((((* "O QUE VEM SEMPRE ESTEVE AQUI, A PAZ ESTA DENTRO DE TI E SO VOCE PODE TOCALA, SER A PAZ SHANTINILAYA, NADA EXTERNO LHE MOSTRARA O QUE TU ES. NADA MORRE POR QUE NADA NASCEU, NADA SE DESLOCA PORQUE NADA PODE SE DESLOCAR VOCE SEMPRE ESTEVE NO CENTRO, NUNCA SE MOVEU , O SILÊNCIO DO MENTAL PERMITE QUE VOCÊ OUÇA TODAS AS RESPOSTAS" *)))): "ESSÊNCIAIS" "COLETÃNEAS " "HIERARQUIA" "PROTOCÓLOS" "VÍDEOS" "SUPER UNIVERSOS" "A ORIGEM" "SÉRIES" .

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A VOZ INTERIOR TEM QUE FALAR MAIS ALTO - DAVID MARINHO

a voz interior tem que falar mais alto



Quando "topei" com as mensagens de Ashtar Sheran em julho, não conseguia fazer nada a não ser ler mais e mais delas. Em poucos dias eu estava obcecado com aquelas idéias, que apesar de fazerem o mais perfeito sentido pra mim, deram a sensação nada confortável de que um jogador de futebol tinha dado uma bicuda no pobre cabinho de vassoura que sustentava a minha [ir]realidade (em português cristalino: O ASHTAR CHUTOU O PAU DA BARRACA!). Acabei ficando muito angustiado e resolvi descansar um tempo debaixo dos escombros da minha ilusão, sem essas leituras. No meio das distrações de sempre, comecei a me tranquilizar, a assimilar melhor os conteúdos das mensagens e ver que elas vieram para transformar, e não para demolir.

Pra organizar melhor as idéias e dar sentido a elas, comecei a escrever no Bloco de Notas do Windows, "vomitando" tudo que me vinha à mente, ordenando as novas informações e juntando-as com a minha bagagem anterior, numa tentativa de sistematizar tudo num texto totalmente despretensioso. Eis que um dia desses encontrei o dito cujo no meio dos meus arquivos, já nem lembrava mais dele. Ao reler, mais um sinal se acendeu pra mim no sentido de me tranquilizar. Percebi que naquela época eu já estava seguindo muito bem meu caminho, até começar a me sentir culpado por algum suposto "atraso" no processo.

Eu já tinha algumas noções de reencarnação e evolução espiritual, libertação do ego e transcendência, pois já assimilava muito do Espiritismo e algumas coisas do Budismo. Também estava muito influenciado pelo livro "O Consolador", de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier; e pela palestra "Física Quântica e Espiritualidade", de Laércio Fonseca, que tinha me dado alguns estalos. Essa "formação" ajudou muito a encaixar as primeiras peças do quebra-cabeças. Eis o texto, com alguns "upgrades":

* * * * *

Os espíritos supostamente evoluídos que estão mandando essas mensagens são consciências como nós, que estamos encarnados. num exercício de amor e humildade plena, que já foram atingidos ao longo de seu crescimento da consciência, eles estão aqui ajudando a gente a atingir esse nível de elevação. essa é que é a verdadeira busca pela verdade. a gente pára de precisar encarnar porque a carne não tem mais nada a acrescentar pra gente, depois que se atinge determinado estágio nesse crescimento. e esse crescimento é uma metáfora para o auto-conhecimento. nós já somos tudo o que poderemos vir a ser um dia: apenas nos damos conta dessa nossa natureza, dessa nossa realidade, a cada nova experiência, a cada dia que passa, a cada encarnação.

Assim como uma pessoa adulta que atualmente se percebe com mais referências sobre a vida do que tinha na sua pré-adolescência, por exemplo, estes espíritos seriam como anciãos, e nós, bebês recém-nascidos. assim como nós, adultos, nos impomos o papel de proteger e possibilitar o desenvolvimento de nossas crianças, os espíritos superiores têm o mesmo sentimento de compaixão conosco. do mesmo jeito que nós temos uma noção do que uma criança, dependendo da idade, tem ou não tem de referências e vivências suficientes para compreender certas questões da vida, eles olha para nós de forma semelhante.

A experiência na carne serviria para vivenciarmos a separação, quando na verdade tudo é uno. talvez seja uma forma de aprender através do contraste. a separação levaria ao sofrimento, à angústia, à infelicidade, à frustração. e nossa percepção mais cedo ou mais tarde nos levaria à idéia de união. essa percepção na realidade é o aumento do auto-conhecimento, de cada vez mais aprendermos sobre a nossa natureza e nosso contexto em meio à infinitude do universo. e quanto mais compreendemos a idéia de união, mais nos afastamos da vontade de vivenciar a separação. por isso a carne não tem o que acrescentar daí em diante.

A existência física é um projeto de altíssima inteligência que viabiliza a vivência da separação para que experienciemos os contrastes, superando-os, atingindo a iluminação (que não é ainda uma iluminação "definitiva"). esse cuidado com as almas menos esclarecidas talvez seja parte do seu processo de ascenção, em analogia com as nossas missões como encarnados na Terra.

Esses espíritos superiores não são, no entanto, perfeitos. apenas se encontram em estágio superior de auto-conhecimento, mas ainda têm muito o que aprender rumo à harmonia plena. provavelmente uma noção do que seriam esses aprendizados não caberia seja em nossa estrutura física ou consciencial. ou nosso raciocínio ainda não aprendeu o be-a-bá necessário para basear nossas projeções acerca de tais conceitos.

Os espíritos têm nos revelado cada vez mais sobre a verdade à medida em que evoluímos como humanidade em questões científicas, sensitivas, com relação à parcepção da natureza e de nós mesmos. acho que estamos chegando num ponto onde toda a sensação de misticismo, de distância entre criador e criatura desaparece. e com isso acabam as religiões, os dogmas, a prática de ações pelo medo de retaliações divinas. aliás, o termo divino perde o sentido, pois veremos que nós também somos
divinos e não há mais a necessidade de empregar o termo, pois ele serve pra designar algo que está acima de nós, algo diferente e distante de nós, quando na verdade nós e tudo à nossa volta somos literalmente o corpo físico e a expressão da existência de deus.

* * * * *

Após reler me toquei que depois que comecei a devorar canalizações, passei a dar mais importância a elas do que à minha própria capacidade de perceber a Verdade. Após ter contato com centenas de mensagens comecei a querer mistificar as coisas, devido à linguagem de algumas delas. E não percebi que muito antes disso, e por conta própria, eu já estava andando na via da simplificação.

Por outro lado, toda essa confusão foi essencial para eu absorver alguns aprendizados:

• não me pressionar demais para obter crescimento (são grandezas inversamente proporcionais);

• não levar ao pé da letra descrições de fenômenos nem auto-denominações por parte das entidades superiores, filtrá-las com o bom senso => coração (eles usam uma linguagem que busca abranger muita gente, entre elas pessoas ainda muito ligadas a uma linguagem bíblica e mistificada);

• não mais achar que o conhecimento vem de fora, a voz interior é a que deve falar mais alto.

E por hoje é o que tenho pra compartilhar.

Grande abraço!

David

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