Espírito Infinito funciona a partir da sede central de cada universo local, na forma de uma focalização especializada, adquirindo qualidades de plena personalidade, por meio da técnica da cooperação criativa com o Filho Criador. No que concerne a um universo local, a autoridade administrativa de um Filho Criador é suprema; o Espírito Infinito, representado pela Ministra Divina, é integralmente cooperativo, embora perfeitamente coordenado.

O Espírito Materno do Universo de Sálvington, coligado a Michael no controle e na administração de Nébadon, pertence ao sexto grupo de Espíritos Supremos, sendo o de número 611.121 dessa ordem. Ela fez-se voluntária para acompanhar Michael na ocasião em que ele se liberou das suas obrigações no Paraíso e, desde então, tem funcionado junto com Michael na criação e no governo do universo dele.

O Filho Mestre Criador é o soberano pessoal do seu universo, todavia, em todos os detalhes dessa administração, o Espírito Materno do Universo é co-diretora com o Filho. Ao mesmo tempo em que o Espírito Materno sempre reconhece o Filho como soberano e governante, o Filho sempre concede a essa representante do Espírito uma posição coordenada de igualdade na autoridade sobre todos os assuntos do reino. Em todo o seu trabalho, de amor e de outorgamento da vida, o Filho Criador está sempre perfeitamente respaldado, bem como contínua e habilmente assistido, de modo capaz, pela todo-sábia e sempre fiel, Espírito Materno do Universo, e também por todo o corpo diversificado de assessores de personalidades angélicas da Ministra. Essa Ministra Divina, na realidade, é a mãe dos espíritos e das personalidades espirituais; é a sempre presente, e todo-sábia, conselheira do Filho Criador, manifestação fiel e verdadeira que é do Espírito Infinito do Paraíso.

O Filho funciona como um pai, no seu universo local. O Espírito, do modo como as criaturas mortais entenderiam, faz o papel de uma mãe, assistindo sempre o Filho e sendo perpetuamente indispensável à administração do universo. Na circunstância de uma insurreição, apenas o Filho e os seus Filhos coligados podem funcionar como libertadores. O Espírito não pode nunca contestar a rebelião, nem defender a autoridade; mas o Espírito deve sempre apoiar o Filho em tudo, de tudo aquilo que possa ser necessário a ele experimentar, e nos seus esforços para estabilizar o governo e manter a autoridade nos mundos contaminados pelo mal ou dominados pelo pecado. Apenas um Filho pode restabelecer o trabalho da sua criação conjunta, contudo, nenhum Filho poderia esperar o êxito final sem a cooperação contínua da Ministra Divina e seu vasto conjunto de colaboradoras espirituais, as filhas de Deus, que tão fiel e valentemente lutam pelo bem-estar dos homens mortais e pela glória dos seus pais divinos.

Quando o Filho Criador completa a sua sétima e última auto-outorga como criatura, as incertezas do isolamento periódico terminam para a Ministra Divina e, então, a ajudante do Filho no universo torna-se, para sempre, estabelecida na segurança e no controle. É no momento da entronização do Filho Criador, como um Filho Mestre, no jubileu dos jubileus, que o Espírito Materno do Universo, perante as hostes reunidas, faz, pública e universalmente, pela primeira vez, o seu reconhecimento de subordinação ao Filho, prometendo fidelidade e obediência. Esse acontecimento ocorreu em Nébadon, na época do retorno de Michael a Sálvington, depois da auto-outorga em Urântia. Nunca, antes dessa memorável ocasião, havia o Espírito Materno do Universo reconhecido a sua subordinação ao Filho do Universo; e, só depois desse abandono voluntário de poder e autoridade, da parte do Espírito, é que verdadeiramente poderia ser proclamado sobre o Filho que “todo o poder no céu e na Terra foi entregue nas suas mãos”.

Após esse voto de subordinação da parte do Espírito Criativo Materno, Michael de Nébadon nobremente reconheceu a sua eterna dependência da sua companheira, Espírito Materno, constituindo-a como Espírito co-governante dos domínios do seu universo e requisitando de todas as suas criaturas que prometessem ao Espírito a mesma lealdade prometida ao Filho; e a “Proclamação da Igualdade” final foi emitida e tornada pública. Embora seja ele o soberano deste universo local, o Filho tornou público, para os mundos, o fato da igualdade entre ele e o Espírito, em todos os dons de personalidade e atributos de caráter divino. E isso se transforma no modelo transcendental da organização da família, e do governo mesmo, para as criaturas inferiores dos mundos do espaço. Isso é, de fato e de verdade, o alto ideal da família e da instituição humana do casamento voluntário.

O Filho e o Espírito-Mãe agora presidem ao universo de uma forma muito semelhante àquela pela qual um pai e uma mãe velam pela sua família de filhos e filhas, e suprem-na. Não é inteiramente fora de propósito referir-se ao Espírito Materno do Universo, a Ministra Divina, como a companheira criativa do Filho Criador, e considerar as criaturas dos reinos como os seus filhos e filhas – uma grande e gloriosa família, cujas responsabilidades todavia são incalculáveis e cuja vigilância é infindável.

O Filho inicia a criação de alguns dos filhos do universo, enquanto o Espírito Materno somente é responsável por trazer à existência as inúmeras ordens de personalidades ministradoras do espírito, as quais servem sob a direção e guia desse mesmo Espírito Materno. Na criação de outros tipos de personalidade do universo, ambos, o Filho e o Espírito, funcionam juntos e, para qualquer ato criativo, um deles nada faz sem o conselho e a aprovação do outro.

4. GABRIEL – O COMANDANTE EXECUTIVO

O Brilhante Estrela Matutino é a personalização do primeiro conceito de identidade e ideal de personalidade concebido pelo Filho Criador; e é a manifestação, no universo local, do Espírito Infinito. Retrocedendo aos dias iniciais do universo local, antes da união entre o Filho Criador e o Espírito Materno nos laços da associação criativa, de volta aos tempos de antes do começo da criação da versátil família de filhos e filhas deles, o primeiro ato conjunto da associação livre, nos seus primórdios, dessas duas pessoas divinas, resulta na criação do Brilhante Estrela Matutino, a personalidade espiritual mais elevada desse Filho e da sua Ministra.

Apenas um desses seres de sabedoria e majestade é trazido à existência em cada universo local. O Pai Universal e o Filho Eterno podem, de fato, criar um número ilimitado de Filhos Criadores, iguais a eles próprios em divindade, e eles o fazem; mas esses Filhos, em união com as Filhas do Espírito Infinito, podem criar apenas um Brilhante Estrela Matutino em cada universo, um ser como eles próprios, que compartilha livremente das naturezas combinadas deles, mas não das suas prerrogativas criativas. Gabriel de Sálvington é como o Filho do Universo, em divindade de natureza, embora consideravelmente limitado em atributos de Deidade.

Esse primogênito dos pais de um universo novo é uma personalidade única que possui muitas características maravilhosas, não presentes visivelmente em nenhum dos seus ancestrais, um ser de versatilidade sem precedentes e brilho inimaginado. Essa personalidade superna reúne a vontade divina do Filho, combinada à imaginação criativa do Espírito Materno. Os pensamentos e atos do Brilhante Estrela Matutino serão sempre plenamente representativos de ambos, Filho Criador e Espírito Criativo Materno. Esse ser é também capaz de uma ampla compreensão das hostes seráficas espirituais, bem como das criaturas materiais evolucionárias, a ponto de ter um contato compassivo com ambas.

O Brilhante Estrela Matutino não é um criador, mas é um administrador maravilhoso, sendo o representante administrativo pessoal do Filho Criador. Afora a criação e a transmissão da vida, o Filho e o Espírito Materno nunca deliberam sobre procedimentos importantes no universo sem a presença de Gabriel.

Gabriel de Sálvington é o comandante executivo do universo de Nébadon e o árbitro de todos os apelos executivos que dizem respeito à sua administração. Esse executivo do universo foi criado com dons plenos apropriados para o seu trabalho, e adquiriu também experiência com o crescimento e a evolução da nossa criação local.

Gabriel é o principal executivo no cumprimento de mandatos do superuniverso, relacionados a assuntos não pessoais no universo local. A maioria dos assuntos pertinentes ao julgamento em massa e às ressurreições dispensacionais, já decididos pelos Anciães dos Dias, é também delegada a Gabriel, e à sua assessoria, para execução. Gabriel é, desse modo, o comandante executivo combinado, tanto dos governantes do universo local, quanto do superuniverso. Ele tem sob o seu comando um corpo capacitado de assistentes administrativos, criados para esses trabalhos especiais, que não são revelados aos mortais evolucionários. Além desses assistentes, Gabriel pode empregar toda e qualquer das ordens de seres celestes que funcionam em Nébadon; e ele é também o comandante principal dos “exércitos dos céus” – as hostes celestes.

Gabriel e a sua equipe não são instrutores, eles são administradores. Nunca se soube que eles tivessem deixado o seu trabalho regular, excetuando-se quando Michael esteve encarnado em uma auto-outorga, como criatura. Durante essas auto-outorgas, Gabriel esteve sempre atento à vontade do Filho encarnado e, com a colaboração do União dos Dias, tornou-se o diretor de fato dos assuntos do universo, nessas últimas auto-outorgas. Gabriel tem sido identificado intimamente com a história e o desenvolvimento de Urântia, desde a auto-outorga mortal de Michael.

À parte o contato que têm com Gabriel, nos mundos de auto-outorga, e nas épocas de chamadas para as ressurreições gerais e especiais, os mortais raramente irão encontrá-lo ao ascenderem no universo local, antes de serem admitidos no trabalho administrativo da criação local. Como administradores, de qualquer ordem ou grau, vós ireis estar sob a direção de Gabriel.

5. OS EMBAIXADORES DA TRINDADE

A administração das personalidades originárias da Trindade termina no governo dos superuniversos. Os universos locais são caracterizados pela supervisão dual; aquilo que é fonte e origem do conceito pai-mãe. O pai do universo é o Filho Criador; a mãe do universo é a Ministra Divina, o Espírito Criativo do universo local. Cada universo local é, contudo, abençoado com a presença de certas personalidades do universo central e do Paraíso. À frente desse grupo do Paraíso, em Nébadon, está o embaixador da Trindade do Paraíso – Emanuel de Sálvington –, o União dos Dias designado para o universo local de Nébadon. Num certo sentido, este elevado Filho da Trindade é também o representante pessoal do Pai Universal para a corte do Filho Criador; e daí o seu nome ser Emanuel.

Emanuel de Sálvington, cujo número é 611.121 da sexta ordem de Personalidades Supremas da Trindade, é um ser de dignidade sublime e de uma condescendência tão soberana a ponto de fazê-lo declinar do culto e da adoração de todas as criaturas vivas. Ele traz a distinção de ser a única personalidade, em todo o Nébadon, que nunca se reconheceu como subordinada ao seu irmão Michael. Ele atua como conselheiro do Filho Soberano, mas apenas o aconselha a pedido. Na ausência do Filho Criador, ele pode presidir a qualquer alto conselho do universo, mas não participaria de outro modo nos assuntos executivos do universo, exceto quando solicitado.

Esse embaixador do Paraíso, em Nébadon, não está sujeito à jurisdição do governo do universo local. E também não exerce jurisdição de autoridade nos assuntos executivos de um universo local em evolução, exceto para supervisionar os seus irmãos de ligação, os Fiéis dos Dias, que servem na sede central das constelações.

Os Fiéis dos Dias, tanto quanto os Uniões dos Dias, nunca dão os seus conselhos, nem oferecem a sua assistência aos governantes das constelações, a menos que isso lhes seja solicitado. Esses embaixadores do Paraíso nas constelações representam a presença pessoal final dos Filhos Estacionários da Trindade, funcionando no papel de conselheiros no universo local. As constelações estão mais estreitamente relacionadas à administração do superuniverso do que os sistemas locais, os quais são administrados exclusivamente por personalidades nativas do universo local.

6. A ADMINISTRAÇÃO GERAL

Gabriel é o executivo principal e o verdadeiro administrador de Nébadon. A ausência de Michael, de Sálvington, de nenhum modo interfere na conduta ordenada dos assuntos do universo. Durante a ausência de Michael, como ocorreu recentemente na missão de reunião dos Filhos Mestres de Orvônton, no Paraíso, Gabriel passa a ser o regente do universo. Nessas ocasiões, Gabriel sempre procura o conselho de Emanuel de Sálvington para todos os problemas maiores.

O Pai Melquisedeque é o primeiro assistente de Gabriel. Quando o Brilhante Estrela Matutino está ausente de Sálvington, as suas responsabilidades são assumidas por este que é o Filho Melquisedeque original.

As várias subadministrações do universo têm, atribuídos a elas, alguns domínios especiais de responsabilidade. Enquanto, em geral, o governo de um sistema procura o bem-estar dos seus planetas, e mantém-se mais particularmente ocupado com o status físico dos seres vivos, com os problemas biológicos. Por sua vez, os governantes de uma constelação dedicam atenção especial às condições sociais e governamentais que prevalecem nos diferentes sistemas e planetas. O governo de uma constelação atua principalmente na unificação e na estabilização. E, mais acima ainda, os governantes do universo estão mais ocupados com o status espiritual dos reinos.

Os Embaixadores são destacados por decreto judicial e representam os universos em outros universos. Os Cônsules são representantes das constelações, umas para as outras, e para a sede central do universo; são apontados por decreto do legislativo e funcionam apenas dentro dos confins do universo local. Os Observadores, por decreto executivo de um Soberano de Sistema, são incumbidos de representar aquele sistema junto a outros sistemas e junto à capital da constelação, e funcionam também apenas dentro dos confins do universo local.

De Sálvington, as transmissões são simultaneamente dirigidas para a sede central da constelação, para a sede central do sistema e para os planetas, individualmente. Todas as ordens mais elevadas de seres celestes são capazes de utilizar esse serviço para a comunicação com os seus companheiros espalhados por todo o universo. A teledifusão do universo estende-se a todos os mundos habitados, independentemente do seu status espiritual.

A intercomunicação planetária é negada apenas àqueles mundos sob quarentena espiritual.
As teledifusões das constelações são periodicamente enviadas, da sede central da constelação, pelo dirigente dos Pais da Constelação.

A cronologia é reconhecida, computada e retificada por um grupo especial de seres, em Sálvington. O dia-padrão de Nébadon é igual a dezoito dias e seis horas do tempo de Urântia, mais dois minutos e meio. O ano de Nébadon consiste em um segmento do tempo da rotação do universo em relação ao circuito de Uversa, e é igual a cem dias do tempo padrão do universo, cerca de cinco anos do tempo de Urântia.

A hora de Nébadon, teledifundida de Sálvington, é o padrão para todas as constelações e sistemas neste universo local. Cada constelação conduz os seus assuntos segundo a hora de Nébadon, mas os sistemas mantêm a sua própria cronologia, como o fazem individualmente os planetas.
O dia em Satânia, como é reconhecido em Jerusém, é um pouco menor (1 hora, 4 minutos e 15 segundos) do que três dias do tempo de Urântia. Esses tempos geralmente são conhecidos como o tempo de Sálvington ou o tempo do universo, e o tempo de Satânia ou o tempo do sistema. O tempo-padrão é o tempo do universo.

7. OS TRIBUNAIS DE NÉBADON

O Filho Mestre, Michael, não está supremamente ocupado senão com três coisas: a criação, a sustentação e a ministração. Ele não participa pessoalmente do trabalho judicial do universo. Os Criadores nunca se assentam para o julgamento das suas criaturas; isso é função exclusiva de criaturas com um alto aperfeiçoamento e, de fato, com experiência em criaturas.

Todo o mecanismo judicial de Nébadon está sob a supervisão de Gabriel. Os altos tribunais, localizados em Sálvington, estão ocupados com os problemas de importância geral para o universo e os casos de apelação que vêm dos tribunais dos sistemas. Há setenta ramificações dessas cortes no universo; e elas funcionam em sete divisões de dez seções cada. Uma magistratura dual, consistindo em um juiz com antecedência de perfeição e um magistrado de experiência ascendente, preside a todas as questões de julgamento.

Com respeito à jurisdição, os tribunais do universo local são limitados da seguinte forma:

1. A administração do universo local ocupa-se com a criação, evolução, manutenção e ministração. Aos tribunais do universo é, por isso, negado o direito de julgar os casos envolvendo a questão da vida e da morte eternas. Isso nada tem a ver com a morte natural, do modo como prevalece em Urântia; se a questão do direito de existência continuada, da vida eterna, todavia, vier a julgamento, deve ser remetida aos tribunais de Orvônton e, caso a decisão seja adversa ao indivíduo, são executadas todas as sentenças de extinção sob as ordens dos dirigentes do supergoverno e por intermédio das suas agências.

2. Uma falta ou deserção de qualquer dos Filhos de Deus do Universo Local, que ponha em risco o status e a autoridade deles como Filhos, nunca é julgada nos tribunais de um Filho; tal mal-entendido seria imediatamente levado aos tribunais do superuniverso.

3. A questão da readmissão de qualquer parte constituinte de um universo local – como, por exemplo, um sistema local – na irmandade da criação local, com o status espiritual pleno, depois do isolamento espiritual, deve ser efetuada em conformidade com a alta assembléia do superuniverso.

Para todas as outras questões, os tribunais de Sálvington são definitivos e supremos. Não há apelação, nem escapatória, das suas decisões e decretos.
Embora possa parecer que algumas contendas humanas, às vezes, sejam julgadas de modo injusto em Urântia, de fato, a justiça e a equidade divinas prevalecem no universo. Vós estais vivendo em um universo bem ordenado e, mais cedo ou mais tarde, podeis confiar que sereis tratados com justiça devida e até mesmo com misericórdia.

8. AS FUNÇÕES DO LEGISLATIVO E DO EXECUTIVO


Em Sálvington, sede central de Nébadon, não há verdadeiramente corpos legislativos. Os mundos-sede do universo ocupam-se mais amplamente com julgamentos. As assembléias legislativas do universo local estão localizadas nas sedes centrais das cem constelações. Os sistemas ocupam-se, principalmente, do trabalho executivo e administrativo, nas criações locais. Os Soberanos dos Sistemas e seus colaboradores fazem cumprir os mandatos legislativos dos governantes da constelação e executam os decretos judiciais das altas cortes do universo.

Ainda que a verdadeira legislação não seja interpretada na sede central do universo, em Sálvington, funciona uma variedade de assembléias de pesquisa e de consulta, constituídas de diversos modos e conduzidas segundo o seu âmbito e o seu propósito. Algumas são permanentes; outras se dispersam depois de realizarem o seu objetivo.

O conselho supremo do universo local é composto de três membros de cada sistema e de sete representantes de cada constelação. Os Sistemas em isolamento não têm representação nessa assembléia, mas é-lhes permitido enviar observadores que presenciam todas as suas deliberações e as estudam.
Os cem conselhos de sanção suprema situam-se também em Sálvington. Os presidentes desses conselhos constituem o gabinete de trabalho imediato de Gabriel.

Todas as constatações feitas pelos altos conselhos de assessoria do universo são comunicadas aos corpos judiciais de Sálvington ou às assembléias legislativas das constelações. Esses altos conselhos não têm autoridade nem poder para colocar em vigor as próprias recomendações. Se o seu conselho for baseado nas leis fundamentais do universo, os tribunais de Nébadon emitem as ordens de execução; todavia, se as suas recomendações tiverem a ver com as condições locais ou emergenciais, devem passar pelas assembléias legislativas das constelações, para serem promulgadas deliberativamente, e então, pelas autoridades do sistema, a fim de cumprirem a sua execução. Esses altos conselhos são, na realidade, as superlegislaturas do universo, mas funcionam sem a autoridade de promulgação e sem o poder de execução.

Quando nós falamos da administração do universo em termos de “tribunais” e de “assembléias”, deve ficar entendido que essas transações espirituais são muito diferentes das atividades em Urântia, mais primitivas e materiais, que levam os nomes correspondentes.

[Apresentado pelo Comandante dos Arcanjos de Nébadon.]






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Serie: (26) A vida e os ensinamentos de Jesus - Quatro dias memoraveis em cafarnaum

Serie: (26) A vida e os ensinamentos de Jesus - Quatro dias memoraveis em cafarnaum

Esta série foi extraída do Livro de Urântia. Os 77 capítulos, mais de 700 páginas, que ocupam um terço do livro, dão dia a dia, toda a vida de Jesus Cristo desde sua infância. Dão 16 vezes mais informações sobre a vida e os ensinamentos de Jesus do que a Bíblia. É o relato mais espiritual sobre Jesus até hoje escrito.



QUATRO DIAS MEMORÁVEIS EM CAFARNAUM


Jesus e os apóstolos chegaram em Cafarnaum na noite de terça-feira, 13 de janeiro. Como de costume, fizeram da casa de Zebedeu, em Betsaida, a sua sede. Agora que a morte de João Batista havia acontecido, Jesus se preparava para lançar-se à primeira campanha de pregação aberta e pública, na Galiléia. A novidade de que Jesus havia voltado espalhou-se rapidamente por toda a cidade e, no dia seguinte bem cedo, Maria, a mãe de Jesus, apressou-se a partir para Nazaré, no intuito de visitar o seu filho José.

Jesus passou a quarta-feira, a quinta-feira e a sexta-feira, na casa de Zebedeu, instruindo os seus apóstolos, na preparação para a primeira grande viagem pública que fariam. Também recebeu e ensinou a muitos buscadores sinceros da verdade, tanto em grupos, quanto isoladamente. Por intermédio de André, ele comprometeu-se a falar na sinagoga no próximo dia de sábado.

Bem tarde, na noite de sexta-feira, Rute, a irmã mais nova de Jesus, fez-lhe, secretamente, uma visita. Eles passaram quase uma hora juntos, em um barco ancorado a uma pequena distância da praia. Nenhum ser humano, exceto João Zebedeu, jamais soube dessa visita, e a ele foi recomendado que não falasse a ninguém sobre ela. Rute era o único membro da família de Jesus que acreditava, de um modo consistente e resoluto, na divindade da missão terrena dele, desde a época inicial da consciência espiritual de Jesus e ao longo de toda a sua memorável ministração, até a sua morte, ressurreição e ascensão; e ela, finalmente, passou à vida futura não tendo nunca duvidado do caráter sobrenatural da missão do seu pai-irmão na carne. A pequena Rute foi o maior conforto de Jesus, no que dizia respeito à sua família terrena, durante as provas cruéis do seu julgamento, da sua rejeição e da sua crucificação.

1. O LANÇO COM A REDE REPLETA DE PEIXES

Na sexta-feira, pela manhã, dessa mesma semana, quando Jesus estava ensinando à beira da praia, o povo em volta dele empurrou-o até tão perto da água que ele fez um sinal para alguns pescadores, trabalhando num barco próximo para que viessem resgatá-lo. Ele entrou no barco e continuou a ensinar à multidão reunida, por mais de duas horas. Esse barco chamava-se “Simão”; era o antigo barco de pesca de Simão Pedro e havia sido construído pelas próprias mãos de Jesus. Nessa manhã, em particular, o barco estava sendo usado por Davi Zebedeu e dois companheiros seus, que haviam acabado de vir de uma praia próxima, depois de uma noite infrutífera de pescaria no lago. Eles estavam limpando e reparando as suas redes, quando Jesus pediu-lhes que viessem ajudá-lo.

Depois de Jesus ter acabado de ensinar ao povo, ele disse a Davi: “Tu te atrasastes para vir ajudar-me, agora deixe que eu trabalhe contigo. Vamos pescar; vá para o fundo e jogue as tuas redes para um arrastão”. Mas Simão, um dos ajudantes de Davi, respondeu: “Mestre, é inútil. Nós lutamos toda a noite e não pegamos nada; contudo, a seu pedido iremos até lá e lançaremos as redes”. E Simão consentiu em seguir a indicação de Jesus, por causa de um gesto feito pelo seu patrão, Davi. Quando chegaram no local indicado por Jesus, eles jogaram as redes e pegaram uma quantidade tão grande de peixes, que temeram pelo rompimento das redes e tiveram de sinalizar aos seus companheiros, nas margens, para que viessem ajudá-los. Quando haviam enchido todos os três barcos de peixes, até quase afundarem, Simão caiu aos joelhos de Jesus dizendo: “Saia de perto de mim, Mestre, pois eu sou um pecador”. Simão e todos aqueles que estavam envolvidos nesse episódio ficaram assombrados com a quantidade de peixes na rede. Desde aquele dia, Davi Zebedeu, o seu ajudante Simão e os seus companheiros abandonaram as suas redes e seguiram Jesus.

Este, entretanto, não foi um lanço milagroso da rede, em nenhum sentido. Jesus era um estudante cuidadoso da natureza; era um pescador experiente e conhecia os hábitos dos peixes no mar da Galiléia. Nessa ocasião, ele apenas levou esses homens até o local onde os peixes geralmente deveriam ser encontrados naquela hora do dia. Mas os seguidores de Jesus sempre consideraram esse fato como um milagre.

2. À TARDE NA SINAGOGA

No sábado sequinte, durante o serviço da tarde na sinagoga, Jesus pregou o seu sermão sobre “A Vontade do Pai do Céu”. Pela manhã, Simão Pedro havia pregado sobre “O Reino”. No encontro de quinta-feira, à noite, na sinagoga, André havia proferido um ensinamento cujo tema foi “O Novo Caminho”. Nesse momento em particular, havia mais pessoas acreditando em Jesus na cidade de Cafarnaum do que em qualquer outra cidade na Terra.

Jesus ensinou na sinagoga, nessa tarde de sábado; e, conforme o costume, o primeiro texto ele o tomou da lei, lendo do Livro do Êxodo: “E servirás ao Senhor, teu Deus, e Ele abençoará o teu pão e a tua água, e toda a doença será afastada de ti”. Jesus escolhera o segundo texto dos profetas, lendo de Isaías: “Levanta-te e resplandece, pois a tua luz já veio, e a glória do Senhor levantou-se sobre ti. As trevas podem cobrir a Terra e uma profunda obscuridade pode recobrir o povo, mas o espírito do Senhor levantar-se-á sobre ti, e a glória divina será vista contigo. Até mesmo os gentios virão para essa luz, e muitas grandes mentes render-se-ão ao esplendor dessa luz”.

Esse sermão foi um esforço da parte de Jesus, para deixar claro o fato de que a religião é uma experiência pessoal. Entre outras coisas, o Mestre disse:

“Bem sabeis que um pai de coração terno, amando a sua família como um todo, considera-a como um grupo, por causa do forte afeto que dedica a cada membro individual dessa família. Não mais deveis pensar no Pai do céu como filhos de Israel, e sim como filhos de Deus. Enquanto grupo, sois de fato filhos de Israel, contudo, como indivíduos cada um de vós é um filho de Deus. Eu vim, não para revelar o Pai aos filhos de Israel, mas, sim, para trazer esse conhecimento de Deus e a revelação do Seu amor e misericórdia ao indivíduo que crê, como uma experiência pessoal genuína. Os profetas todos têm ensinado que Yavé importa-se com o seu povo, que Deus ama Israel. Contudo, eu vim até vós para proclamar uma verdade maior, uma verdade que muitos dos profetas recentes também compreenderam, a verdade de que Deus vos ama – a cada um de vós – como indivíduos. Em todas essas gerações, vós tendes conhecido uma religião racial ou nacional, agora eu vim para dar-vos uma religião pessoal.

Contudo, mesmo essa não é uma idéia nova. Muitos, dentre vós, que tendes a mente espiritualizada, têm sabido dessa verdade, porquanto alguns dos profetas vos instruíram desse modo. Acaso não lestes as escrituras onde o profeta Jeremias diz: ‘Naqueles dias não se dirá mais que os pais comeram uvas ainda verdes e os filhos ficaram com os dentes estragados. Cada homem morrerá pela sua própria iniqüidade; todo homem que comer uvas ainda verdes ficará com os dentes estragados. Vede, dias virão em que farei uma nova aliança com o Meu povo, não de acordo com a aliança que Eu fiz com os pais deles, quando os tirei das terras do Egito, mas de acordo com o novo caminho. Eu irei até mesmo escrever a Minha lei nos seus corações. Eu serei o seu Deus, e eles serão o Meu povo. Naquele dia, cada homem ao seu vizinho, não dirá: Tu conheces o Senhor? Não! Pois todos eles Me conhecerão pessoalmente, desde o menor até o maior de todos’.

“Vós não lestes estas promessas? Não acreditais nas escrituras? Não compreendeis que as palavras dos profetas estão realizadas naquilo que podeis ver já neste dia de hoje? E Jeremias não vos exortou a fazer da religião um assunto do coração, para que vos relacionásseis com Deus como indivíduos? E acaso o profeta não vos falou que o Deus do céu buscaria os vossos corações individualmente? E não fostes avisados de que o coração humano natural é enganoso acima de todas as coisas, e que, muitas vezes, é desesperadamente malvado?

“Não lestes, também em Ezequiel, onde ensinou, até mesmo aos vossos pais, que a religião deve tornar-se uma realidade nas vossas experiências individuais? Não mais usareis o provérbio que diz: ‘Os pais comeram uvas ainda verdes e os seus filhos ficaram com os dentes estragados’. ‘Enquanto eu viver’, diz o Senhor Deus, ‘observai que todas as almas sejam Minhas; como a alma do pai, e também a alma do filho. Apenas a alma que peca morrerá’. E então Ezequiel previu mesmo esse dia em que, em nome de Deus, falou: ‘Um novo coração também eu darei a ti, e um novo espírito eu colocarei dentro de ti’.

“Não mais deveis temer que Deus puna uma nação, pelo pecado de um indivíduo; nem o Pai do céu punirá um dos seus filhos crentes, pelos pecados de uma nação, ainda que o membro individual de qualquer família, freqüentemente, tenha de sofrer as conseqüências materiais dos erros da família e das transgressões do grupo. Não compreendeis que a esperança de uma nação melhor – ou de um mundo melhor – está ligada ao progresso e ao esclarecimento do indivíduo?”

Então o Mestre descreveu que a vontade do Pai do céu, depois que o homem discerne tal liberdade espiritual, é de que os Seus filhos, na Terra, deveriam começar aquela eterna ascensão da carreira ao Paraíso, que consiste na resposta consciente da criatura ao estímulo divino do espírito residente, de encontrar o Criador, de conhecer Deus e buscar ser como Ele.

Os apóstolos foram grandemente ajudados por esse sermão. Todos eles compreenderam mais completamente que o evangelho do Reino é uma mensagem dirigida ao indivíduo, não à nação.
O povo de Cafarnaum, mesmo estando familiarizado com os ensinamentos de Jesus, ficou surpreendido com esse sermão, nesse dia de sábado. E Jesus ensinou de fato, como alguém que tem autoridade e não como os escribas.

Quando Jesus acabou de falar, um homem ainda jovem da congregação, que tinha estado muito agitado por causa daquelas palavras, foi tomado por um ataque epilético violento e gritava alto. Ao fim da crise, ao recuperar a consciência, ainda em um estado meio de sonho, ele disse: “O que temos nós a ver contigo, Jesus de Nazaré? Tu és o santo de Deus; acaso vieste para destruir-nos?” Jesus pediu silêncio à assistência e, tomando o jovem pela mão, disse: “Sai deste estado” – e ele acordou imediatamente.

Esse jovem não estava possuído por nenhum espírito impuro, nem demônio; ele era vítima da epilepsia comum. Mas haviam ensinado a ele que a sua aflição era atribuída à posse de um espírito malévolo. Ele acreditou nisso e procedia de acordo, em tudo o que pensava ou dizia que se referisse à sua doença. O povo acreditava que tais fenômenos eram causados diretamente pela presença de espíritos impuros. E, assim, concluía que Jesus havia expulsado um demônio para fora desse homem. No entanto, Jesus, naquele momento, não curou a epilepsia dele. Só mais tarde, naquele dia, depois do entardecer, é que esse homem ficou realmente curado. Muito tempo depois do Dia de Pentecostes, o apóstolo João, que foi o último a escrever sobre os atos de Jesus, evitou qualquer referência a esses atos assim chamados de “expulsão de demônios”, e ele fez isso tendo em vista o fato de que tais casos de possessão demoníaca nunca ocorreram depois de Pentecostes.

O resultado é que esse incidente corriqueiro espalhou-se rapidamente, por toda Cafarnaum, como se Jesus tivesse expulsado um demônio de um homem e o tivesse curado, miraculosamente, na sinagoga, na conclusão do seu sermão vespertino. O sábado era exatamente o dia para um rumor tão surpreendente espalhar-se, rápida e efetivamente. E a história foi também levada até todos os povoados menores, nos arredores de Cafarnaum, e muita gente acreditou nela.

Os trabalhos de cozinha e de arrumação, na grande casa de Zebedeu, onde Jesus e os doze estavam hospedados, eram feitos, na sua maior parte, pela esposa e pela mãe de Simão Pedro. A casa de Pedro era próxima da de Zebedeu; e Jesus e os seus amigos pararam lá, quando vinham da sinagoga, porque a sogra de Pedro tinha estado doente por vários dias, com calafrios e febre. E aconteceu que, durante o tempo em que Jesus ficou ao lado dessa mulher adoentada, segurando a sua mão, acariciando a sua fronte e dizendo-lhe palavras de conforto e de encorajamento, a febre foi embora. Jesus ainda não havia tido tempo para explicar, aos seus apóstolos, que nenhum milagre fora realizado na sinagoga; e, com esse incidente tão recente e vívido nas suas mentes, e com a lembrança da água e do vinho em Caná, eles tomaram essa coincidência como um outro milagre, e alguns deles correram para espalhar as novas por toda a cidade.

Amata, a sogra de Pedro, estivera sofrendo com a febre da malária. Ela não havia sido miraculosamente curada por Jesus naquele momento. E, só várias horas mais tarde, depois do pôr-do-sol, é que a sua cura foi efetivada quando do acontecimento extraordinário que ocorreu no jardim da frente da casa de Zebedeu.
E esses casos são típicos da maneira pela qual uma geração em busca de milagres, e um povo com a mente voltada para os milagres, infalivelmente, agarram-se a tais coincidências como um pretexto para proclamar que mais um milagre havia sido realizado por Jesus.

3. A CURA AO ENTARDECER

No momento em que Jesus e os seus apóstolos estavam prontos para tomar a sua refeição da noite, perto do final desse dia de sábado cheio de acontecimentos, toda Cafarnaum e os seus arredores estavam inquietos por causa desses supostos milagres de cura; e, todos que estavam doentes, ou afligidos, começaram os seus preparativos para irem a Jesus ou para serem carregados até ele, pelos seus amigos, tão logo o sol se pôs. De acordo com o ensinamento judeu, não era permitido sequer ir em busca da saúde durante as horas sagradas do sábado.

E, portanto, tão logo o sol escondeu-se no horizonte, dezenas de crianças, de mulheres e de homens afligidos, começaram a tomar o caminho da casa de Zebedeu, em Betsaida. Um homem partiu com a sua filha paralisada, tão logo o sol se escondeu por trás das casas da vizinhança.
Os acontecimentos de todo o dia haviam preparado o quadro para essa cena extraordinária ao entardecer. Até mesmo o texto que Jesus havia usado para o seu sermão dessa tarde deixava a entender que a doença devia ser banida; e ele havia falado com uma força e com uma autoridade totalmente sem precedentes! A sua mensagem era irresistível! Sem fazer nenhum apelo ao poder humano, ele falou diretamente às consciências e às almas dos homens. Embora Jesus não tenha recorrido à lógica, nem às minúcias legais, nem a explicações engenhosas, ele fez um apelo poderoso, direto, claro e pessoal aos corações dos seus ouvintes.

Aquele sábado foi um grande dia na vida terrena de Jesus, sim, e na vida de um universo. Para todos os fins e propósitos, no universo local, a pequena cidade judia de Cafarnaum foi a capital de Nébadon. O punhado de judeus, na sinagoga de Cafarnaum, não foi o único grupo a ouvir aquela declaração memorável de fechamento do sermão de Jesus: “O ódio é a sombra do medo; a vingança é a máscara da covardia”. E também os seus ouvintes não poderiam esquecer as suas palavras abençoadas, declarando: “O homem é filho de Deus, não um filho do diabo”.

Logo após o pôr-do-sol, enquanto Jesus e os apóstolos ainda estavam na mesa de jantar, a esposa de Pedro ouviu vozes no jardim da frente e, chegando até a porta, viu um grande número de doentes reunindo-se, e viu que a estrada de Cafarnaum estava lotada por aqueles que vinham em busca da cura das mãos de Jesus. Ao deparar com essa visão, ela foi imediatamente informar o seu marido, e este contou a Jesus.

Quando o Mestre saiu da porta de entrada da casa de Zebedeu, os seus olhos depararam-se com um grande número de seres humanos enfermos e afligidos. E o seu olhar pasmo pôde ver quase mil seres humanos doentes e sofredores; esse era por baixo o número de pessoas reunidas diante dele. Nem todos os presentes eram afligidos; alguns haviam vindo para ajudar os seus seres amados, nesse esforço de assegurar a cura.
Ver todos aqueles mortais afligidos, homens, mulheres e crianças, sofrendo, em grande parte, em consequência dos erros e transgressões dos seus Filhos, aos quais confiara a administração do universo; tocou especialmente o coração humano de Jesus e desafiou a sua misericórdia divina de Filho Criador benevolente. Jesus, no entanto, bem sabia que ele nunca poderia criar um movimento espiritual duradouro apoiando-se na fundação de prodígios puramente materiais. A sua política consistente havia sido a de abster-se de exibir as suas prerrogativas de criador. Desde Caná, nada de sobrenatural ou de miraculoso acompanhara os seus ensinamentos; mas essa multidão aflita tocou o seu coração compassivo e apelou poderosamente para o seu afeto cheio de compreensão.

Uma voz no jardim da frente disse: “Mestre, exclama a palavra, restaura a nossa saúde, cura as nossas doenças e salva as nossas almas”. Mal essas palavras haviam sido ditas e uma vasta comitiva de serafins, de controladores físicos, de Portadores da Vida e de intermediários, que sempre acompanhou este Criador, encarnado, de um universo, se fez pronta para atuar com o poder criativo, apenas o seu Soberano desse o sinal. Esse foi um dos momentos, na carreira terrena de Jesus, em que a sabedoria divina e a compaixão humana estiveram tão entrelaçadas, no pensamento do Filho do Homem, que ele buscou refúgio apelando para a vontade do seu Pai.

Quando Pedro implorou ao Mestre que desse ouvidos aos pedidos de ajuda, Jesus, vendo de cima a multidão afligida, respondeu: “Eu vim ao mundo para revelar o Pai e estabelecer o Seu Reino. Com esse propósito eu vivi a minha vida até este momento. Portanto, se for da vontade Dele, que me enviou, e se não for incompatível com a minha dedicação à proclamação da boa-nova do Reino do céu, eu desejaria ver os meus filhos curados... e ”, – mas as outras palavras de Jesus perderam-se no tumulto.

Jesus havia passado a responsabilidade da decisão dessa cura para o comando do seu Pai. Evidentemente que a vontade do Pai não colocou nenhuma objeção, pois, mal haviam sido pronunciadas as palavras do Mestre, o conjunto das personalidades celestes, que servia sob o comando do Ajustador Personalizado de Jesus, estava já poderosamente mobilizado. A vasta comitiva desceu, em meio à multidão variada de mortais aflitos e, em poucos instantes, 683 homens, mulheres e crianças foram curados, ficaram perfeitamente sadios de todas as suas doenças físicas e de outras desordens materiais. Essa cena nunca foi testemunhada na Terra, antes desse dia; e, depois, tampouco. E para aqueles de nós, que estavam presentes, contemplando essa onda criativa de cura, foi de fato um espetáculo emocionante.

No entanto, entre todos os seres que ficaram surpreendidos com essa súbita e inesperada explosão de cura sobrenatural, Jesus era o mais surpreso. Num momento em que os seus interesses humanos e as suas simpatias estavam focalizadas na cena de sofrimento e de aflição instalada ali, diante dele, ele esquecera-se de manter a sua mente humana atenta aos avisos de prevenção dados pelo seu Ajustador Personalizado, a respeito da impossibilidade de limitar as suas prerrogativas criativas de Filho Criador, no que concernia ao elemento tempo, sob certas condições e em certas circunstâncias. Jesus desejou ver todos esses mortais sofredores curados, se a vontade do Pai não fosse violada com isso. O Ajustador Personalizado de Jesus, instantaneamente, comandou esse ato de energia criativa naquele momento, pois não iria transgredir a vontade do Pai do Paraíso e, com essa decisão – em vista da expressão precedente, de desejo de cura, de Jesus –, o ato criativo aconteceu. Aquilo que um Filho Criador deseja, e que é a vontade do seu Pai, É. Em toda a vida subseqüente de Jesus na Terra, nenhum outro ato de cura física em massa aconteceu.

Como era de se esperar, a fama dessa cura ao entardecer, em Betsaida, Cafarnaum, espalhou-se em toda a Galiléia, Judéia e em todas as regiões mais distantes. Uma vez mais os temores de Herodes foram despertados; assim ele enviou observadores para trazer relatos sobre o trabalho e os ensinamentos de Jesus, e para que ficasse apurado se ele era o antigo carpinteiro de Nazaré ou se era João Batista ressuscitado de entre os mortos.

Sobretudo mediante essa demonstração, não intencional, de cura física, daí por diante, durante todo o restante da sua carreira terrena, Jesus tornou-se tanto um médico quanto um pregador. Bem verdade é que ele continuou o seu ensinamento, mas, sobretudo, o seu trabalho pessoal consistiu principalmente mais em ministrar aos doentes e aos desamparados, enquanto os seus apóstolos faziam o trabalho de pregação pública e de batizar os crentes.
Contudo, nessa demonstração ao entardecer, a maioria daqueles que receberam a cura física sobrenatural ou criativa por meio da energia divina, não obteve um benefício espiritual de modo permanente dessa manifestação extraordinária de misericórdia. Um pequeno número, de fato, se viu edificado por essa ministração física, mas o Reino espiritual em nada ficou mais avançado nos corações dos homens, diante dessa efusão espantosa de cura criativa fora do tempo.

As curas miraculosas que, de quando em quando, acompanhavam a missão de Jesus na Terra, não eram parte do seu plano de proclamação do Reino. Elas foram inerentes, incidentalmente, à presença na Terra, de um ser divino de prerrogativas quase ilimitadas de criador, junto com uma combinação sem precedentes de misericórdia divina e de compaixão humana. Mas esses chamados milagres trouxeram a Jesus muitos problemas, pois produziram uma publicidade geradora de preconceitos e propiciaram bastante notoriedade não almejada.

4. A NOITE SEGUINTE

Durante a noite seguinte a esse grande desencadeamento de cura, a multidão rejubilante e feliz invadiu a casa de Zebedeu, e os apóstolos de Jesus foram levados ao clímax mais alto de entusiasmo emocional. De um ponto de vista humano, esse foi provavelmente o dia mais grandioso de todos os grandes dias da ligação deles com Jesus. Em nenhum momento, anterior ou posterior, as esperanças deles subiram a alturas tais de expectativa confiante. Jesus havia dito a eles, poucos dias antes, quando eles estavam ainda dentro das fronteiras da Samaria, que era chegada a hora em que o Reino seria proclamado em poder, e agora os olhos deles viam o que eles supunham ser o cumprimento daquela promessa. Eles estavam emocionados com a visão do que devia vir, se essa assombrosa manifestação de poder de cura fosse apenas o começo. As suas dúvidas pendentes sobre a divindade de Jesus foram banidas. Eles estavam literalmente intoxicados pelo êxtase de um encantamento estupefaciente.

Entretanto, quando todos procuraram por Jesus, não o conseguiram encontrar. O Mestre estava muito perturbado pelo que havia acontecido. Os homens, mulheres e crianças que haviam sido curados de diversas doenças ficaram lá, até tarde da noite, esperando pelo retorno de Jesus, para que lhe pudessem agradecer. Os apóstolos não conseguiam entender a conduta do Mestre, pois as horas passavam e ele permanecia em reclusão; o contentamento deles poderia ter sido pleno e perfeito, não fosse a ausência continuada do Mestre. Quando Jesus retornou para junto deles, já era tarde da noite, e praticamente todos os beneficiários do episódio da cura haviam ido para as próprias casas. Jesus não aceitou as congratulações e a adoração dos doze e dos outros que haviam ficado para cumprimentá-lo, dizendo apenas: “Rejubilai, não porque o meu Pai seja poderoso para curar o corpo, e sim porque Ele é poderoso para salvar a alma. Vamos descansar, pois amanhã deveremos cuidar dos assuntos do Pai”.

E, de novo, esses doze homens, se desapontaram; perplexos e de corações entristecidos foram para o seu descanso; poucos deles, afora os gêmeos, dormiram bem, naquela noite. Mal o Mestre fazia alguma coisa para encorajar as almas e alegrar os corações dos seus apóstolos, e já parecia imediatamente despedaçar as esperanças e até demolir as fundações da coragem e entusiasmo deles. Quando esses pescadores, perplexos, se olharam nos olhos uns dos outros, só tinham um pensamento: “Nós não podemos compreendê-lo. O que pode significar tudo isso?”

5. NO DOMINGO BEM CEDO


Jesus também não dormiu muito, naquela noite de sábado. Ele havia compreendido que o mundo estava cheio de infortúnios físicos e sobrecarregado de dificuldades materiais; e previu o grande perigo que seria forçar-se a devotar tanto do seu tempo a cuidar de doentes e aflitos, e que a ministração das coisas físicas podia acabar interferindo na sua missão de estabelecer o Reino espiritual nos corações dos homens, ou que essa missão acabasse ficando subordinada à ministração das coisas físicas. Por causa desse pensamento e de outros semelhantes, que ocuparam a mente mortal de Jesus, durante a noite, ele levantou-se naquele domingo de manhã, muito antes do dia nascer, e, sozinho, caminhou até um dos seus locais favoritos para a comunhão com o Pai. O tema da oração de Jesus, nessa manhã bem cedo, foi o da sabedoria e do julgamento, para que ele pudesse evitar que a sua compaixão humana junto com a sua misericórdia divina tivessem um apelo para ele, diante da presença do sofrimento mortal, tal que todo o seu tempo acabasse sendo ocupado com a ministração física, em detrimento da ministração espiritual. Embora ele não desejasse evitar, de todo, a ministração aos doentes, ele sabia que devia também dedicar-se a fazer o trabalho mais importante de ensinamento espiritual e de aperfeiçoamento religioso.
Jesus sempre ia às colinas para orar, porque por ali não havia quartos onde pudesse ficar isolado na sua devoção pessoal.

Pedro não conseguiu dormir naquela noite; e, assim, muito cedo, pouco depois de Jesus ter saído para uma prece, ele acordou Tiago e João, e os três foram ao encontro do Mestre. Depois de mais de uma hora de busca, encontraram Jesus e imploraram a ele que lhes dissesse qual o motivo da sua estranha conduta. Eles desejavam saber por que ele parecera perturbado com a poderosa efusão do espírito de cura, já que todo o povo estava transbordando de júbilo e já que os seus apóstolos estavam tão contentes.
Durante mais de quatro horas Jesus empenhou-se em explicar a esses três apóstolos o que havia acontecido. Ele mostrou-lhes o que se passara e explicou sobre os perigos de tais manifestações. Jesus confidenciou-lhes sobre o motivo de ter vindo orar. Ele buscava deixar claras, para os seus seguidores pessoais, as razões verdadeiras pelas quais o Reino do Pai não podia ser construído sobre a realização de prodígios e de curas físicas. Mas eles não podiam entender o seu ensinamento.

Nesse meio tempo, cedo na manhã de domingo, outras multidões de almas aflitas e muitos curiosos, começaram a ajuntar-se perto da casa de Zebedeu. Clamavam para ver Jesus. André e os apóstolos estavam tão perplexos que, enquanto Simão zelote falava para a multidão, André, junto com vários dos seus condiscípulos, foi procurar Jesus. Quando André localizou Jesus, em companhia dos três, ele disse: “Mestre, por que nos deixa sozinhos com a multidão? Vê, todos os homens te procuram; nunca antes tantos estiveram buscando os teus ensinamentos. E, mesmo agora, a casa está cercada daqueles que vieram de perto e de longe por causa das tuas obras poderosas. Tu não irás conosco para ministrar a eles?”

Quando Jesus ouviu isso, respondeu: “André, eu não ensinei a ti e a esses outros que a minha missão na Terra é a revelação do Pai, e que a minha mensagem é a proclamação do Reino do céu? Como é, pois, que queres desviar-me da minha obra, para a gratificação dos curiosos e para a satisfação daqueles que andam atrás de sinais e prodígios? Não estivemos junto a esse povo todos esses meses? E eles não se atropelaram nas multidões, para ouvir sobre as boas-novas do Reino? Por que vêm eles agora assediar-nos? Não seria por causa da cura dos seus corpos físicos, mais do que para receberem a verdade espiritual da salvação das suas almas? Quando os homens sentem-se atraídos para nós por causa de manifestações extraordinárias, muitos deles vêm em busca, não da verdade e da salvação, mas da cura dos seus males físicos, e para assegurar a libertação das suas dificuldades materiais.

“Durante todo esse tempo eu estive em Cafarnaum, e tanto na sinagoga quanto junto ao mar eu proclamei as boas-novas do Reino a todos que tiveram ouvidos para ouvir e corações para receber a verdade. Não é da vontade do meu Pai que eu volte convosco, para satisfazer a esses curiosos e para ocupar-me com a ministração das coisas físicas, abandonando as coisas espirituais. Eu vos ordenei que pregassem o evangelho e que ministrassem aos doentes, mas eu não posso me deixar absorver pelas curas, e deixar de lado os meus ensinamentos. Não, André, eu não voltarei contigo. Vai e diz ao povo para acreditar em tudo aquilo que nós lhe ensinamos, e para rejubilar-se com a liberdade de filhos de Deus, e te prepare para a nossa partida rumo as outras cidades da Galiléia, onde o caminho já foi preparado para a pregação das boas-novas do Reino. Com esse propósito é que eu vim do Pai. Vai, então, e cuida da nossa partida imediata, enquanto eu espero pela tua volta”.

Quando Jesus acabou de falar, André e os seus companheiros apóstolos partiram tristemente de volta para a casa de Zebedeu, dispersaram a multidão reunida e, rapidamente, aprontaram-se para a viagem, como Jesus havia mandado. E, assim, na tarde de domingo, 18 de janeiro, do ano 28 d.C., Jesus e os apóstolos partiram para a sua primeira campanha de pregações realmente públicas e abertas, nas cidades da Galiléia. Nessa primeira viagem, eles pregaram o evangelho do Reino em muitas cidades, mas não visitaram Nazaré.

Naquele domingo à tarde, pouco depois de Jesus e os seus apóstolos terem partido para Rimon, os seus irmãos Tiago e Judá vieram vê-lo, batendo na casa de Zebedeu. Por volta do meio-dia, Judá procurou o seu irmão Tiago e insistiu para que fossem até Jesus. No momento em que Tiago consentiu em ir com Judá, Jesus já havia partido.
Os apóstolos detestaram ter de abandonar Cafarnaum, onde um interesse tão grande havia sido despertado. Pedro calculava que nada menos de mil crentes poderiam ter sido batizados para o Reino. Jesus ouviu-os pacientemente, mas não consentiu em voltar. O silêncio prevaleceu durante um certo tempo e, então, Tomé dirigiu-se aos seus companheiros apóstolos, dizendo: “Vamos! O Mestre já disse. Não importa que não possamos entender plenamente os mistérios do Reino do céu; de uma coisa estamos certos: Seguimos um instrutor que não busca nenhuma glória para si próprio”. E, ainda que de um modo relutante, seguiram todos para pregar as boas-novas nas cidades da Galiléia.

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Serie: (27) A vida e os ensinamentos de Jesus - A primeira campanha de pregação na galileia

Serie: (27) A vida e os ensinamentos de Jesus - A primeira campanha de pregação na galileia

Esta série foi extraída do Livro de Urântia. Os 77 capítulos, mais de 700 páginas, que ocupam um terço do livro, dão dia a dia, toda a vida de Jesus Cristo desde sua infância. Dão 16 vezes mais informações sobre a vida e os ensinamentos de Jesus do que a Bíblia. É o relato mais espiritual sobre Jesus até hoje escrito.



A PRIMEIRA CAMPANHA DE PREGAÇÃO NA GALILÉIA

A primeira viagem de pregação pública pela Galiléia começou no domingo, 18 de janeiro, do ano 28 d.C., e continuou durante cerca de dois meses, terminando com o retorno a Cafarnaum, no dia 17 de março. Nessa campanha, Jesus e os doze apóstolos, ajudados pelos antigos apóstolos de João, pregaram o evangelho e batizaram os crentes em Rimon, Jotapata, Ramá, Zebulom, Iron, Giscala, Corazim, Madom, Caná, Naim, e En-dor. Nessas cidades, permaneceram e ensinaram; enquanto ao passar por muitas outras aldeias menores eles proclamaram o evangelho do Reino.

Essa foi a primeira vez que Jesus permitiu aos seus seguidores pregar sem restrição. Nessa viagem ele os advertiu em apenas três ocasiões; aconselhou-os a permanecer afastados de Nazaré e a ser discretos quando passassem por Cafarnaum e por Tiberíades. Foi uma fonte de grande satisfação para os apóstolos sentirem, afinal, que tinham liberdade para pregar e ensinar sem restrição, e todos se lançaram à obra de pregar o evangelho, ministrando aos doentes e batizando os crentes com grande seriedade e muita alegria.

1. PREGANDO EM RIMON

A pequena cidade de Rimon dedicou-se, certa vez, à adoração de um deus babilônico do ar, Raman. Muitos dos primeiros ensinamentos babilônicos e do zoroastrismo eram ainda abraçados pelas crenças dos rimonitanos; por isso Jesus e os vinte e quatro devotaram grande parte do seu tempo à tarefa de deixar evidente a diferença entre essas crenças mais antigas e o novo evangelho do Reino. Ali, Pedro fez um dos grandes sermões da sua carreira inicial, sobre “Aarão e o bezerro de ouro”.

Embora muitos dos cidadãos de Rimon hajam-se tornado crentes dos ensinamentos de Jesus, eles causaram grandes problemas para os seus irmãos em anos posteriores. É difícil, no curto tempo de uma única vida, converter adoradores da natureza à plena comunhão da adoração de um ideal espiritual.

Muitas das melhores idéias sobre a luz e as trevas, o bem e o mal, o tempo e a eternidade, vindas dos babilônios e dos persas, foram incorporadas, mais tarde, às doutrinas do chamado cristianismo; e essa inclusão tornou os ensinamentos cristãos mais imediatamente aceitáveis aos povos do Oriente próximo. De um modo semelhante, a inclusão de muitas das teorias de Platão, sobre o espírito ideal ou sobre os arquétipos invisíveis de todas as coisas visíveis e materiais, mais tarde adaptadas por Filo para a teologia dos hebreus fez com que os ensinamentos cristãos de Paulo passassem a ser mais facilmente aceitos pelos gregos ocidentais.
Foi em Rimon que Todan ouviu, pela primeira vez, o evangelho do Reino e, mais tarde, levou essa mensagem à Mesopotâmia e mesmo até mais adiante. Ele estava entre os primeiros a pregar as boas-novas àqueles que residiam além do Eufrates.

2. EM JOTAPATA

Conquanto a gente comum de Jotapata haja ouvido Jesus e os seus apóstolos com alegria, e embora muitos tenham aceitado o evangelho do Reino, foi a palavra de Jesus aos vinte e quatro, na segunda noite da permanência deles nessa aldeia pequena, que deu personalidade à missão de Jotapata. Natanael estava com a mente confundida pelos ensinamentos do Mestre a respeito da prece, da ação de graças e da adoração; e, em resposta à sua pergunta, Jesus falou prolongadamente para melhor explicar o seu ensinamento. Resumido e colocado em uma linguagem moderna, esse discurso pode ser apresentado, enfatizando os seguintes pontos:

1. A atenção, que se dá à iniquidade, consciente e persistentemente, dentro do coração do homem, destrói gradualmente a conexão, tecida pela prece, da alma humana com os circuitos espirituais de comunicação entre o homem e o seu Criador. Naturalmente que Deus ouve os pedidos dos seus filhos, mas, quando o coração humano, deliberada e persistentemente, abriga conceitos iníquos, isso leva gradualmente à perda da comunhão pessoal entre o filho da Terra e o seu Pai celeste.

2. A prece que é incompatível com as leis conhecidas e estabelecidas de Deus é uma abominação para as Deidades do Paraíso. Se o homem não ouve os Deuses quando eles falam à Sua criação por meio das leis do espírito, da mente e da matéria, o próprio ato de um desdém deliberado e consciente, da parte das criaturas, faz com que os ouvidos das personalidades espirituais deixem de escutar os pedidos pessoais desses mortais desobedientes e sem lei. Jesus citou, para os seus apóstolos, a passagem do profeta Zacarias: “Mas eles recusaram-se a ouvir e sacudiram os ombros e fecharam os ouvidos para não ouvir. Sim, eles endureceram como pedra os seus corações, para não ter que ouvir a Minha lei e as palavras que Eu enviei, pelo Meu espírito, por meio dos profetas; e portanto os resultados dos seus maus pensamentos caem como uma grande ira sobre as suas cabeças culpadas. E aconteceu que eles gritaram por misericórdia, mas não havia ouvido aberto para escutá-los”. E então Jesus citou o provérbio do homem sábio que disse: “Aquele que ensurdece os seus ouvidos, para não ouvir a lei divina, até mesmo a sua prece será uma abominação”.

3. Ao abrir o lado humano, do canal de comunicação entre Deus e o homem, os mortais imediatamente disponibilizam o fluxo sempre constante da ministração divina às criaturas dos mundos. Quando o homem ouve o espírito de Deus falar dentro do coração humano, inerente a essa experiência está o fato de que Deus simultaneamente ouve a prece desse homem. O próprio perdão do pecado opera desse mesmo modo inequívoco. O Pai no céu já vos perdoou antes mesmo de terdes pensado em pedir o perdão a Ele, mas esse perdão só se torna disponível, à vossa experiência religiosa pessoal, no momento em que vós perdoardes aos vossos semelhantes. O perdão de Deus não está de fato condicionado ao perdão que dais aos vossos semelhantes, mas é condicionado precisamente assim na experiência. E tal fato, da sincronia entre o perdão divino e o humano, foi, desse modo, reconhecido e incluído na prece que Jesus ensinou aos apóstolos.

4. Há uma lei básica de justiça, no universo, da qual a misericórdia é impotente para se desviar. Não é possível, a uma criatura completamente egoísta dos reinos do tempo e do espaço, receber as glórias não-egoístas do Paraíso. Nem mesmo o amor infinito de Deus pode forçar a salvação, da sobrevivência eterna, de qualquer criatura mortal que escolhe não sobreviver. A misericórdia é concedida com uma grande amplidão, mas, afinal, há mandatos de justiça que, nem o amor, combinado com a misericórdia, pode efetivamente ab-rogar. E novamente Jesus citou as escrituras dos hebreus: “Eu chamei e vós vos recusastes a ouvir; eu estendi a minha mão, mas nenhum homem deu atenção. Vós reduzistes a nada todos os Meus conselhos e rejeitastes a Minha censura e, por causa dessa atitude rebelde, torna-se inevitável Me chamardes sem receber uma resposta. Tendo rejeitado o caminho da vida, vós podeis buscar por Mim com toda a diligência nos vossos momentos de sofrimento, mas não ireis encontrar-Me”.

5. Aqueles que querem receber misericórdia devem demonstrar ter misericórdia; não julgueis para não serdes julgados. Com o mesmo espírito que julgardes os outros, também sereis julgados. A misericórdia não abole totalmente a justiça do universo. Ao final, a verdade seguinte ficará demonstrada: “Aquele que fecha os ouvidos ao grito do pobre, também ele algum dia clamará por ajuda, e ninguém o ouvirá”. A sinceridade de qualquer prece é a certeza de que será ouvida; a sabedoria espiritual e a consistência universal de qualquer pedido determinam o tempo, a maneira e o grau da resposta. Um pai sábio não responde literalmente aos pedidos tolos dos seus filhos ignorantes e inexperientes, não obstante as crianças possam sentir um grande prazer e uma satisfação real na alma, ao fazerem pedidos absurdos.

6. Quando vos tornardes inteiramente dedicados a fazer a vontade do Pai no céu, a resposta a todos os vossos pedidos será concedida porque as vossas preces estarão de pleno acordo com a vontade do Pai, e a vontade do Pai manifesta-se sempre em todo o seu vasto universo. Aquilo que o verdadeiro filho deseja e que é da vontade do Pai infinito, É. Uma prece feita desse modo não pode permanecer sem resposta, e possivelmente nenhuma outra espécie de pedido pode ser atendida integralmente.

7. O apelo do justo é o ato de fé do filho de Deus, que abre a porta das reservas de bondade, verdade e misericórdia do Pai; e essas boas dádivas têm, há muito, estado à espera da aproximação do filho, para que ele aproprie-se pessoalmente delas. A prece não muda a atitude divina para com o homem, mas muda a atitude do homem para com o imutável Pai. É o motivo da prece o que dá a ela o direito de acesso ao ouvido divino, não é a posição social, econômica ou religiosa, exterior, daquele que faz a prece.

8. A prece não deve ser empregada para evitar as demoras no tempo, nem para transcender as limitações do espaço. A prece não é algo como uma técnica destinada ao engrandecimento do eu, nem deve ser feita para conseguir vantagens injustas sobre o semelhante. Uma alma totalmente egoísta é incapaz de fazer uma prece, no sentido verdadeiro da palavra. Disse Jesus: “Que o vosso deleite supremo exista, segundo o caráter de Deus, e Ele certamente vos concederá os desejos sinceros do vosso coração”. “Comprometais o vosso caminho com o Senhor; confiai Nele, e Ele agirá”. “Pois o Senhor ouve o apelo do necessitado, e Ele considerará a prece dos desamparados”.

9. “Eu vim do Pai; e, portanto, se vós alguma vez estiverdes sem saber o que pedir ao Pai, pedi em meu nome e eu apresentarei o vosso pedido, de acordo com as vossas reais necessidades e desejos e de acordo com a vontade do meu Pai”. Protegei-vos contra o grande perigo de tornar-vos autocentrados nas vossas preces. Evitai orar demasiadamente para vós próprios; orai mais para o progresso espiritual dos vossos semelhantes. Evitai a prece materialista; orai em espírito e para a abundância das dádivas do espírito.

10. Quando orardes pelos doentes e afligidos, não espereis que os vossos pedidos ocupem o lugar das ministrações amorosas e inteligentes a serem dadas por vós às necessidades desses afligidos. Orai pelo bem-estar das vossas famílias, dos amigos e dos semelhantes, mas orai especialmente por aqueles que vos amaldiçoam, e fazei, com amor, pedidos por aqueles que vos perseguem. “Sobre quando orar, entretanto, disso eu nada digo. O espírito que reside em vós, só ele pode levar-vos a formular as preces que expressam as vossas relações internas com o Pai dos espíritos”.

11. Muitos recorrem à prece apenas quando estão em dificuldades. Essa prática é imprudente e enganosa. É bem verdade que fazeis bem em orar quando estiverdes atormentados, mas deveis também vos lembrar de falar ao Pai, enquanto filhos, mesmo quando tudo vai bem com a vossa alma. Que as vossas preces verdadeiras sejam sempre feitas em segredo. Que os homens não ouçam as vossas preces pessoais. As preces de ação de graças são apropriadas para os grupos de adoradores, mas a prece da alma é um assunto pessoal. Existe apenas uma forma de prece que é apropriada para todos os filhos de Deus, e esta é: “Apesar de tudo, seja feita a vossa vontade”.

12. Todos que acreditam nesse evangelho deveriam orar sinceramente para a expansão do Reino do céu. De todas as preces das escrituras dos hebreus, ele comentou com mais aprovação a prece do salmista: “Criai em mim um coração puro, ó Deus, e renovai em mim o meu espírito de retidão. Purgai-me de pecados secretos e mantende este vosso servo afastado de transgressões presunçosas”. Jesus comentou prolongadamente sobre a relação da prece com as palavras desleixadas e ofensivas, citando: “Colocai uma vigia, ó Senhor, na minha boca; tomai conta da porta dos meus lábios”. “A língua humana”, disse Jesus, “é um membro que poucos podem dominar, mas o espírito interior pode transformar esse membro desregrado em uma voz suave de tolerância e em um ministro inspirado de misericórdia”.

13. Jesus ensinou que a prece para chamar pelo guiamento divino, na trajetória da vida terrena, tem quase tanta importância quanto a prece que invoca o conhecimento da vontade do Pai. Na realidade isso significa uma prece para atingir-se a sabedoria divina. Jesus nunca ensinou que o conhecimento humano e as habilidades especiais poderiam ser conquistadas por meio da prece. Ele ensinou, contudo, que a prece é um fator na expansão da capacidade, que se tem, para receber a presença do espírito divino. Quando Jesus ensinou aos seus agregados a orar em espírito e em verdade, ele explicou que se referia a orar com sinceridade e de acordo com o próprio esclarecimento, a orar de todo o coração de um modo inteligente, honesto e constante.

14. Jesus preveniu aos seus seguidores contra o pensamento de que as suas preces ficariam mais eficazes se feitas com repetições rebuscadas, e por meio de uma construção mais eloqüente para a frase, o jejum, a penitência ou os sacrifícios. Mas exortou os seus crentes a empregar a prece como um meio para que eles sejam conduzidos, pelo agradecimento, à verdadeira adoração. Jesus deplorava que tão pouco do espírito da ação de agradecimento estivesse presente nas preces e na adoração dos seus seguidores. Ele citou as escrituras, nessa ocasião, dizendo: “É uma coisa boa agradecer ao Senhor e cantar louvores em nome do Altíssimo, em reconhecimento do seu amor e bondade a cada manhã, e todas as noites, à sua fidelidade, pois Deus me fez alegre por intermédio do seu trabalho. Em tudo e por tudo eu agradecerei de acordo com a vontade de Deus”.

15. E então Jesus disse: “Não sejais tão constantemente preocupados com as vossas necessidades comuns. Não fiqueis apreensivos a respeito dos problemas da vossa existência terrena, mas em todas essas coisas, pela oração e pela súplica, com o espírito de um agradecimento sincero, deixai as vossas necessidades expostas diante do vosso Pai que está no céu”. E então citou das escrituras: “Eu louvarei o nome de Deus com uma canção e O exaltarei com o meu agradecimento. E isso irá agradar ao Senhor, mais do que o sacrifício de um boi ou um touro com chifres e cascos”.

16. Jesus ensinou aos seus seguidores que, após fazerem as suas preces ao Pai, eles deveriam permanecer durante um momento em atitude de receptividade silenciosa para dar, ao espírito residente, uma oportunidade melhor de falar à alma atenta. O espírito do Pai fala melhor ao homem, quando a mente humana está em uma atitude de verdadeira adoração. Nós adoramos a Deus, graças à ajuda do espírito residente do Pai e à iluminação da mente humana, por meio da ministração da verdade. A adoração, como ensinada por Jesus, faz o adorador cada vez mais semelhante ao ser adorado. A adoração é uma experiência de transformação, por meio da qual o finito aproxima-se gradualmente, para alcançar, em ultimidade, a presença do Infinito.
E Jesus falou aos seus apóstolos de muitas outras verdades sobre a comunhão do homem com Deus, mas não foram muitos os que puderam compreender plenamente o seu ensinamento.

3. A PARADA EM RAMÁ

Em Ramá, Jesus teve o debate memorável com um filosofo grego idoso, cujos ensinamentos mostravam que a ciência e a filosofia eram suficientes para satisfazer as necessidades da experiência humana. Com paciência e compaixão, Jesus ouviu esse educador grego reconhecer a verdade de muitas coisas que ele dissera; mas Jesus apontou, quando o filósofo terminou, na sua argumentação sobre a existência humana, que ele havia deixado de explicar “de onde, para onde e o porque”, e acrescentou: “Onde vós terminais é que nós começamos. A religião é uma revelação à alma do homem, que lida com as realidades espirituais, que a mente em si não poderia jamais descobrir, nem sondar integralmente. Os esforços intelectuais podem revelar os fatos da vida, mas o evangelho do Reino desvela as verdades do ser. Vós abordastes as sombras materiais da verdade; será que podereis agora escutar o que eu tenho para falar-vos, sobre as realidades eternas e espirituais que projetam, em sombras temporais transitórias, os fatos materiais da existência mortal?” E, por mais de uma hora, Jesus ensinou a esse grego sobre as verdades salvadoras do evangelho do Reino. O velho filósofo foi sensível ao modo de abordagem adotado pelo Mestre, e, sendo honesto, sincero e de coração aberto, ele rapidamente acreditou nesse evangelho da salvação.

Os apóstolos ficaram um pouco desconcertados com o modo franco segundo o qual Jesus aquiesceu quanto a muitas das proposições do grego, mas Jesus disse a eles, depois, em particular: “Meus filhos, não vos admireis de que eu tenha sido tolerante com a filosofia do grego. A certeza interior verdadeira e genuína não teme, nem um pouco, uma análise exterior; a verdade também não se ressente de nenhuma crítica honesta. Vós não deveríeis, nunca, esquecer-vos de que a intolerância é uma máscara a encobrir as dúvidas secretas, alimentadas quanto à verdade da própria crença. Nenhum homem é perturbado, em momento algum, pela atitude do seu semelhante quando tem uma confiança perfeita na verdade daquilo em que acredita, de todo o coração. A coragem é a confiança daqueles que têm uma honestidade a toda prova quanto às coisas que professam acreditar. Os homens sinceros são destemidos quanto a um exame crítico das suas verdadeiras convicções e dos seus ideais nobres”.

Na segunda noite em Ramá, Tomé fez a Jesus esta pergunta: “Mestre, como um novo crente dos seus ensinamentos pode saber realmente, e sentir-se seguro, sobre a verdade dessas boas-novas do Reino?”

E Jesus disse a Tomé: “A tua certeza de teres entrado na família do Reino do Pai e de que tu sobreviverás eternamente, com os filhos do Reino, é totalmente uma questão de experiência pessoal – de fé na palavra da verdade. A segurança espiritual equivale à tua experiência religiosa pessoal com as realidades eternas da verdade divina e é, por outro lado, igual ao teu entendimento inteligente das realidades da verdade, somadas à tua fé espiritual e diminuídas das tuas dúvidas sinceras.

“O Filho é naturalmente dotado com a vida do Pai. Tendo sido dotados com o espírito vivo do Pai, vós sois, portanto, filhos de Deus. Vós sobrevivereis depois da vossa vida no mundo material da carne, porque estais identificados com o espírito vivo do Pai, a dádiva da vida eterna. Muitos, de fato, tinham esta vida antes de eu ter vindo do Pai, e muitos mais têm recebido este espírito porque eles acreditaram na minha palavra; mas eu declaro que, quando eu voltar ao Pai, Ele enviará o Seu espírito aos corações de todos os homens.

“Ainda que não possais observar o espírito divino trabalhando nas vossas mentes, há um método prático para descobrir o nível em que conseguistes ter o controle dos poderes da vossa alma, sob o ensinamento e o guiamento desse espírito interior residente do Pai celeste: é a medida do amor pelo vosso semelhante. Esse espírito do Pai compartilha do amor do Pai e, à proporção que domina o homem, leva infalivelmente na direção da adoração divina e da consideração amorosa pelo semelhante. A princípio, vós acreditais que sois filhos de Deus, porque o meu ensinamento tornou-vos mais conscientes da condução interna da presença residente do Pai; mas em breve o Espírito da Verdade será vertido sobre toda a carne, e ele viverá entre os homens e ensinará a todos os homens, do mesmo modo que eu vivo agora entre vós e vos digo palavras da verdade. E este Espírito da Verdade, falando a todos os dons espirituais das vossas almas, ajudar-vos-á a saber que sois filhos de Deus. E ele dará o testemunho infalível, junto com a presença residente do Pai, o vosso espírito, que então residirá em todos os homens, como agora reside em alguns, dizendo-vos que sois na realidade os filhos de Deus.

“Todo filho terreno, que aceitar a condução desse espírito, conhecerá finalmente a vontade de Deus, e aquele que se entregar à vontade do meu Pai, viverá eternamente. O caminho da vida terrena até o estado eterno não vos foi claramente descrito. No entanto há um caminho, sempre houve, e eu vim para fazer dele um caminho novo e vivo. Aquele que entra no Reino tem já a vida eterna – não perecerá jamais. Mas vós compreendereis melhor uma grande parte de tudo isso quando eu tiver voltado para o Pai e quando, então, vos tornareis capacitados para ver as vossas experiências em retrospecção.”

E todos aqueles que ouviram essas palavras abençoadas ficaram grandemente satisfeitos. Os ensinamentos judeus, a respeito da sobrevivência dos justos, haviam sido confusos e incertos; e foi reanimador e inspirador para os seguidores de Jesus ouvirem essas palavras, bastante precisas e positivas, de promessa sobre a sobrevivência eterna de todos os crentes verdadeiros.
Os apóstolos continuaram a pregar e a batizar os crentes e, ao mesmo tempo, mantiveram a prática de visitar casa por casa, confortando os abatidos e ministrando aos doentes e afligidos. A organização apostólica estava expandida, pois cada um dos apóstolos de Jesus agora tinha um dos apóstolos de João como colaborador; Abner era o colaborador de André; e esse plano prevaleceu até que descessem a Jerusalém para a próxima Páscoa.

A instrução especial, dada por Jesus, durante a permanência deles em Zebulom, tinha a ver principalmente com as novas discussões sobre as obrigações recíprocas no Reino, e abrangia um ensinamento destinado a tornar claras as diferenças entre a experiência religiosa pessoal e as amizades e as obrigações religiosas sociais. Esta foi uma das poucas vezes em que o Mestre falou sobre os aspectos sociais da religião. Durante toda a sua vida terrena, Jesus deu pouquíssimas instruções aos seus seguidores a respeito da socialização da religião.

Em Zebulom, a população era de uma raça mista, meio judia e meio gentia, e poucos deles realmente acreditavam em Jesus, não obstante terem ouvido sobre as curas dos doentes em Cafarnaum.

4. O EVANGELHO EM IRON

Em Iron, como em muitas das aldeias menores da Galiléia e da Judéia, havia uma sinagoga e, durante os tempos iniciais das ministrações de Jesus, era costume que ele falasse nessas sinagogas, no dia de sábado. Algumas vezes, ele falara no serviço da manhã, e Pedro, ou um dos outros apóstolos, pregava na reunião da tarde. Jesus e os apóstolos frequentemente também ensinavam e pregavam em assembléias noturnas, durante a semana, na sinagoga. Embora os líderes religiosos de Jerusalém, cada vez mais se opusessem a Jesus, eles não exerciam nenhum controle direto sobre as sinagogas de fora dessa cidade. Não foi senão mais tarde, durante a ministração pública de Jesus, que foram capazes de criar, de um modo tão abrangente, um tal sentimento contra ele a ponto de provocar o fechamento quase universal das sinagogas aos seus ensinamentos. Nessa época, todas as sinagogas da Galiléia e da Judéia ainda estavam abertas para ele.

Iron era o local de muitas minas importantes para a época e, já que Jesus nunca havia participado da vida dos mineiros, ele passou a maior parte do seu tempo nas minas, durante sua permanência em Iron. Enquanto os apóstolos visitavam as casas e pregavam nas praças públicas, Jesus labutava nas minas com esses trabalhadores subterrâneos. A fama das curas de Jesus havia-se espalhado até essa aldeia remota, e muitos doentes e aflitos buscaram ajuda pelas suas mãos, e vários deles foram grandemente beneficiados pela sua ministração de cura. Mas, em nenhum desses casos, o Mestre efetuou um chamado milagre de cura, exceto no caso da lepra.

No final da tarde do terceiro dia em Iron, quando Jesus retornava das minas e dirigia-se ao seu alojamento, por acaso passou em uma estreita rua lateral. Ao aproximar-se da cabana esquálida de um certo leproso, o homem afligido, tendo ouvido sobre a fama das suas curas, teve a coragem de abordá-lo, quando ele passou pela sua porta, e, ajoelhado diante dele foi dizendo: “Senhor, se apenas quisesses, tu poderias limpar-me. Ouvi a mensagem dos teus instrutores, e gostaria de entrar no Reino, se eu pudesse ser purificado”. E o leproso falou desse modo porque, entre os judeus, os leprosos haviam sido proibidos até mesmo de frequentar a sinagoga ou aderir à adoração pública. Esse homem realmente acreditava que não poderia ser recebido no Reino vindouro, a menos que pudesse encontrar a cura para a sua lepra. E Jesus viu a aflição dele, ouviu aquelas palavras de fé aferrada e o seu coração humano foi tocado e a mente divina foi movida pela compaixão. E, quando Jesus pousou seus olhos sobre ele, o homem caiu com o rosto no chão em adoração. Então, o Mestre estendeu a sua mão e, tocando-o, disse: “Sim, eu quero – sê purificado”. E, imediatamente, ele foi curado; a lepra não mais o afligia.

Colocando o homem de pé, Jesus ordenou-lhe: “Toma cuidado para não dizer a nenhum homem sobre a tua cura, vá cuidar em silêncio das tuas coisas, mostra-te ao sacerdote e ofereça os sacrifícios como foram mandados por Moisés, como testemunho da tua purificação”. Mas esse homem não fez como Jesus havia instruído que fizesse. Em vez disso, começou a tornar público, para todos na cidade, que Jesus tinha curado a sua lepra e, como ele era conhecido de todos na aldeia, o povo podia ver claramente que ele havia sido curado da sua doença. E ele não foi aos sacerdotes, como Jesus havia aconselhado que fizesse. A consequência de ter tornado pública a nova de que Jesus o havia curado, foi o Mestre ser tão atropelado pelos doentes que se viu forçado a levantar-se cedo, no dia seguinte, e deixar a aldeia. Embora Jesus não tenha entrado de novo na aldeia, permaneceu dois dias nos seus arredores, perto das minas, continuando a instruir os mineiros crentes a respeito do evangelho do Reino.

Essa cura do leproso foi o primeiro assim chamado milagre feito de modo intencional e deliberado por Jesus, até esse momento. E era esse um caso verdadeiro de lepra.
De Iron, eles foram para Giscala, proclamando o evangelho durante dois dias e então partiram para Corazim, onde passaram quase uma semana pregando as boas-novas. Em Corazim, contudo, eles não puderam conquistar muitos crentes para o Reino. Em nenhum outro lugar onde ensinara, Jesus havia encontrado uma rejeição tão geral à sua mensagem. A permanência em Corazim foi muito deprimente para a maioria dos apóstolos; André e Abner tiveram muita dificuldade em manter a coragem dos seus condiscípulos. E então, passando tranqüilamente por Cafarnaum, eles foram para a aldeia de Madom, onde tiveram um pouco mais de êxito. Nas mentes da maioria dos apóstolos, prevaleceu a idéia de que o pouco êxito obtido nas cidades visitadas mais recentemente era devido à insistência de Jesus para que eles se abstivessem, nos seus ensinamentos e pregações, de referir-se a ele como um curador. Como eles almejavam que Jesus purificasse ainda mais um outro leproso ou que, de algum outro modo, manifestasse o seu poder para atrair a atenção do povo! Mas o Mestre permaneceu impassível ante os seus pedidos fervorosos.

5. DE VOLTA A CANÁ

O grupo apostólico ficou bastante contente quando Jesus anunciou: “Amanhã vamos a Caná”. Todos eles sabiam que teriam uma audiência simpática em Caná, pois Jesus era bem conhecido lá. Eles estavam indo bem, no seu trabalho de atrair o povo para o Reino quando, ao terceiro dia, Tito, um cidadão proeminente de Cafarnaum, chegou em Caná; ele era apenas meio crente, e o seu filho estava seriamente doente. Ao tomar conhecimento de que Jesus estava em Caná, ele apressou-se a ir até lá para vê-lo. Em Cafarnaum, todos os fiéis pensavam que Jesus podia curar qualquer doença.

Quando esse nobre localizou Jesus em Caná, suplicou-lhe que se apressasse a ir até Cafarnaum para curar o seu filho doente. Enquanto os apóstolos aguardavam com a respiração presa na expectativa, Jesus, olhando para o pai do menino doente, disse: “Por quanto tempo serei tolerante convosco? O poder de Deus está no meio de vós, mas, a menos que possais ver os sinais e presenciar prodígios, vos recusais a acreditar”. Todavia, o nobre implorou a Jesus, dizendo: “Meu Senhor, eu creio, mas venha antes que o meu filho faleça, pois quando eu o deixei ele já estava a ponto de morrer”. E depois de ter abaixado a cabeça, por um momento, em uma meditação silenciosa, Jesus subitamente falou: “Retorna à tua casa; o teu filho viverá”. Tito acreditou na palavra de Jesus e apressou-se a voltar para Cafarnaum. Ao retornar, os seus servos saíram para encontrá-lo, dizendo: “Rejubila-te, pois o teu filho melhorou – ele vive”. Então Tito perguntou a eles sobre a hora em que o menino começara a melhorar e, quando os servos responderam: “Ontem por volta das sete horas a febre o deixou”. E o pai lembrou-se de que tinha sido por volta dessa hora que Jesus dissera: “O teu filho viverá”. E a partir daí Tito acreditou, de coração, e toda a sua família também acreditou. Esse filho tornou-se um poderoso ministro do Reino e, mais tarde, sacrificou a sua vida junto com aqueles que padeceram em Roma. Embora toda a criadagem de Tito, os seus amigos, e até mesmo os apóstolos considerassem esse episódio como um milagre, na verdade não o foi. Pelo menos não foi um milagre de cura de doença física. Foi apenas um caso de pré-ciência a respeito do curso da lei natural, exatamente aquele conhecimento ao qual Jesus frequentemente recorreu, depois do seu batismo.

E novamente Jesus foi obrigado a apressar-se para sair de Caná, por causa da atenção indevidamente atraída pelo segundo episódio dessa espécie, que acontecia à sua ministração nessa aldeia. Os habitantes da aldeia lembraram-se da água e do vinho e, agora que se supunha que ele havia curado o filho do nobre, a uma distância tão grande, vinham até ele, não apenas trazendo os doentes e aflitos, mas, também, enviando mensageiros com a solicitação de que ele curasse sofredores à distância. E quando Jesus percebeu que toda a região estava mobilizada, ele disse: “Vamos para Naim”.

6. NAIM E O FILHO DA VIÚVA

Nos sinais, essa gente acreditava; eram pessoas de uma geração à espera de prodígios. Nessa altura dos acontecimentos, os habitantes do centro e do sul da Galiléia possuíam a mente voltada sempre para os milagres quando pensavam em Jesus e na ministração pessoal dele. Dezenas, centenas de pessoas sinceras, que sofriam de desordens puramente nervosas, e aflitos, com distúrbios emocionais, vinham à presença de Jesus e então voltavam para as suas casas anunciando aos seus amigos que Jesus as tinha curado. E esse povo ignorante e de mente simples considerava esses casos de cura mental como sendo de curas físicas miraculosas.

Quando Jesus tentou deixar Caná e ir para Naim, uma multidão grande de crentes e curiosos o seguiu. Eles estavam inclinados a ver milagres e prodígios, e não se deixariam decepcionar. Quando Jesus e os seus apóstolos aproximaram-se do portão da cidade, depararam-se com o cortejo de um funeral, a caminho de um cemitério vizinho dali, levando o único filho de uma mãe viúva de Naim. Essa mulher era muito respeitada; e metade da aldeia seguia os que carregavam o esquife desse rapaz, que se supunha estar morto. Quando o funeral passou por Jesus e os seus seguidores, a viúva e os seus amigos, reconhecendo o Mestre, suplicaram que ele trouxesse o filho dela de volta à vida. A expectativa, que tinham, de milagres havia sido elevada até um ponto tão alto que eles imaginavam Jesus como alguém capaz de curar qualquer doença humana. E por que esse curador não poderia até mesmo ressuscitar os mortos? Jesus, assim importunado, deu um passo adiante e, levantando o tampo do esquife, examinou o rapaz. Descobrindo que o moço não estava realmente morto, ele percebeu a tragédia que a sua presença podia evitar; assim, voltando-se para a mãe, Jesus disse: “Não chores. O teu filho não está morto; ele dorme. E te será devolvido”. E então, tomando o jovem pela mão, ele disse: “Acorda e levanta”. E o jovem, que se supunha estar morto, logo se assentou e começou a falar, e Jesus os mandou de volta para as suas casas.

Jesus empenhou-se em acalmar a multidão e tentou, em vão, explicar que o jovem não estava morto realmente, que ele não o havia trazido de volta da morte, mas foi inútil. A multidão que o seguia, e toda a aldeia de Naim, foi levada ao ponto alto de um frenesi emocional. Muitos foram tomados pelo medo, outros pelo pânico, enquanto outros ainda caíram em prece e nas lamentações dos próprios pecados. E só muito depois do cair da noite é que a multidão clamorosa pôde ser dispersada. E, claro está, não obstante a afirmação feita por Jesus de que o rapaz não estava morto, todos insistiam que um milagre tinha acontecido. Que até mesmo um morto tinha sido ressuscitado. Embora Jesus tivesse dito a eles que o rapaz estava meramente em um sono profundo, eles justificaram-se dizendo ser este o seu modo de falar, chamando a atenção para o fato de que Jesus, sempre na sua grande modéstia, tentava esconder os próprios milagres.

E assim, por toda a Galiléia e pela Judéia, espalhou-se a nova de que Jesus havia ressuscitado dos mortos o filho da viúva, e muitos que ouviram esse relato acreditaram nele. Jesus nunca foi capaz de fazer nem mesmo com que os seus apóstolos compreendessem inteiramente que o filho da viúva não estava realmente morto quando ele o havia convocado a acordar e levantar-se. Todavia, ele os convenceu, o suficiente para que o episódio ficasse suprimido de todos os registros subseqüentes, exceto do de Lucas, que o registrou como o episódio lhe havia sido contado. E, de novo, Jesus foi tão assediado como médico que partiu bem cedo no dia seguinte para En-dor.

7. EM EN-DOR

Em En-dor Jesus escapou, por uns poucos dias, do clamor das multidões em busca de curas físicas. Durante a permanência deles, nesse lugar, o Mestre narrou novamente, para instruir os apóstolos, a história do rei Saul e da bruxa de En-dor. Jesus explicou claramente aos seus apóstolos que os seres intermediários extraviados e rebeldes, que tantas vezes haviam personificado os supostos espíritos dos mortos, seriam em breve colocados sob controle, de tal modo que não mais pudessem fazer essas coisas estranhas. Ele disse aos seus seguidores que, depois que ele voltasse para o Pai, e depois que o Pai e ele tivessem vertido o espírito Deles sobre toda a carne, esses seres semi-espirituais – os considerados espíritos impuros – não mais poderiam possuir os mortais de inteligência mais débil ou de mente perversa.

Jesus explicou ainda, aos seus apóstolos, que os espíritos de seres humanos já mortos não retornam ao mundo da sua origem, para comunicar-se com os seus semelhantes vivos. Apenas depois de haver passado uma era dispensacional é que seria possível ao espírito, em avanço, do homem mortal, retornar à Terra e, ainda assim, só em casos excepcionais e como parte da administração espiritual do planeta.

Após dois dias de repouso, Jesus disse aos seus apóstolos: “Retornemos amanhã a Cafarnaum para ficarmos lá e ensinarmos, enquanto o interior do país se acalma. Nas casas deles, passado esse tempo, todos ficarão recuperados desse tipo de agitação”.

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