((((* "O QUE VEM SEMPRE ESTEVE AQUI, A PAZ ESTA DENTRO DE TI E SO VOCE PODE TOCALA, SER A PAZ SHANTINILAYA, NADA EXTERNO LHE MOSTRARA O QUE TU ES. NADA MORRE POR QUE NADA NASCEU, NADA SE DESLOCA PORQUE NADA PODE SE DESLOCAR VOCE SEMPRE ESTEVE NO CENTRO, NUNCA SE MOVEU , O SILÊNCIO DO MENTAL PERMITE QUE VOCÊ OUÇA TODAS AS RESPOSTAS" *)))): "ESSÊNCIAIS" "COLETÃNEAS " "HIERARQUIA" "PROTOCÓLOS" "VÍDEOS" "SUPER UNIVERSOS" "A ORIGEM" "SÉRIES" .

terça-feira, 7 de setembro de 2010

QUESTIONANDO - EDNA B. B. TAVARES

questionando



QUEM SOU EU?

“eu não sei o que sou, eu não sou o que sei:
Uma coisa e não-coisa, um
ponto e um círculo

Quanto ao questionamento "Quem sou eu" objeto "de um "livro" com Esse foi o início de meu perene questionamento, colocado em forma de um "livro" com cinco exemplares (um meu, três para meus filhos e um quinto para um amigo). Desde então (três anos), muito já me foi desvelado. Mas a busca é contínua.
Segue abaixo uma parte da Introdução.

Questionando...

Ao longo de minha história de vida freqüentemente tenho sido assaltada por um perene estado de questionamento existencial.
Parece que estou sempre começando e terminando, morrendo e renascendo. Algumas vezes não posso dizer quem fui nas diversas décadas de minha existência e, contudo, de repente consigo reunir todas as pessoas que tenho sido. Cada uma, a seu tempo, me proporciona uma habilidade, uma experiência, um enlevo, um abismo, uma energia, uma alegria, uma tristeza, uma perda, um ganho. Tenho sido aluna e professora, ensinando e aprendendo, questionando e respondendo. Entretanto, embora hoje me conheça melhor do que ontem, em termos convencionais, não estou certa de poder responder de modo claro à pergunta: Quem sou eu? Acredito que tal estado de questionamento se estenderá por toda a minha vida.

Sempre houve os que acham que nada precisa ser feito – “o tempo passa, a primavera chega e a grama cresce sozinha”. Outros querem entender o segredo de si mesmos, da natureza, da criação, da vida e da morte, e quem sabe até trabalhar para o desenvolvimento da Humanidade.

Estando hoje psicóloga, venho buscando respostas mais além, adentrando em espaços que se estendem para além da própria psicologia. E me pergunto: Sou estranha? Diferente? Ou todos, como eu, têm os seus mistérios a serem desvelados? Também têm anseios diferentes dentro de si mesmos, interessando-se por algo mais, além de viveram cada dia se limitando às mesmas emoções, das quais são dependentes? O que estou tentando dizer é que preciso confirmar quem sou, vendo cada momento como uma oportunidade para que o dia se torne uma fertilidade de amanhãs infinitos, com novos conhecimentos, possibilidades, emoções, experiências.
Tenho procurado construir uma ponte entre a realidade interior e a exterior, entre o aspecto racional e o irracional, entre a mente e a não mente, entre o soma e a psique, entre o consciente e a inconsciência, o normal e o patológico, entre a forma e a ausência da forma.

A busca de si mesmo exige esforço. Mas não temos outra escolha. Ela é o verdadeiro objetivo da existência e dela, mais cedo ou mais tarde, ninguém pode escapar. Estavam voltados para esse objetivo maior todos aqueles que contribuíram de modo positivo para a evolução da humanidade, fosse essa contribuição na área da ciência, da filosofia, das artes ou da religião. Todos, sem exceção, tentaram solucionar o famoso dilema proposto pela esfinge de Gisé: “Devora-me ou devoro-te”.
O homem, simultaneamente em várias áreas, corporal, emocional, afetiva, mental, sexual, instintiva, intuitiva, energética, religiosa, ascendendo passo a passo em sua evolução consciente, com o poder da vontade que emana da consciência, e utilizando a mente como o melhor dos instrumentos para a manipulação das energias se transformará, um dia, na somatória de todas as energias.

Na linha da ciência moderna, parto do conceito de que tudo no universo não são mais do que diferentes manifestações de uma mesma energia primordial e universal. Albert Einstein provavelmente partilhava dessa idéia. É sua a afirmação de que “matéria é energia condensada, e energia é matéria em estado radiante”.
Mas, como ser objetivo quando o nosso raciocínio é subjetivo? Como definir uma palavra a não ser por outras palavras? É possível compreender um conceito sem outro conceito?

Em meus questionamentos ficou evidente que todos os termos são potencialmente controversos e se buscarmos a controvérsia, vamos achá-la. Entretanto, estou disposta a deixar de ver a controvérsia, reconhecendo que ela é uma defesa contra a verdade, na forma de uma manobra de adiamento, e não mais estou na posição de adiar.

Sei que minhas indagações abrangem questões, perspectivas e paradigmas que vêm desde a antiguidade. Pensadores de todos os tempos, filósofos, matemáticos, médicos, cientistas, místicos, religiosos, ou meros buscadores, se dispõem ainda hoje a elucidar e desbravar o misterioso oceano que somos nós, com nossos corpos e mentes, percepções e sensações, sentimentos e pensamentos, ora conscientes da dança que só a nós compete dançar e ora inconscientes da música complexa e confusa, escondida nos recônditos de uma essência ainda desconhecida. Esse constante elucidar e estabelecer as respectivas conexões culminou em diversas concepções nem sempre compatíveis, sendo até mesmo antagônicas.

Embora eu possa ser atraída por tais paradígmas, acredito conservar um espírito de relativa independência em minhas idéias. Mas questiono:
Por que não possuirmos o poder da absorção, assimilando o que é cognoscível, como nosso próprio alimento? Não dispenso nada daquilo que me afeta, nada que sirva para meu conhecimento. Por isto, de certa maneira, me considero plagiaria. Muito do que estou escrevendo reporta-se a citações de textos, da mesma maneira que toda casa é uma reunião de bosques, minas e pedreiras, e cada homem é uma reunião de todos os seus antepassados.

Meu nome é Edna B B Tavares, e agradeço a você, Antonhio, pela oportunidade de expressar, embora com um pequeno trecho, meus questionamentos, expandindo assim minha tiragem de "cinco" exemplares, os quais, cá entre nós, nem sei se foram lidos.
Ah filhos meus...

Edna B. B. Tavares

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