((((* "O QUE VEM SEMPRE ESTEVE AQUI, A PAZ ESTA DENTRO DE TI E SO VOCE PODE TOCALA, SER A PAZ SHANTINILAYA, NADA EXTERNO LHE MOSTRARA O QUE TU ES. NADA MORRE POR QUE NADA NASCEU, NADA SE DESLOCA PORQUE NADA PODE SE DESLOCAR VOCE SEMPRE ESTEVE NO CENTRO, NUNCA SE MOVEU , O SILÊNCIO DO MENTAL PERMITE QUE VOCÊ OUÇA TODAS AS RESPOSTAS" *)))): "ESSÊNCIAIS" "COLETÃNEAS " "HIERARQUIA" "PROTOCÓLOS" "VÍDEOS" "SUPER UNIVERSOS" "A ORIGEM" "SÉRIES" .

terça-feira, 28 de setembro de 2010

AMI, O MENINO DAS ESTRELAS - CAPÍTULOS 12, 13 e 14 (FINAL)

Ami - o menino das estrelas - capitulos 12, 13 &14 final.

Criei uma nova seção aqui no blog para compartilhar "ESSENCIAIS" . Alguns como o exemplo do texto abaixo, Ami o Menino das Estrelas, indicados por mim, e outros por autores que me enviaram e disponibilizaram o seu trabalho para compartilhar com o desenvolvimento dos leitores.


Capítulo 12 - A nova era

Saímos da água e avançavamos em alta velocidade para a superfrície do planeta Ofir; em pouco tempo chegamos até uns edifícios. Paramos no ar e eu quase desmaiei com o que vi: várias pessoas... vo-a-vam!

Mantinham-se no ar com os braços abertos, alguns verticalmente, outros em posição horizontal. Todos tinham os olhos fechados e seus rostos denotavam grande suavidade e concentração. Deslizavam como guias descrevendo enormes círculos. Ami acionou o "sensômetro" e focalizou um deles.
- Vamos ver o seu nível de evolução.
Apareceu o homem muito transparente. A luz do seu peito era um espetáculo maravilhoso, transpassava os limites do seu corpo irradiando uma esfera de luz que o envolvia e se expandia muito além dele.
Vivenciam a força mais poderosa do universo: a força do amor -explicou-me.
- Como podem voar? -perguntei, fascinado.
- O amor os eleva, algo parecido fizemos na praia.
- Devem ter uma quantidade enorme de medidas...
- Estas pessoas têm aproximadamente mil medidas, mas se concentram no amor e conseguem superar duas mil. Estes são exercícios espirituais; quando terminam a prática voltam ao seu nível habitual. Existem mundos nos quais seus habitantes vivem normalmente como eles agora, mas existem outros nos quais nem você nem eu podemos chegar por enquanto; ali habitam seres que superam dez mil medidas: os seres solares, são quase puro amor...
- Seres solares?!
- Claro, os habitantes dos sóis...
- Jamais teria imaginado...
- É natural, ninguém pode ver por cima do degrau no qual se encontra... Vamos ver esse grupo que está logo ali.
Ao longe havia umas cinqüenta pessoas sentadas nos prados formando um círculo; assim como os homens que voavam, pareciam brilhar à simples vista. Tinham as pernas cruzadas e as costas retas, meditavam ou rezavam.
- O que estão fazendo?
- Enviam aos mundos menos evoluídos da galáxia, algo assim como mensagens telepáticas, mas não são percebidas somente com a mente, é imprescindível o coração.
- Você me falou sobre isso. Que dizem essas mensagens?
- Procure colocar sua atenção em seu peito, acalme seus pensamentos e talvez as possa receber. Estamos muito perto da fonte de emissão... não, assim não; relaxe seu corpo, feche os olhos e permaneça atento.
Assim o fiz. A princípio não senti nada, exceto uma emoção especial desde que nos aproximamos do lugar, mas logo me invadiam uns "sentimentos-idéias":
"Tudo aquilo que no Amor não se sustente
haverá de ser destruído
esquecido no tempo
repudiado..."
Chegava até mim uma espécie de clareza interna, depois a minha mente colocava palavras nessas sensações. Era algo muito estranho e maravilhoso.
"E tudo aquilo que no Amor se sustente
amizade ou casal
família ou agrupação
governo ou nação
alma individual ou humanidade
será firme e seguro
haverá de prosperar e frutificar
e não conhecerá a destruição..."
Quase podia "ver" o Ser que dizia aquilo; para mim, não se tratava dessas pessoas, para mim era Deus que falava.
"Esse é meu Pacto
essa é minha Promessa e minha Lei".
- Você captou, Pedrinho? -perguntou Ami. Abri os olhos.
- Oh, sim... de que se trata tudo isso?
- Essas mensagens são provenientes do mais Profundo, de Deus. Estas amigos que você vê, recebem-nas e retransmitem aos mundos menos evoluídos, como o seu. Ali são captadas por outras pessoas, mas nem sempre são retransmitidas com pureza, porque ela depende do nível de consciência do receptor.
- Nível de consciência? O que é isso, Ami?
- O grau de equilíbrio entre os dois cérebros, Pedrinho; ele faz com que as mensagens possam ser utilizadas para o que realmente é o seu objetivo: criar a Nova Era; ou que sejam deturpadas para aumentar a confusão, o medo e a violência.
- Nova Era?
- Sim, a Era de Aquário.
- Que é isso de Era de Aquário?
- Uma nova etapa evolutiva do planeta Terra, o final de milênios de barbárie, uma nova Era de amor. Seu planeta começa a ser regido por energias cósmicas e geológicas mais sutis, que favorecem o crescimento do amor em todos os seres. Vocês já poderiam estar vevemdo como aqui, em Ofir.
- E por que não o fazemos ainda, Ami?
- Porque cotinuam guiando-se pelas velhas idéias e sistemas que não se adaptam aos novos tempos e só fazem sofrer às pessoas de seu mundo. Mas os seres nasceram para ser felizes, Pedrinho, não para sofrer. Por isso estamos trabalhando neste "plano de ajuda". Você já percebeu que na Terra ultimamente se fala muito de amor?
- Sim, é verdade.
- Isso se deve a que nesta "Era de Aquário" muitas pessoas recebem essas mensagens e a maioria delas sente a força da radiação do amor, que agora é maior.
- Então, porque existe mais sofrimento agora na Terra? Em outras épocas houve guerras mundiais, miséria, pestes...
- Sim, mas as pessoas eram mais insensíveis, sofriam menos frente às atrocidades, acreditavam nas guerras, hoje em dia já não; hoje é a imensa maioria só quer viver em paz. É uma "nova fornada humana", produto de radiações mais finas, e sofrem mais, porque quanto maior é a sensibilidade, maior é o sofrimento frente à dor... lamentavelmente.
Afastamo-nos em altíssima velocidade daquele lugar impregnado de estranhas vibrações espirituais.

- Quantas horas temos ainda, Ami?
- Duas.
- Que estranho! Sinto como se houvéssemos estado umas doze horas nesta nave, desde que subi lá na praia...
- Disse-lhe que se pode estiiiicar o tempo... Vamos ao "cinema". Veja lá em baixo.
Tinhamos chegado a uma região noturna do planeta Ofir, mas tudo se via muito iluminado por uma enorme quantidade de luzes artificiais nos prados e edifícios.
Observei alguma coisa como um cinema ao ar livre, com muitos espectadores. A tela era uma lâmina de cristal sobre a qual apareciam imagens em cores, jogos de formas e matizes ao compasso de uma música suave. Na frente da tela havia uma poltrona especial, separada das outras. Sobre ela se encontrava uma mulher com alguma coisa, parecia a um capacete, na cabeça. Permanecia com os olhos fechados, muito concentrada.
- De que se trata, Ami?
- O que ela imagina, aparece na tela... É um "cinema" que não necessita filmadoras nem projetores.
- Mas isto é maravilhoso demais! -exclamei.
- Técnica -disse Ami-, simples técnica.
A mulher terminou de apresentar seu espetáculo; um homem tomou seu lugar enquanto o público aplaudia.
Começou a escutar-se outra música; na tela apareceram aves estilizadas que voavam ao compasso da música sobre paisagens que pare ciam de cristal ou pedras preciosas. Aquilo era muito bonito, algo assim como desenhos animados. Ficamos muito tempo contemplando em silêncio aquela maravilha extraterrestre.
Depois veio um menino, apresentando uma história de amor entre ele e uma menina de outro mundo; sucedia em diferentes e estranhos planetas. As imagens, menos precisas que as anteriores, às vezes desapareciam totalmente. Perguntei por que acontecia isso.
- É uma criança, ainda não tem a capacidade de concentreção de um adulto, mas o faz muito bem para a sua idade.
- Também imaginam a música?
- As imagens e a música ao mesmo tempo, não; não neste mundo, mas existem outros nos quais sim podem conseguir tal proeza; em Ofir existem salas de concerto nas quais o artista simplesmente imagina a música e o público a escuta... Você quer ir a um parque de diversões?
- Claro!
Chegamos a um mundo de fantasia, onde havia todo tipo de jogos; gigantescas montanhas russas, lugares nos quais as pessoas ficavam levitando enquanto morriam de rir; imitações de lugares fabulosos e seres fantásticos.
- Quanto maior é a evolução, mais se é como uma criança -explicou-me Ami-; nestes mundos temos muitos lugares como este. A alma adulta é a alma de uma criança. Necessitamos de jogos, de fantasia, de criação... Não existe jogo, fantasia ou criação maior que o universo, cujo criador é o amor...
- Deus?
- O amor é Deus... nos nossos idiomas temos uma só palavra para referir-nos ao Criador, à Divindade, a Deus; essa palavra é AMOR... e a escrevemos com maiúscula. Vocês também o farão algum dia.
- Cada vez percebo mais a importância do amor.
- E ainda sabe pouco... Vamos, terminou a visita a Ofir. Este mundo vive como vocês poderiam começar a viver a partir de amanhã mesmo. Se fossem capazes de unir-se, nós lhes ensinaríamos o resto. Agora vamos a um mundo que nem você nem eu podemos atingir ainda, somente visitar rapidamente com algum nobre propósito, como este. Lá, ninguém está abaixo de duas mil medidas. A viagem é comprida, vou aproveitar para contar-lhe outras coisas; sente-se nessa poltrona.
Ami acionou os controles, a nave vibrou com suavidade, as estrelas se esticaram novamente, e por detrás dos vidros apareceu a neblina que indicava que íamos para um longínquo mundo.

Capítulo 13 - Uma princesa azul

- Você disse que existem pessoas às quais ehe é difícil amar, não é verdade, Pedrinho?
- Sim.
- É ruim não amar?
- Sim -respondi.
- Por quê?
- Porque você disse que o amor é a Lei, e tudo isso.
- Esqueça o que eu disse. Imaginemos que o estou enganamdo, ou que estou enganado. Imagine um universo sem amor.
Comecei a visualizar mundos nos quais ninguém amava ninguém. Todos eram frios e egocêntricos, porque ao não haver amor, não existia um freio ao ego, como dizia Ami. Todos lutavam contra todos e se destruíam... Lembrei-me das energias que Ami tinha mencionado, essas que são capazes de produzir um descalabro cósmico; imaginei um ego ferido e suicida apertando "o botão". Unicamente por vingança... explodiam as galáxias numa reação em cadeia!...
- Se não existisse amor, não haveria universo -concluí.
- Poderíamos dizer, então, que o amor constrói e que a falta se amor destrói?
- Acredito que sim -respondi-, o resultado final é esse.
- Quem criou o universo?
- Deus.
- Se o amor constrói e Deus "construiu" o universo, existir amor em Deus?
- Claro! -conectei-me com a imagem de um ser maravilhoso e resplandescente, que por amor criava galáxias, mundos, estrelas...
- Tente lhe tirar essa barba de novo -Ami ria. Era verdade; novamente o havia imaginado com barba e rosto humano; mas agora já não nas nuvens, senão que no meio do universo.
- Então poderíamos dizer que Deus tem muito amor...
- Claro que sim -disse- por isso Ele não gosta nem do ódio nem da destruição...
- Bem, e para que Deus criou o universo?
Fiquei pensando muito mas não encontrei a resposta, e protestei:
- Você não acha que eu sou muito pequeno para responder essa pergunta?
Ami não me prestou atenção.
- Para que você vai levar essas "nozes" para sua vovó?
- Para que ela experimente... ela vai gostar.
- Você quer que ela goste?
- Claro.
- Por quê?
- Para que ela goste... para que se sinta feliz...
- Por que você quer que ela se sinta feliz?
- Porque eu a amo -eu me senti surpreso ao comprovar que outra das características do amor é desejar a felicidade daqueles quem amamos.
- Por isso você quer que ela goste das "nozes", que se sinta contente, que seja feliz?
- Sim, por isso.
- Para que Deus cria pessoas, mundos, paisagens, sabores, cores, aromas?
- Para que a gente seja feliz -exclamei, contente por ter compreendido algo que ignorava.
- Muito bem... então, Deus nos ama?
- Claro, ama-nos muito.
- Então se Ele ama, nós também deveríamos amar... ou não...
- Sim, se Deus ama...
- Perfeito. Existe algo superior ao amor?
- Você disse que era o mais importante...
- E também disse que esquecesse o que tinha dito -sorria-, existem pessoas que acham que o pensamento é superior. O que você vai fazer para entregar essas "nozes" à sua vovó?
- Vou ver como lhe preparo uma surpresa.
- E vai utilizar o seu intelecto para isso, não é verdade?
- Claro, vou pensar em algum plano.
- Então, o seu intelecto serve ao seu amor, ou é ao contrário?
- Não entendo.
- Qual é a origem de você querer que a sua vovó seja feliz, seu amor ou seu pensamento?
- Ah! Meu amor, dali nasce tudo.
- "Dali nasce tudo", você tem muita razão... então, primeiro você ama e depois utiliza o seu pensamento para fazer feliz a sua vovó, não é?
- Sim, você tem razão, coloco o meu intelecto a serviço do meu amor; primeiro está o amor.
- Então, que existe por cima do amor?
- Nada? -perguntei.
- Nada -respondeu. Olhou para mim com um olhar luminoso.
- E se comprovamos que Deus tem muito amor, o que é Ele?
- Não sei.
- Se existe algo maior do que o amor, Deus deve ser isso, não é verdade?
- Acho que sim.
- E o que é maior do que o amor?
- Não sei...
- Que dissemos que havia por cima do amor?
- Dissemos que não havia nada.
- Então, o que é Deus? -perguntou.
- Ah! "Deus é amor", você já disse isso vária vezes, e a Bíblia também o diz... mas eu pensava que Deus era uma pessoa com muito amor...
- Não. Não é uma pessoa com muito amor; Deus é o amor mesmo, e o amor é Deus.
- Acho que não entendo, Ami.
- Eu lhe disse que amor é força, uma viibração, uma energia cujos efeitos podem ser medidos com os instrumentos adequados, como o "sensômetro", por exemplo.
- Sim, lembro-me
- A luz também ‚ uma energia ou vibração.
- Sim?
- Sim, e os raios X, infra-vermelhos e o ultra-violeta, e também o pensamento, tudo é uma vibração da mesma "coisa" em diferentes freqüências. Quanto mais alta a freqüência, mais refinada é a matéria ou a energia. Uma pedra e um pensamento são a mesma "coisa" vibrando em diferentes freqüências.
- Que é isso? -perguntei.
- Amor.
- De verdade?
- De verdade... tudo é amor, tudo é Deus...
- Então Deus criou o universo com puro amor?
- Deus "criou" é uma maneira de dizer, a verdade é que Deus "se transforma" em universo, em pedra, em você e em mim, em estrela e em nuvem...
- Então... eu sou Deus?
Ami sorriu com ternura e disse:
- Uma gota de água do oceano não pode dizer que ela é o oceano, apesar de que tenha a mesma composição. Você está feito da mesma substância de Deus, você é amor. A evolução nos permite ir reconhecendo e recuperando a nossa verdadeira identidade: amor.
- Então eu sou amor...
- Claro, aponte para você mesmo.
- Não o entendo, Ami.
- Quando você diz "eu", onde você aponta? A qual parte de seu corpo? Aponte para você dizendo "eu".
Apontei-me ao centro do peito dizendo "eu".
- Por que você não apontou a ponta do nariz, por exemplo, ou a testa, ou a garganta?
Achei engraçado imaginar-me apontando para outro lugar que não fosse o peito.
- Não sei porque me aponto para aqui -disse, rindo.
- Porque você está aí, o seu eu real. Você é amor, e tem a sua morada em seu coração. Sua cabeça é uma espécie de "periscópio", como em um submarino; serve para que você -apontou-me o peito- possa receber o exterior, um "periscópio" com um "computador" em seu interior: o cérebro; com ele você entende e organiza as suas funções vitais; as extremidades servem para que você se movimente e manipule objetos, mas você está aqui -tocou-me novemente um ponto no centro do peito- você é amor. Então, qualquer ato que você realize contra o amor é um ato contra você mesmo e contra Deus, que é amor. É por isso que a Lei fundamental do universo é amor, que o amor é a máxima possibilidade humana e que o Nome de Deus é Amor. Assim que, a Religião Universal consiste em experimentar e entregar amor. Essa é minha religião, Pedrinho.
- Agora sim vejo tudo mais claro; muito obrigado, Ami.
- O agradecimento é um dos doze "frutos da árvore da Vida".
- Por que "árvore da Vida"?
- Porque do amor nasce a vida... você nunca ouviu falar em "fazer amor"?
- Certo!... Quais são esses doze frutos?
- Verdade, liberdade, justiça, sabedoria, beleza, são alguns deles. Tente ir descobrindo os outros e procure colocá-los em prática.
- Uf!... não é fácil.
- Ninguém está lhe pedindo perfeição, Pedrinho, nem mesmo aos seres solares se pede tanto... Somente Deus é perfeito, puro amor, mas nós somos uma centelha de amor divino e devemos tentar nos aproximar ao que realmente somos. Sermos nós mesmos, isso é o que nos pedem para sermos livres; não existe outra liberdade.
Apareceu uma cor rosada pelas janelas.
- Já chegamos, Pedrinho, olhe pela jan...
O interior da nave ficou banhado pela suave cor desse céu cor-de-rosa, ou melhor, lilás claro. Senti-me cheio de uma reverente espiritualidade.
Minha mente deixou de ser a habitual, e é muito difícil para mim explicar como foi mudando minha consciência. Não via a mim mesmo como o "eu" de agora, não era um menino terrestre, senão que muito mais que isso. Senti que aquilo que estava vivendo e de alguma maneira já o tinha vivido, não era desconhecido para mim, nem aquele mundo nem aquele momento. Ami e a nave desapareceram, eu estava sozinho, vindo de muito longe para um encontro por muito tempo esperado.

Desci flutuando das nuvens rosadas e luminosas, não havia nenhum sol ali, tudo era realmente suave. Apareceu uma paisagem idílica: uma lagoa cor-de-rosa na qual deslizavam aves parecidas a cisnes, talvez brancas, mas o lilás do céu tingia tudo. Ao redor da lagoa havia ervas e juncos de diferentes tonalidades de verde, alaranjado e amarelo-rosado. Nos arredores, ao longe, podiam-se ver suaves colinas forradas de folhagens e flores que pareciam pequenas gemas brilhantes de diversas cores e tonalidades. As nuvens apresentavam diferentes matizes de rosa e lilás.
Não consegui saber se eu estava nessa paisagem, eu ela estava dentro de mim, ou talvez formássemos uma unidade, mas o que mais me surpreende hoje, é que a folhegem... cantava!
Certas ervas e flores balançavam-se emitindo notas musicais ao ritmo de seu movimento, outras, que o faziam em outro sentido, emitiam notas diferentes. Aquelas criaturas eram conscientes; os juncos, ervas e flores cantavam e se balançavam ao meu redor e nas colinas próximas dali; formavam o mais maravilhoso concerto que jamais havia escutado. Tudo era uma consciente harmonia.
Passei flutuando por sobre a beira das águas. Um casal de cisnes, com vários filhotes pequenos, olhou para mim através de suas máscaras azuis, com fineza e respeito; saudaram-me dobrando com elegância seus compridos pescoços. Correspondi inclinando-me suavemente, mas com grande afeto. Os pais ordenaram a seus pequenos que também me comprimentassem. Acredito que o fizeram atravéz de uma ordem mental ou de um levíssimo movimento; os filhos obedeceram inclinando também suas cabeças, somente que não com tanta elegância nem harmonia; por um momento perderam o equilíbrio, para depois recuperar a estabilidade e continuar avançando com certa arrogância infantil que me inspirou ternura. Retribuí com carinho, simulando uma grande cerimoniosidade.
Continuei meu caminho flutuando até o lugar do encontro. Tinha um encontro marcado com "ela", desde a eternidade dos tempos.
Ao longe apareceu uma espécie de pagode ou pérgola flutuando perto da beira. Tinha um telhado ao estilo japonês, sustentado por finos bambus, entre os quais cresciam trepadeiras de folhas rosadas e flores azuis que formavam uma espécie de parede. Sobre o chão de madeira polida havia almofadas com grandes franjas coloridas; do teto pendiam pequenos enfeites, como incensários de bronze ou de ouro e jaulinhas para grilos.
Sobre as almofadas estava "ela", senti-a próxima, imensamente próxima, contudo, era a primeira vez que íamos nos unir...
Não nos olhamos no olhos, queríamos prolongar os momentos prévios, não havia que apressar nada... tantos milênios havíamos esperado já...
Fiz uma reverência a qual ela respondeu sutilmente; entrei, comunicamo-nos, mas não com palavras; teria sido vulgar demais, pouco harmonioso nesse mundo e naquele encontro tão sonhado. Nossa linguagem consistiu em um ritual artístico de leves movimentos de braços, mãos e dedos, acompanhados de algum sentimento que enviávamos vibratoriamente. Quando a linguagem falada é insuficiente, o amor nos pede outras formas de comunicação...
Chegou o momento de olhar aquele rosto ignorado: era uma bela mulher de traços orientais e pele de um azul claro. Cabelos muito negros, partidos ao meio. Tinha um sinal no meio da testa.
Senti muito amor por ela, e ela por mim. Chegava o momento culminante. Aproximei minhas mãos às dela... e tudo desapareceu.
Estava ao lado de Ami, na nave, a neblina luminosa e branca indicava que nos havíamos ido daquele mundo.
- ...ela...
oh,
você

voltou
- disse Ami.
Compreendi que tudo aquilo tinha sucedido numa fração de segundo, entre o "jan" e o "ela" da palavra "janela" que Ami pronunciou apenas apareceu a cor rosada detrás dos vidros. Senti angústia, como quem desperta de um belo sonho e enfrenta uma opaca realidade... ou era ao contrário? Não seria este um mau sonho e o outro, a realidade?
- Quero voltar! -gritei. Ami cruelmente me havia separado "dela", dilacerando-me, não podia fazer isso. Ainda não recuperara a minha mente habitual, o outro "eu" estava superposto à minha vida real. Por um lado era Pedro, um menino de nove anos, por outro lado era um ser... por que não podia recordar agora?
- Não chegou a hora -Ami tranqüilizou-me com suavidade-, você vai voltar... mas não ainda...
Consegui acalmar-me. Soube que era verdade, que voltaria, lembrei-me dessa sensação de "não apressar as coisas" e fiquei tranqüilo. Pouco a pouco fui voltando ao normal, mas já nunca seria o mesmo, agora que havia deslumbrado outra dimensão do meu próprio ser... Eu era Pedro, mas momentaneamentre, por outro lado era muito mais que Pedro.
- Em que mundo estive?
- Em um mundo localizado fora do tempo e do espaço... em outra dimensço por enquanto.
- Eu estava ali, mas não era o de sempre... era "outro"...
- Você viu o seu futuro, o que você vai ser quando completar sua evolução até certo limite... duas mil medidas, mais ou menos.
- Quando vai ser isso?
- Ainda lhe falta nascer, morrer, nascer várias vezes, várias vidas...
- Como é possível ver o futuro?
- Tudo está escrito. A "novela" de Deus já está escrita, você pulou várias folhas e leu outra página, isso foi tudo. Era preciso, é um pequeno estímulo para você renunciar definitivamente à idéia de que tudo termina com uma morte a mais, e para que escreva para que outros o saibam.
- Quem era essa mulher? Sinto que nos amamos, inclusive agora.
- Deus a colocar muitas vezes ao seu lado. Às vezes você a reconhecerá, outras não, vai depender do seu "cérebro do peito". Cada alma tem um único complemento, uma "metade".
- Ela tinha a pele azul!
- E você também, somente que você não se olhou num espelho -Ami ria novamente de mim.
- Agora tenho a pele azul? -olhei minhas mãos intranqüilo.
- Claro que não. Agora ela também não...
- E ela, onde está neste momento?
- No seu mundo...
- Leve-me até onde ela está, quero vê-la!
- E como você pensa reconhecê-la?
- Tinha rosto de japonesa... apesar de que não me lembro dos seus traços... tinha um sinal na testa...
- Já lhe disse que agora ela não é assim -Ami ria- neste momento ela é uma menina comum e normal.
- Você a conhece, sabe quem é?
- Não se apresse, Pedrinho, lembre-se que a paciência é a ciência da paz, da paz interior... não queira abrir antes da hora um presente surpresa. A vida vai guiá-lo... Deus está detrás de cada acontecimento.
- Como a reconhecerei?
- Não com a mente, não com a análise, não com o preconceito, somente com seu coração, com amor.
- Mas, como?
- Observe-se sempre, especialmente quando você conhecer alguém, mas não confunda o interno com o externo... Temos pouco tempo pela frente. Sua vovó vai acordar, temos que voltar!
- Quando você vai voltar?
- Escreva o livro, voltarei depois.
- Coloco o da "japonezinha"?
- Coloque tudo, mas não esqueça de dizer que é um conto.

Capítulo 14 - Até a volta, Ami!

Apareceu a atmosfera azul do meu planeta. Estávamos em cima do mar aproximando-nos da costa, o sol já se tinha elevado por cima da linha do horizonte, detrás da longínqua cordilheira e expandia seus dourados raios entre as nuvens prateadas. O céu azul, o mar brilhante, as montanhas, ao longe.

- Meu planeta, é belo, apesar de tudo...
- Eu lhe disse, é maravilhoso, e vocês não o percebem, não somente não o percebem, senão que, além disso, o estão destruindo, e a vocês também. Se compreendem que o amor é a Lei do universo, se chegarem a organizar-se em harmonia com o amor, vão conseguir sobreviver.
- Sem países?
- Os países passariam a formar "estados" representados por um só Governo Mundial, como no universo civilizado... não são todos irmãos?
- Que quer dizer isso de organizar-se em harmonia com o amor?
- Como se organizam as famílias em qualquer lugar: todos participam dos esforços e dos benefícios igualmente. Se são cinco pessoas e há cinco maçãs, uma para cada um. É muito simples. Quando não existe amor, o intelecto se coloca a serviço do ego e complica as coisas para justificar o seu egoísmo. Quando existe amor, tudo é diáfano, transparente.
- Estou com sono, outra vez...
- Venha, vou dar-lhe uma nova "carga", mas esta noite você deve dormir.
Deitei-me numa poltrona. Ami colocou novamente o carregador na base da minha cabeça e eu dormi. Acordei cheio de energia, contente de estar vivo.
- Por que você não fica comigo alguns dias, Ami?... poderíamos ir à praia...
- Gostaria muito -disse, acariciando-me os cabelos- mas tenho muito que fazer, muitos ignoram a Lei, e não somente aqui na Terra...
- Você é muito serviçal...
- Graças ao Amor. Sirva você também, lute pela paz e união, e descarte para sempre a violência.
- Assim o farei, apesar de que existem algumas pessoas que merecem um bom murro no nariz... -Ami riu.
- Você tem razão, mas essas pessoas se dão o murro no nariz elas mesmas...
- Como é isso?
- As violações ao amor se pagam multiplicadas. Lembre-se do sofrimento que se observa em tantos lugares, dos que sofrem acidentes, perdas de seres queridos, que têm "azar" na vida, e tantas coisas... assim se pagam as violações ao amor, e de muitas outras formas.
Apareceu o balnerário. Ami colocou a nave alguns metros acima da areia da praia. Estávamos invisíveis.
Acompanhou-me à saída, atrás da sala de comandos, abraçamo-nos. Eu sentia muita tristeza, ele também. Acenderam-se umas luzes amarelas que me ofuscaram.
- "Lembre-se que o amor é o caminho à felicidade" -disse-me, enquanto senti que ia descendo. Em cima não havia nada, mas soube que Ami estava me olhando, talvez como eu, com lágrimas nos olhos.
Ainda não queria ir embora. Com um graveto desenhei um coração alado na areia da praia, para que ele soubesse que eu tinha escutado sua mensagem. Imediatamente depois, algo traçou um círculo ao redor do coração. Escutei a voz de Ami:
- Essa é a Terra.
Fui caminhando em direção à minha casa. Tudo me parecia bonito; respirei profundamente o aroma do mar, acariciei a areia, as árvores, as flores. Não havia percebido até então a beleza que era este caminho, até as pedras pareciam vibrar.
Antes de entrar, olhei o céu da praia. Não tinha nada.
Minha vovó ainda dormia. Arrumei tudo no meu quarto, de maneira que parecesse que eu acabara de me levantar, fui ao banheiro para banhar-me. Quando sai, minha vovó esteva levantada.
- Como dormiu, filhinho?
- Bem, vovó. E você?
- Mal, Pedrinho... como sempre. Não fechei um olho a noite inteira...
Não pude evitar abraça-la com carinho.
- Vovó, tenho uma surpresa para você; vou lhe dar no café da manhã.
Ela preparou o café e o serviu. Eu tinha colocado as "nozes" em um prato coberto por um guardanapo. Havia cinco ou seis.
- Experimente isso, vovó -disse-lhe, aproximando-lhe o prato.
- Que são, filhinho?
- São nozes extraterrestres, experimente, são gostosas.
- Ah, menino... você diz cada coisa... deixa eu ver... hummmm... que gostosas! O que são?
- Já lhe disse, nozes extraterrestres. Não coma mais de três, têm muitas proteínas. Vovó, você sabe qual é a Lei maior do universo?
Estava radiante, ia lhe dar uma aula magistral...
- Claro que sim, filho -respondeu.
Preperei-me para corrigi-la.
- Qual é, vovó?
- O amor, claro, Pedrinho -respondeu com total naturalidade. Fiquei como louco, como é que ela podia saber isso?
- E como é que você sabe? -exclamei incrédulo.
- Está na Bíblia...
- Então, por que tem tanta maldade e guerra, vovó?
- Porque não são todos os que sabem, ou não querem saber!
Saí ao povoado. Ao chegar na pracinha fiquei paralisado: na minha frente apareceram os dois guardas da noite anterior. Passaram ao meu lado ignorando-me completamente. De repente olharam para cima, outras pessoas faziam o mesmo.
No céu, um objeto brilhante se movimentava fazendo um jogo de luzes coloridas: vermelhas, azuis, amarelas, verdes. Os guardas se comunicavam por rádio com a comissária. Eu estava contente e divertido. Sabia que Ami estava me olhando pela tela, saudei-o alegremente com a mão.
Um senhor, já de certa idade, que caminhava com uma bengala, sentia-se muito incomodado pelo alvoroço:
- Um ovni, um ovni -diziam felizes as crianças. O senhor olhou para cima e logo desviou os olhos com desagrado.
- Gente ignorante, supersticiosa!... isso deve ser um globo-sonda, um helicóptero, um avião... ovnis... que ignorância! -E afastou-se altivo, rua acima, com sua bengala, sem olhar novamente para aquele maravilhoso espetáculo que apareceu no céu daquela manhã.
Senti no ouvido a voz de Ami, o menino das estrelas:
- Adeus, Pedrinho.
- Adeus, Ami -respondi emocionado.
O "ovni" desapareceu.
No dia seguinte, os jornais não publicaram a notícia... é que essas alucinações coletivas já deixaram de ser novidade, já não são "notícia"... cada dia aumenta mais o número de gente ignorante e supersticiosa...
Na praia daquele balneário existe um coração alado dentro de um círculo, gravado no alto de uma pedra, a mesma na qual eu conheci Ami. Parece como se tivessem fundido a pedra para desenhar esse símbolo, ninguém sabe como foi feito. Qualquer pessoa que chegue nesse lugar pode ver, mas é difícil subir nessa pedra tão alta, especialmente para os adultos; uma criança é mais ágil e, principalmente, mais leve.

Fim

Autor: Enrique Barrios

Links para downloads dos livros, clique nos títulos:

"AMI, O MENINO DAS ESTRELAS"
"A VOLTA DE AMI"
"AMI 3"




Ami, um "long-seller" mundial
Um best-seller é um livro muito vendido. Todos os anos aparecem muitos best-sellers, alguns a nível de um ou outro país somente e outros, muito poucos, a nível mundial.

A imensa maioria deles sai de moda rapidamente, mas de tempos em tempos alguns se convertem em "long-sellers", ou seja, livros que não saem de moda e cujo conteúdo se mantém sempre atual ao longo dos anos, e por isso sempre são procurados pelos leitores.
"Ami" é a obra de Enrique Barrios mais difundida no mundo, com varios milhões de exemplares distribuídos em catorze idiomas. É adotado como material didático em inumeráveis estabelecimentos educacionais de muitos países devido à forte carga de valores que transmite.

Resenha Biográfica de Enrique Barrios
Enrique Barrios, Santiago de Chile, 1945, é um escritor e viageiro e dono de uma alma inquieta e buscadora, que o levou a visitar países nos cinco continentes em sua juventude, dando uma volta completa ao mundo.

Em 1984 descobre sua missão, seu real propósito de vida. Vislumbra algo que para ele constitui a Suprema Realidade do Universo, um conceito ou vivência que experimenta em um raro momento de expansão de consciência, algo que será a base de toda sua futura obra literária: o Amor.

O Amor como Força Universal, como Divindade, como Deus mesmo, e daí vem sua frase:

"O Amor não é manifestação de Deus, mas sim a Presença de Deus".

Esta compreensão, tão difícil de ser assimilada com um olhar alheio e superficial, sem um aprofundamento maior, é para ele o elemento universal e absoluto que buscava, que não é uma crença, mas sim uma realidade que todos podem perceber e vivenciar, porque todos (ou quase todos) podem experimentar Amor. O Amor subjaz todas as religiões, está nos fundamentos de todas elas. É por isso que todas nos impulsionam a seguir os Mandamentos do Amor.

Tal compreensão foi só um ponto de partida para toda uma filosofia espiritual que foi adquirindo forma e sentido em sua alma e que ele registrou posteriormente em sua primeira obra escrita: O Livro de Deus Amor.

Ami viu a luz no Chile em Março de 1986 e foi escrito em apenas 8 dias. Nesta segunda obra EB soube transmitir muito bem os fundamentos da importante e profunda mensagem que recebeu e que já havia expressado antes no Livro de Deus Amor.

Ami está escrito em um estilo simples, ameno e divertido, ensinando lições profundas em meio a viagens espaciais e aventuras diversas.

Pode-se dizer que de 1984 em diante a missão de Enrique Barrios começou e não parou mais. Ele escreveu até o momento um total de doze títulos.

Atualmente vive no Brasil e se dedica a atender e dirigir o Instituto Ami-Ophir, instituição virtual de cunho fundamentalmente educativo, não religioso, orientada à elevação do nível de "Consciência-Amor" individual e grupal da humanidade.

EB afirma que a necessidade de criar uma instituição educativa que respalde, aprofunde e complemente o conteúdo de suas obras literárias, nasceu do fato de que "os livros de ginástica não fortalecem os músculos, mas os exercícios de ginástica sim" e o mesmo acontece no terreno do crescimento pessoal, onde o conhecimento que se pode transmitir através de livros é limitado e por mais que se leia muito, se não há exercícios regulares, nada muda.


 PARA ACESSAR AS HISTORIAS ANTERIORES AQUI - "ESSENCIAIS"

http://minhamestria.blogspot.com
 C.R.A - http://a-casa-real-de-avyon.blogspot.com/

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